domingo, 28 de outubro de 2012

Padrão Vibratório


Na Doutrina do Amanhecer manipulamos energias, aprendemos que, no Universo que nos rodeia, nós e tudo o mais somos apenas formas de energia, cada um sendo emissor de uma freqüência própria de vibrações.
Vivemos rodeados por correntes vibratórias, emitimos e recebemos vibrações através de nosso Eixo Solar (*), e para controlar tudo isso temos que ter o controle de nossa mente.
Mabel Collins, em seu livro “Luz no Caminho”, escreveu: “Em ti está a luz do mundo, a única que pode ser projetada sobre o caminho. Se és incapaz de percebê-la dentro de ti, é inútil que a procures em outra parte. Esta luz está fora do teu alcance, porque, quando chegares a ela, já não te encontrarás a ti mesmo. Quando houveres encontrado o começo do caminho a estrela da tua alma deixará ver sua luz e, com sua claridade, perceberás como é grande a escuridão no meio da qual ela brilha. Mas, não deixes que o espanto e o temor te dominem; mantém teus olhos fixos na pequena luz, e ela irá crescendo!”
Esta luz é alimentada pelo nosso padrão vibratório – o somatório de nossos campos bioeletromagnéticos – que se projeta, por nossos chakras, e através de nosso Eixo Solar, nos liga ao mundo exterior.
Na Natureza, onde a escala natural - mineral, vegetal e animal - apresenta, em cada nível, uma complexidade maior na formação de seus seres, os mais adiantados apresentam órgãos que vibram, cada um, independentemente do outro, mas compondo uma resultante que é a vibração daquele ser.
No Homem, uma mudança na freqüência de um órgão, da sua bioenergia, determina a doença. Por isso, seriam usadas as vibrações para corrigir e normalizar a freqüência vibratória desse órgão “doente”.
Pelos estudos modernos e científicos, tanto como acontece com vegetais e animais, as células do corpo humano selecionam e rejeitam certas vibrações, podendo, mesmo, por ação de uma vibração, alterar sua freqüência e o seu campo eletromagnético, gerando, caso seja uma vibração negativa, uma despolarização de graves conseqüências para o órgão que compõem.
Aquele que se dedica à Lei do Auxílio e busca dentro de si mesmo o conhecimento das leis universais e das freqüências de energia que nos envolvem, tende a cumprir melhor a jornada de sua Vida e desvenda os mistérios da Morte. Sua mente se torna mais clara, suas decisões são mais firmes, suas ações e reações são mais seguras, suas dores são menos sofridas!
Melhoram sua convivência porque passam a vibrar o Bem e a receber boas vibrações. Já nos foi dito que podemos avaliar nossa posição neste nosso Universo, a cada momento, pelo balanço entre as vibrações positivas e negativas que nos atingem.
O padrão vibratório é o que determina o Bem ou o Mal do ser, porque emite sua condição real. Não adianta querer esconder ou enganar os outros, porque o padrão vibratório revela a verdadeira natureza do seu emissor, emitindo vibrações a partir de sua aura (*) e atingindo aqueles que estão perto, que podem detectar o nível das vibrações e os leva a reagirem ou a se protegerem.
É fundamental manter o padrão vibratório elevado para ficar imune às baixas vibrações. O de baixo não atinge o de cima, isto é, aquele que mantém o equilíbrio e elevadas as suas vibrações não é atingido pelas vibrações de padrão mais baixo.
A Ciência, desde 1967, desvendou a bioenergia, gerada pelos campos bioeletromagnéticos, e começou a medir a aura ou eletroaura, seu potencial e ação das correntes elétricas biológicas nos tecidos vivos. A medição demonstrou que os campos mais importantes são, pela ordem, o do cérebro, os dos joelhos e o do coração.
O campo do cérebro aumenta de volume com o simples pensamento de um movimento ou por causa de sonhos ditos ideomotores. Verificou-se que as vibrações que aparecem no eletroaurograma funcionam como um radar, sendo projetadas e gerando ecos, retornos, que as pessoas mais sensíveis conseguem captar e interpretar. Os cientistas estão estudando se este seria o mecanismo das transmissões telepáticas.
Nos anos 70, as pesquisas demonstraram que o gerador elétrico das diferenças de potencial é a pele, em que a face externa (mucosa) corresponde ao positivo e a interna (serosa) ao negativo, que tornam a pele um órgão perceptivo e reativo altamente sensível às condições vibracionais do ambiente.
A ação deste gerador elétrico cutâneo é feita através do transporte ativo de ions de sódio entre as células epiteliais, favorecido pela absorção do sal no Anoday.
Conscientes de que vivemos em um Universo vibracional, devemos ter o cuidado de evitar os geradores de baixa vibração, que existem nos três reinos da Natureza - mineral, vegetal e animal. Como qualquer ser é passível de se emanar com forças de qualquer polo, positivas ou negativas, corremos riscos não só com pessoas, mas com animais, plantas, objetos e até mesmo com nosso lar ou nosso local de trabalho material.
Uma emissão vibratória que nos atinge e faz com que baixemos nosso padrão, agrega em nós partículas de neutrom que se tornam negativas e formam atmosfera fluídica pesada ao nosso redor e nos afasta da sintonia com os planos superiores, nos dando a sensação de angústia e opressão.
Sabemos que é impossível o controle de tudo e, então, o melhor é nos protegermos, mantendo nosso padrão vibratório no máximo que conseguirmos, ficando, assim, imune às baixas vibrações.
Quando, num lar, existem brigas, desarmonia e até mesmo ódios, o ambiente se impregna de vibrações maléficas, que impregnam o ambiente, os objetos, plantas e animais, causando mal-estar a quem ali chega. Além disso, serve como atração para espíritos desencarnados que, pela afinidade (*), se instalam no local, aumentando a desarmonia, porque esta gera a energia de que se alimentam.
As plantas, sensíveis, demonstram seu baixo padrão pela falta de flores, de vitalidade; os animais se tornam excitados e violentos; as pessoas irritadas e enfermiças. Tudo fruto do padrão vibratório! E o pior é que isso pode ser inconscientemente passado à frente: um objeto daquele ambiente é dado a outra pessoa, em outro lugar, mas leva impregnações de baixo padrão que continuam a ser vibradas, causando o mal.
Por isso existem inúmeras histórias de objetos que dão azar, como, por exemplo, os aquários (veja: ÁGUA), e ao se adquirir ou receber objetos antigos, que já passaram por muitos ambientes e foram emanados por diferentes forças, deve-se ter o cuidado de fazer uma limpeza energética deles: lavá-los com água fluidificada e fazer uma prece, sempre que possível, tentando mudar aquele padrão vibratório.
A realidade é que vivemos num Universo onde tudo é vibração em diferentes padrões e temos que aprender a manter nosso padrão vibratório com relação ao mundo que nos rodeia, tanto no plano físico como no plano espiritual, pelo controle da energia mental (*). Nossa mente está imersa num oceano de vibrações que recebemos e emitimos continuadamente.
Na Doutrina do Amanhecer aprendemos o controle da mente, o controle de nosso padrão vibratório, da harmonização de nosso Eixo Solar. Aprendemos, também, que o maior perigo está quando nos iludimos com a idéia de que alguém - encarnado ou desencarnado - está vibrando em nós com maldade, quando temos a consciência de que nós é que provocamos essa vibração ao julgarmos que ele está vibrando em nós. Mesmo que o fato exista, não devemos dar atenção pois, levados pelo julgamento, a nossa tendência é baixarmos nosso padrão, ficando vulneráveis às vibrações que nos foram endereçadas.
Nosso trabalho, na Corrente, é uma contínua projeção fluídica, uma emissão vibratória através do Eixo Solar, que emitimos na horizontal e recebemos na vertical, em um canal por onde flui, dos planos superiores, energia na qualidade e na quantidade correspondentes ao nosso padrão vibratório. Este canal pode ser obstruído por nossos pensamentos negativos, que atraem vibrações baixas de nossas vidas passadas e ativam nosso centro coronário, provocando a queda de nosso padrão vibracional.
Quando mentalizamos um cobrador - encarnado ou desencarnado -, o impacto das vibrações atinge nosso plexo, causando angústia, e devemos, então, mentalizar nossos Mentores, pedindo que possamos receber forças positivas e que elas possam alcançar, também, aquele cobrador que foi mentalizado. A concentração e o amor neste pedido farão com que nosso equilíbrio seja refeito e restabelecido nosso canal de emissão e de recepção.
Quando nos deixamos envolver por uma vibração negativa, partículas de neutrom ficam carregadas negativamente, formando áreas densas em nossa aura, que podem ir se acumulando perigosamente e nos afastando da Espiritualidade Maior. Quanto mais aumentam essas áreas, mais negativos vamos ficando.
O maior cuidado para nos mantermos livres de vibrações negativas é devido ao fato de que quanto mais controle tivermos em nossa energia mental maior nosso poder de cura, até mesmo à distância.
Aprendemos que temos sete planos vibratórios, nos quais trabalhamos ao mesmo tempo, porém com consciência apenas do plano físico, sensorial.
As vibrações atraem sempre as similares, pela afinidade vinculando almas, corações e pensamentos.
Nos planos espirituais a hierarquia existe pela qualidade do padrão vibratório dos espíritos, tendo como única base a virtude - qualidades morais conquistadas pelo trabalho e pelo sofrimento -, estando estacionados em faixas mais baixas aqueles que permanecem no erro pela baixa faixa vibracional, fruto de seus próprios padrões psíquico e moral. Também nós, encarnados, vivemos essa situação, pois atraímos e emitimos de conformidade com nosso padrão vibratório.
Quando emitimos uma vibração mental com nossas invocações - pedindo ao Pai pelos enfermos, nos hospitais e em seus leitos de dor -, ou projetamos uma vibração fluídica com a emissão de ectoplasma - doutrinando um espírito ou na Lei de um ritual - nosso sucesso ou fracasso vai depender única e exclusivamente do padrão vibratório que tivermos refletindo naquele momento.
Vamos recordar as palavras de Jesus (Mateus, V, 12-16): “Vós sois o sal da Terra; se o sal se tiver se tornado insípido, como se poderá restaurar-lhe o sabor? Para nada mais presta senão ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo! Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; e ninguém acende uma candeia e a coloca sob o alqueire, mas no velador e, assim, ilumina todos os que estão na casa. De tal modo brilhe a vossa luz diante dos homens, que eles vejam as vossas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus!”
Nossa vibração é que dá sabor ao sal e luminosidade ao nosso espírito. Temos que ter a preocupação de mantê-la sempre forte e positiva, para que não perca o sabor e nem seu brilho, vivendo, praticando e ensinando nossa Doutrina, ajudando os que precisam de esperança, de um conforto, de uma palavra amiga, sempre com amor, tolerância e humildade.

sábado, 27 de outubro de 2012

Tia Neiva - Anotações

Brigas, paixões, conflitos, realizações...
Após alguns dias, me dirigi para o que era meu. Como já disse, era um lugar onde o morro era muito a pique, e eu me sentava como se fosse uma poltrona. Caminhava para lá, como de costume, quando uma grande força me impediu, e ouvi:
- Volte! Volte já!
Sem entender, eu voltei correndo, sem saber se aquela “coisa” era má, se gostaria de me arrebentar. Que coisa horrível! Chamei Mãe Tildes, e ela me explicou que era a voz direta deslocada pelo neutrom, a força que divide os planos vibracionais.
Voltei para casa. De longe, ouvia as meninas cantando. Fiquei parada por alguns minutos, e logo vi surgir uma linda Lua no céu. Fui me sentar em um banco, sob um pequizeiro, e logo apareceu Gertrudes, me trazendo um prato feito, que comi sem saber, na realidade, o que comia.
Sim, muitas coisas aconteceram... Sozinha, naquela serra, sempre com mil preocupações em minha cabeça! Sozinha, sim. Como é triste a solidão...
Lembrava-me das queixas dos mal-amados, e pensava na solidão que sentiam. Também comecei a fazer críticas, julgando: eles estão sozinhos por falta de tolerância... Devemos pensar na solidão, na velhice...
Naquele instante, Getúlio, meu companheiro, chegou de mansinho e, segurando os meus ombros, disse:
- Já pode me perdoar, Neiva? Vamos embora daqui! Já não suporto mais isto. Mãe Neném lhe trouxe o recado do Chico Xavier? Ele fez críticas a seu respeito...
Senti como se tivesse levado uma punhalada. Perguntei:
- Você também acha que eu, realmente, preciso estudar?
- Não, absolutamente. – respondeu Getúlio – Mas, você me ensinou que o Homem se evolui em qualquer lugar. Por que, então, ficar aqui nesta serra, com tanto desconforto?
- Não sei o que me espera – respondi – porém continuarei aqui até terminar meu curso com Humarran.
- Meu Deus! – exclamou ele – Acho que não estou preparado para tanto, principalmente para ser companheiro de uma clarividente. Às vezes, penso que a amo, mas, quando estou ao seu lado, sinto que você está distante. Como sofro com isso!...
Estávamos nos entendendo quando Mãe Neném chegou e começou a despejar tudo o que lhe vinha na cabeça. Disse que Chico Xavier tinha razão, que minha ignorância estava me atrasando, que ninguém conseguiria decifrar minhas visões, que Urubatã – Cavaleiro de Oxosse, líder da linha do amor e do perdão – era um exu, enfim, que tudo estava errado. Sizenando recebera uma comunicação de que Urubatã havia queimado todo meu dinheiro.
Sim, nisso ela tinha uma certa razão pois, simbolicamente, ele havia incendiado o barraco de Mãe Neném na Cidade Livre.
- Meu Deus! O que tenho a ver com tudo isso? – pensei, com a mente mergulhada num turbilhão de pensamentos.
Lembrei-me de Humarran e de sua filosofia:
- O corpo físico é, para a alma encarnada, aquilo que a máquina significa para o operário.
A doença persistia no meu corpo, e eu já não me sentia a mesma. Pensava no que ouvira: Caminharás muitas vezes no mundo como um barco que navega no oceano revolto... Ouvi Humarran que me dizia:
- Não culpe os médicos, não acuse os professores, não reprove a conduta dos outros... Não maldiga a poeira da terra... Aproveite, sempre, o seu tempo em aprender, porque é muito mais tarde do que pensa. Você deve sentir a mais perfeita tolerância por todos e um interesse, com sinceridade, pelas crenças dos que pertencem a outras religiões. Não se importe pelo que demonstrarem pela sua e, para que possa ajudá-los, é preciso se libertar dos falsos preconceitos. Você não deve desprezar Mãe Neném. Deve, sim, ser condescendente em tudo, ser benevolente em tudo, agora, que os seus olhos estão abertos, para que possa empreender um trabalho de ordem superior. Pobre Mãe Neném!... A superstição é outro grande mal, que tem ocasionado muitas e terríveis crueldades neste mundo. Sofrem os homens, as plantas e os animais. Os fanáticos se dizem religiosos e praticam todo o mal em nome de suas religiões... Filha! Se anseia se unificar com Seta Branca, que nunca seja por amor a si mesma e, sim, para que você seja um canal, através do qual o seu amor chegue aos seus semelhantes. Geralmente, só temos consciência do corpo, que vai morrer, e não temos conhecimento do nosso estado de consciência interior, que é imortal. Faça a sua parte, filha, e lembra que, sempre, será capaz de fazer a sua parte. Não se esqueça de que a mente tem seus truques e de que a consciência é algo inegável. A única esperança, para um homem perdido no meio do oceano, é a de que alguém venha tirá-lo dali. Se alguém vem e o levanta, ele se sentirá aliviado e salvo. Outra coisa, filha, não abandone o seu companheiro...
Enquanto ouvia tudo isso, Getúlio me olhava com ternura.
- Cruz credo! Vou embora dessa miséria... – praguejou Mãe Neném.
Continuei calada, ouvindo em dois planos. Getúlio e eu nos abraçamos, e eu pensava:
- Ó, meu Deus! A alma espiritual é, realmente, uma partícula tão diminuta que se encontra dentro do corpo, que não a podemos ver...
Despertei dos meus pensamentos pelas súplicas de Getúlio:
- Vamos embora daqui, Neiva!...
Procurei acalmá-lo com algumas palavras de doutrina, e tudo ficou bem.


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Este é o Segundo do meu Primeiro Canto - Tia Neiva



Oh Jesus! Nesta hora bendita, eu quero me encontrar comigo mesmo.
Eu quero sentir todo o meu amor, quero sentir resplandecer o meu Sol
Interior
Mesmo nas noites densas sem luar.
Quero sentir o aroma da mata frondosa, quero sentir, quero respirar
juntinho aos Caboclos e as Caboclas.
Quero sentir sua bênção, sua mão em minha testa, tirando os males que restam no fundo do meu coração.
Quero ouvir o riacho que corre, sua água cristalina...
Quero a força de Janaína, sua Bênção, seu olhar.
Quero o canto de Jurema e Juremá.
Quero sentir a Franqueza de meus Paizinhos Negôs, que de longe vêm ao
meu encontro, aliviar a minha dor.
Paizinhos, eu quero o aroma desta flor para o progresso de minha vida
material e espiritual.
Quero levar tua bênção dos meus meninos e de minhas meninas,
Dos meus amores e do meu amor.
Quero subir no pico desta montanha, quero andar em cima das cordilheiras...
Quero descer até o rio caudaloso,
Quero a pureza dos Mantras de Yemanjá, que me envolvam...
Que retire, oh mãe! Meus conflitos, as minhas dores e as minhas necessidades, para que eu possa vibrar sem dúvidas, amando sem vacilar.
Oh Jesus! Oh Simiromba meu pai!
É a hora da individualidade, que as minhas dores te venho entregar, depois fazer a oferta a quem de mim necessitar.
Não deixe meu pai, que eu sofra com o cobrador a cobrar...
Que eu sinta a compreensão e que veja a luz da tua razão.
Não deixe que maus pensamento me venham desajustar.
Oh poder! Oh Perfeição!
Que na luz iniciática na corrente mediúnica da ninfa e do Jaguar,
Que amando e perdoando, sempre estejam sem conflitos a vibrar.
Oh! Jesus! Oh! Simiromba meu Pai!
É uma estrela que aparece, uma vida a pagar,
Um mundo em evolução, nova luz que vai dominar, o dia e a noite.
Em nome do pai, do filho e do espírito.
Salve Deus!


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Eixo Solar


O Eixo Solar do Homem é uma espiral de energias que atua de forma perpendicular sobre a cabeça do ser humano, que governa um sistema particularizado e individual - suas esferas coronárias, o seu Sol Interior (*). Com movimento circular de vórtice, no sentido horário, situa-se diretamente sobre o chakra coronário, agindo de forma a receber e a emitir energias:
CENTRÍPETAS – Captadas no vórtice central, são forças cósmicas e extracósmicas, emitidas em planos superiores e por Espíritos de Luz, que penetram pelo chakra, passam pelos lobos cerebrais, descem pela coluna, através da medula, e chegam ao Sol Interior, irradiando o ectolítero e, conseqüentemente, compondo o ectolítrio, que vai agir na regulação do padrão vibratório da pessoa pela energização dos seus chakras; e
CENTRÍFUGAS – São emitidas pelas bordas do vórtice, e emitem o ectolítrio, energia que se forma no ectolítero, desprende-se do Sol Interior e faz uma trajetória muito rápida, mas intensa, por todos os principais chakras, energizando-os e emitindo o padrão vibratório da pessoa. Age como a Kundalini (*), só que não fica adormecida e, sim, em permanente ação, porém tendo sua natureza e intensidade dependendo do equilíbrio e energização do Sol Interior.
É preciso, principalmente para realizar um trabalho espiritual, fazer nossa captação de energia. Nenhuma entidade traz uma carga de energia suplementar à que lhe é própria. Ela vem, sim, para trabalhar também com a energia que lhe for proporcionada pelas nossas condições como médiuns, isto é, pela nossa corrente, da qual somos os elos formadores, que tem imensa importância na realização de qualquer trabalho. Pela emissão, captamos na vertical o que pudermos nos planos espirituais, e alimentamos nosso Sol Interior, para, através do nosso canto, emitindo na horizontal a força recebida, nos tornarmos um elo da corrente e unificar a energia para a realização, em conjunto, de um trabalho.
Para que isso funcione com mais precisão é bom que sempre, na participação de qualquer trabalho, façamos nossa emissão silenciosamente, acompanhando a emissão do comandante, e, em seguida, o nosso canto, para que possamos nos ligar como elo da corrente que é formada, por ação do nosso Eixo Solar. Com nossa parcela vamos ampliar a energia disponível para a realização, pelas entidades, daquele trabalho.
É claro que as entidades possuem suas energias próprias e as utilizam, também, para os diversos trabalhos. Assim, um Preto Velho tem sua energia e a usa tanto com a presença, em espírito e em verdade, em um Trono ou, de forma oculta, em uma Mesa Evangélica; e uma Entidade de Cura participa com sua energia própria para a realização da Cura Desobsessiva, mas, sempre, ampliando aquela intensidade com o que pudermos oferecer como elos daquela corrente, transmitindo pelos chakras e pelo Eixo Solar todo o nosso potencial de forças.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Mentora de Cura - Irmã Scheilla


BIOGRAFIA IRMÃ SCHEILLA

Na Colônia Espiritual Alvorada Nova, Scheilla desenvolve um trabalho forte e muito amplo com dedicação ímpar, coordenando quatorze equipes cujos coordenadores formam com ela o Conselho da Casa de Repouso, o qual se reúne periodicamente para decidir as questões pertinentes a Casa. Após essas reuniões, Scheilla encaminha a Cairbar Schutel o comunicado de suas atividades. Sua administração direta no Hospital foi estipulada há muito tempo pela Espiritualidade Superior. À equipe de trabalho de Scheilla ligam-se muitos encarnados para a consecução da cura espiritual nos dois planos da vida.

ENCARNAÇÕES DE SCHEILLA

Tem-se notícias apenas de duas encarnações de Scheilla: uma na França, no século XVI, e outra na Alemanha.

Na existência francesa, chamou-se Joana Francisca Frémiot, nascida em Dijon a 28/01/1572 e desencarnada em Moulins a 13/12/1641. Ficou conhecida como Santa Joana de Chantal (canonizada em 1767) ou Baronesa de Chantal. Casara-se, aos 20 anos, com o Barão de Chantal. Tendo muito cedo perdido seu marido, passou a dedicar-se à obras piedosas e orações, juntamente com os deveres de mãe para com seus 4 filhos.

Fundou, em 1604, juntamente com o Bispo de Genebra, S. Francisco de Salles, em Annecy, a Congregação da Visitação de Maria, que dirigiu como superiora de 1612 a 1619, no bairro pobre de Santo Antônio em uma pequena casa alugada em Paris. Passaram por grandes necessidades, mas a Ordem da Visitação foi aumentando e superou todos os problemas. Em 1619, São Vicente de Paulo ficou como superior do Convento da Ordem da Visitação. Santa Joana de Chantal deixou o cargo de superiora e voltou a Annecy, onde ficava a casa-mãe da ordem. A Santa várias vezes tornou a ver São Vicente de Paulo, seu confessor e diretor espiritual. À data de sua morte a Congregação da Visitação de Maria contava com 87 conventos e, no primeiro século, com 6.500 religiosos. A 13 de dezembro de 1641 ela veio a falecer.


A outra encarnação conhecida de Scheilla, verificou-se na Alemanha. Com a guerra no continente Europeu, aflições e angústias assolaram a cidade de Berlim, na Alemanha, onde Scheilla atuava como enfermeira. Seu estilo simples, sua meiguice espontânea, muito ajudavam em sua profissão. Bonita, tez clara, cabelo muito louro, que lhe davam um ar de graça muito suave. Seus olhos, azuis-esverdeados, de um brilho intenso, refletiam a grandeza de seu Espírito. Estatura mediana, sempre com seu avental branco, lá estava Scheilla, preocupada em ajudar, indistintamente. Esquecia-se de si mesma, pensava somente na sua responsabilidade. Via primeiro a dor, depois a criatura...

Numa tarde de pleno combate, desencarna Scheilla, a jovem enfermeira. Morria no campo de lutas, aos 28 anos de idade.

Muitos anos depois, surgia nas esferas superiores da espiritualidade, com o seu mesmo estilo, aprimorado carinho e dedicação, Scheilla, a Enfermeira do Alto!


TRABALHO ESPIRITUAL NO BRASIL

Tudo indica que Scheilla vinculou-se, algum tempo após a sua desencarnação em terras alemãs, às falanges espirituais que atuam em nome do Cristo, no Brasil.

Peixotinho, em Macaé-RJ, iniciou um trabalho de orações para as vítimas da Segunda Grande Guerra. Foi então que, de repente, chegou lá e se materializou um espírito chamado Rodolfo, que contou que era de uma família legitimamente espírita, morando na Alemanha. Ele teve que servir na guerra como oficial-médico e o pai dele, Dr. Fritz, muito reservado, educado, severo, muito autêntico, que passou muitas idéias humanitárias aos filhos, havia lhe dito: - Matar nunca. Ao que Rodolfo respondeu: - Pai, não é isso, vou servir como médico.

Pois bem, em certa ocasião, o Dr. Rodolfo foi chamado como oficial para integrar um pelotão de fuzilamento. Ele, então, disse: - A minha missão é salvar, não matar. E, de acordo com o regulamento militar, ele passou a ser considerado criminoso, porque deixou de servir à pátria, pois a pátria pedia a ele que matasse alguém e ele se negou. Então, disseram-lhe: - Já que você não vai executar esse homem, você vai ficar junto dele para morrer como um traidor. E ele foi fuzilado na mesma hora. A essa altura, manifestou-se (espiritualmente) ao pai e disse: - Pai, já estou na outra dimensão da vida. Cumpri a palavra empenhada: não matei, preferi morrer. Para que não continuasse no ambiente de guerra, foi amparado espiritualmente no Grupo Espírita Pedro (Macaé-RJ).

Peixotinho, por ter sido militar, em razão justa, como espírita, tinha esse trabalho de preces em benefício das vítimas de guerra e pela paz. E esses fatos se deram no auge da Segunda Guerra Mundial, quase no final.

Certo dia, Rodolfo (espírito) disse, assim, no Grupo de Oração do Peixotinho: - Orem por minha irmã, ela está correndo perigo. E como a voz do alemão, através da voz direta por ectoplasmia, não era bem nítida, um sotaque carregado, a pronúncia do nome da sua irmã não saía boa, ao invés de Scheilla, saía Ceila. Passado alguns dias ele disse: - Minha irmã acabou de desencarnar. Foi vítima de bombardeio da aviação. Ela e meu pai desencarnaram. Dias depois, para agradável surpresa da equipe, materializou-se uma jovem loura e disse: - Eu sou Scheilla. Foi muita alegria! Os irmãos ficaram cheios de júbilos espirituais.

Conta-nos R. A. Ranieri que, numa das primeiras reuniões de materialização, iniciadas em 1948 pelo médium “Peixotinho”, surgiu a figura caridosa de Scheilla. Em Belo Horizonte, marcou-se uma pequena reunião que seria realizada com a finalidade de submeter a tratamento Dona Ló de Barros Soares, esposa de Jair Soares. No silêncio e na escuridão surgiu a figura luminosa de mulher, vestida de tecidos de luz e ostentando duas belas tranças, era Scheilla. Nas mãos trazia um aparelho semelhante a uma pedra verde-claro, ao qual se referiu dizendo tratar-se de um emissor de radioatividade, ainda desconhecido na Terra. Fez aplicações em Dona Ló. Depois de alguns minutos, levantou-se da cadeira e proferiu uma belíssima pregação evangélica com sotaque alemão e voz de mulher. Em vários grupos espíritas brasileiros, além de sua atuação na assistência à saúde, sempre se caracterizou em trazer às reuniões certos objetos, deixando no recinto o perfume de flores que lhe caracterizam.

Na obra "Chico Xavier - 40 Anos no Mundo da Mediunidade" de Roque Jacintho, encontramos o seguinte depoimento: "Chico aplicava passes. Ao nosso lado, ocorreu um ruído, qual se algum objeto de pequeno porte tivesse sido arremessado, sem muita violência. (- Jô - disse um médium - Scheilla deu-lhe um presente). Logo mais, procuramos ao nosso derredor e vimos um caramujo grande e adoravelmente belo, estriado em deliciosas cores. Apanhamo-lo, incontinenti, e verificamos nele água marítima, salgada e gelada, com restos de uma areia fresca. Scheilla o transportara para nós. Estávamos a centenas de quilômetros de uma nesga de mar, em manhã de sol abrasador que crestava a vegetação e, em nossas mãos, o caramujo que o Espírito nos ofertara, servindo-se da mediunidade de Chico!" "Na assistência reduzida, estava presente um cientista suíço, materialista, que ali viera ter por insistência de seus familiares. Scheilla, em sotaque alemão, anunciou: - Para nosso irmão que está ali - indicava o suíço -, vou dar o perfume que a sua mãezinha usava, quando na Terra. Despertou-lhe um soluço comovido, pela lembrança que se lhe aflorou à memória, recordando a figura da mãezinha ausente.”

Tempos depois, um outro raro instante se deu com a presença de Scheilla. "Bissoli, Gonçalves, Isaura, entre outros, compunham a equipe de beneficiados, agrupando-se numa das salas da casa de André, tendo Chico se retirado para o dormitório do casal, onde permaneceria em transe mediúnico. Uma onda de perfume, corporifica-se Scheilla, loira e jovial, falando com seu forte sotaque alemão. Bissoli estabeleceu o diálogo:

- Eu me sinto mal - diz Bissoli - Você - informou Scheilla - come muita manteiga Bissoli. Vou tirar uma radiografia de seu estômago. A pedido, nosso companheiro levantou a camisa. O espírito corporificado aproxima-se e entrecorre, num sentido horizontal, os seus dedos semi-abertos sobre a região do estômago de nosso amigo. E tal se lhe incrustassem uma tela de vidro no abdômen, podíamos ver as vísceras em funcionamento. - Pronto! - diz Scheilla, apagando o fenômeno. - Agora levarei a radiografia ao Plano Espiritual para que a estudem e lhe dêem um remédio.”


QUEM É NA VERDADE SCHEILLA?

Certo dia, em mensagem psicografada, assim se expressou Cairbar Schutel a seu respeito:

"Scheilla é, para mim, um verdadeiro exemplo de fé, de perseverança, de humildade e, sobretudo, de muito amor. Quem dera pudéssemos todos nós ter uma pequenina parcela de seu infinito desejo de amar! Scheilla vivencia o amor em sua plenitude, fazendo da cura a sua verdadeira face. Ama e trabalha diuturnamente pelo próximo. Outra não foi à recomendação de Jesus quando esteve entre nós! Outra não é a recomendação dos Espíritos que orientaram Allan Kardec na obra de Codificação!"

Esta Mentora trabalha igualmente na linha do Vale do Amanhecer
Fonte: Centro Espírita Irmã Scheilla - Curitiba (PR) e GLASER, Abel. Alvorada Nova, pelo espírito de Cairbar Schutel.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Umbral

UMBRAL

O Umbral é uma região limite que, no Canal Vermelho (*), separa o Vale Negro (*) do restante, onde se travam grandes combates, com espíritos procurando escapar das Trevas e com os Bandidos do Espaço que atacam os que estão desprevenidos e sem proteção, para levá-los a leilão. Para o Umbral são conduzidos os espíritos de baixo padrão vibratório, os escravizados pelo ódio, pela vaidade, os perdidos pelo magnetismo de obsessores e sofredores pela sua própria energia mental.
No Umbral estão vários pontos de auxílio, mas o que mais nos diz respeito é o Albergue de Irmã Lívia, que cuida de todos os Jaguares que desencarnam em determinados padrões vibratórios, evitando que se percam no Vale Negro.
Mas existe outro Umbral, região de Capela, plano físico, onde o Homem ainda maldoso realiza trabalhos para evoluir, com saudades, arrependimentos e com claras recordações, fazendo consciente exame de sua trajetória e de seus atos quando encarnado na Terra.
Essa parte de Capela tem grande organização social, com camadas distintas, vinte e um departamentos isolados um dos outros, como se fossem mundos separados. Após passarem pelas Casas Transitórias, onde recebem seu tratamento, ali chegam os desencarnados no nosso planeta que não conseguiram alcançar o padrão vibratório que lhe daria condições de viver nos mundos mais adiantados de Capela.
No Umbral, eles são encaminhados de acordo com suas condições vibracionais e suas afinidades, indo juntar-se aos espíritos da mesma faixa para trabalhar por sua evolução, sentindo em sua própria carne tudo aquilo que costumava fazer aos outros, na Terra, desta forma conscientizando-se do que produzia ao seu redor.
Ali estão previstas todas as oportunidades para reequilíbrio e retificação das trajetórias desviadas, sob a direção de espíritos também em provas, porém já mais evoluídos.
O desencarnado terrestre faz seu autojulgamento e sua autocondenação. Enquanto uns progridem, com amor, tolerância e humildade, outros se deixam ficar, mergulhados em seu egoísmo, em sua vaidade, e vão ficando estacionados. Os que evoluem, mudam de departamento, indo integrar-se a novo grupo afim. Os que não conseguem evoluir vão para as regiões abissais, no interior da Terra, formando grupos terríveis em seus aspectos e aparências, dominados pelo ódio, pela vingança e pela destruição.

domingo, 21 de outubro de 2012

Primeiro Canto - Tia Neiva

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Oh! Jesus, esta é a hora precisa, na individualidade de nossas vidas, de
minha vida.
Oh! Jesus, é a hora que dentro de mim, assisto o despertar das forças, na
força absoluta que vem de Deus Todo Poderoso.
Quisera, oh! perfeição, que as pérolas dos Anjos e dos Santos Espíritos,
encontrassem acesso nos hospitais, nos presídios, onde gemem e choram os
incompreendidos, na desarmonia que hora não te conhecem.
Daí a luz da Vida e da Morte. Ilumina o viandante na sua obscuridade.
Ilumina os cegos, também, na sua obscuridão.
Ilumina, Oh! Jesus, os campos orvalhados, as cordilheiras silenciosas à
margem do rio caudaloso, onde vive a choupana e o lavrador. 
A cachoeira das matas,o caboclo e seus amores, o saveiro no mar distante, o menino e a menina, a jovem mãe abandonada, o órfão de pai e mãe vivos.
Nos liberte, Senhor, da calúnia, da falsidade e do desprezo. Mestres desta
Consagração! Vamos emitir todo o nosso amor, para que eflúvios luminosos nos
alcancem e nos protejam, na luz dos nossos caminhos cármicos.
Meus irmãos e meus Mestres. Mentalizemos o que formamos neste Canto,
para que os Grandes Iniciados distribuam de nossas mentes, para o fenómeno
desobsessivo.
Mundo Encantado dos Himalaias! Povo de Deus! Raio de Arakém!
Poder da Vida e do Amor!
Do meu amor, do nosso amor, do amor incondicional.
Que em nome do Pai, do Filho e do Espírito do Sol e da Lua.
Salve Deus!
03 de Julho de 1979 
Tia Neiva