segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Minha Vida Meus Amores - O Jaguar


O Sol, declinando no poente da tarde, dava um estranho colorido à Estrela Candente. O Lago do Jaguar reverberava em cores múltiplas, enquanto as primeiras sombras da noite próxima davam um senso de paz e de outra realidade. Sentados na muralha do Radar de Comando da Unificação, Neiva e Nestor conversavam. O Primeiro Mestre Executivo discorria sobre a vida no Vale do Amanhecer e seus problemas, procurando, de forma carinhosa e filial, ascultar a mente de Neiva e obter respostas para suas preocupações de missionário. “Porque, perguntava ele, porque a humanidade não nos descobre melhor, parecendo que estamos sós neste mundo?” “Porque, filho, respondeu ela, porque tudo o que nós estamos fazendo é levar a mensagem do terceiro Milênio para todo este universo, com nossas indumentárias e com a nossa conduta doutrinária. Vinte e cinco anos, vivendo do amor e luz”. “Acho que não soube fazer a pergunta certa, disse Nestor, talvez eu quisesse perguntar porque a sua clarividência, que é um fenômeno tão fora do comum, tão extraordinário, não causa maior impacto, não desperta a curiosidade dos cientistas, dos teólogos. Para mim, continuou ele, este Vale deveria estar efervescendo de curiosidade”.
É exatamente porque os impactos de minha clarividência não bastavam é que veio, então, a vida iniciática, com suas cores vivas e seus poderes. Só assim é que tivemos a oportunidade de exibir a obra ao seu autor e também junto aos povos. Veja, Nestor, com as vibrações foram tomando lugar em toda a nossa doutrina, nas cores, no Templo e, por fim, nesta Estrela Candente esta grandeza que emite suas Amacês e a energia do Jaguar, para a cura desobssessiva dos cegos, dos mudos e dos incompreendidos. As vibrações aumentaram sem que precisássemos nos afastar do Evangelho um minuto sequer. Sempre, porém, Jesus o Caminheiro, em sua jornada evangélica iniciática, sem dor e sem sofrimento, ensinando a cura desobssessiva e colocando o espírito a caminho de Deus Pai todo poderoso. Não podemos garantir que tudo o que está para vir aconteça aqui. Porém haverá alguma mudança estrutural e benéfica, que irá alterar os rumores do pensamento humano, abalando os alicerces da cultura ancestral, consolidada na velha estrada e isso acontecerá aqui.
Filho, não deve interessar ao homem o seu vizinho, mas sim a função que ele desempenha. É verdade que não podemos separar a obra do seu autor, porém, quando eu daqui partir dirão “ o doutrinador e a sua doutrina”. Por isso, meu filho, esqueça essas preocupações de avaliação social, em termos dos componentes ativos, nesta jornada para o terceiro Milênio. Antes eu pensava porque essas Amacês não aparecem nos grandes centros, e obtive a resposta: primeiro, devido ao respeito às velhas teorias do homem, ainda é cedo para mudar estrutura; segundo, porque Jesus já respondeu a essa questão, quando considerou que as mentes dos pescadores eram mais sadias, e não quis desperdiçar o seu pouco tempo de vida na terra discutindo com os rabinos das sinagogas. Neiva parou, e o silencio se prolongava em torno dela, no crepúsculo daquela tarde calma e tranqüila. Seu olhar se alongava no infinito nas grandes coisas da vida. Havia no ambiente um misto de eternidade e doçura. Nestor o jovem Jaguar da Centúria, sentia as palavras de Neiva. Nada lhe doía mais do que quando Neiva lhe falava em partida. Porém, quando eu daqui partir. O Doutrinador e sua doutrina. Quadros lhe passaram pela memória. Neiva sempre rodeada de gente simples. Vez ou outra um “doutor” na roda. Jesus atento com aqueles rústicos pescadores. Lembrou-se de uma aula de Neiva em que ela contara um episódio da vida do Mestre: Ele chegara a casa e Maria, sua mãe, lhe preparara um aposento arrumado com carinho maternal. Para seus discípulos ela fizera um arranjo no estábulo. Pela manhã do dia seguinte, ela encontrou o aposento intacto, e descobriu Jesus dormindo no estábulo com seus rústicos pescadores.
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