terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Os Hebreus


Deixando a Egea, os Hebreus de deslocaram, cerca de 2000 AC, para a Palestina e depois para o ocidente, indo para o Egito, onde foram aprisionados e mantidos como escravos até o século XIII AC, quando Moisés, revoltando-se contra a degeneração dos sacerdotes egípcios, entre os quais fora educado como um príncipe, conseguiu a libertação das tribos e seguiu para a Terra Prometida
Moisés foi o líder que deu às antigas religiões dos Hebreus uma unificação sólida – o Judaísmo. Iniciado na linha egípcia, Moisés era um espírito elevado e receptivo das forças cósmicas, e teria recebido no monte Sinai as Tábuas da Lei, com os dez mandamentos que se tornaram alicerces da Lei Mosaica, que denominamos a Velha Estrada, porque obedecia, ainda, a velha lei do “olho por olho, dente por dente”, excluindo o amor, a caridade e a misericórdia. 
Moisés definiu que o único deus das 12 tribos hebraicas seria Jeová, instituindo uma monolatria a ser seguida pelos “filhos de Israel”, componentes dessas tribos, que passaram a se denominar “judeus”. Surgiu a Arca da Aliança, considerada o trono de Jeová, que era uma caixa de acácia, com 1,25 m de comprimento e 0,75 m de largura e altura, revestida em ouro, coberta com uma tampa de ouro que sustentava dois querubins.
Em seu interior havia um instrumento intergaláctico, junto ao qual Moisés depositou as Tábuas da Lei, e se tornou um grande mistério, além de ser considerado objeto sagrado, que não podia ser violado e nem ser tocada, e, por isso, era conduzida, quando necessário, sobre varais. Era portadora do poder de Deus, e ficava isolada em uma tenda, só podendo ser manipulada sua força pelo sumo sacerdote. 
Com a partida de Moisés e suas 12 tribos do Egito, tem início a grande raiz hebraica, que concentrou a linha principal do Sistema Crístico, fazendo a confluência de linhas para a Palestina, preparando a chegada de Jesus.
Essa linha segue através das eras como relatado nos livros que compõem a Bíblia, especialmente no Velho Testamento. Em torno de 1200 anos AC se completa a conquista da Palestina, a Terra Santa proclamada por Moisés, e se inicia nova fase para aquele povo, que deixa sua natureza nômade e se estabelece com atividades sedentárias agrícolas e pastoris.  
As idéias sobre Jeová se adaptaram, e o centro do judaísmo passou a ser Jerusalém. Ao mesmo tempo, as tribos ainda não unificadas integralmente em torno de Jeová cultuavam outros deuses. Agricultores adeptos do baalismo, faziam cultos a diversos deuses agrícolas. Salomão, no século X AC, fez um dos mais brilhantes governos do povo judeu e construiu um imponente templo onde foi guardada a Arca da Aliança, num local velado, denominado “Santo dos Santos”.
Do magnífico Templo de Salomão existe, hoje, apenas uma ruína que é conhecida como o Muro das Lamentações, local sagrado para os judeus. Quando Salomão morreu, os hebreus se dividiram em dois grupos: Israel, ao Norte, e Judéia, ao Sul.

Em 722 AC, as dez tribos que compunham Israel foram destruídas pelos assírios e, embora constantemente atacada, a Judéia, incluindo as tribos de Judá e Benjamim, conseguiram manter a linha dos hebreus.
Em 586 AC, os hebreus tinham sido expulsos de Jerusalém, caída em poder dos babilônios, e surgiram os grandes profetas, que reformularam a religião hebraica, dando-lhe caráter monoteísta e combatendo os sacrifícios de animais, alegando que o sacrifício verdadeiro deveria ser manter um espírito obediente e um coração contrito.
Em 538 AC, Ciro, o grande rei persa, tomou Jerusalém e a devolveu aos judeus, que já tinham evoluído em sua visão de Jeová, que passou de Deus de Israel para ser o Criador, Deus de toda a Humanidade, e foi abolido o politeísmo. Pelos profetas, firmou-se a idéia da chegada de um Messias salvador que iria restaurar a nação judaica, bem como da ressurreição geral no dia do Juízo Final.
No século IV AC, Alexandre Magno estabeleceu um século e meio de domínio da linha Grega sobre Israel, influenciando muito o povo hebreu. Em 168 AC, Judas Macabeu iniciou revolução que, em 141 AC, estabeleceu um Estado judeu independente, que se manteve até 63 AC, ano em que os romanos, liderados por Pompeu, conquistaram aquelas regiões do Oriente. A língua hebraica tinha uso muito restrito, praticamente usada em orações e rituais, sendo popular o aramaico – usado por Jesus e seus discípulos – e o grego, falado pelos mais instruídos.
Quando, em 70 AC, os romanos destruíram Jerusalém e o seu Templo, os judeus já tinham solidificado sua base religiosa – o Tora, a Lei revelada – constituída pelos cinco primeiros livros  - o Pentateuco - do Velho Testamento, compreendendo o Gênesis (relatando a criação do mundo), o Êxodo (conta a saída dos hebreus do Egito), o Levítico (que estabelece a organização do culto), o Números (fazendo o recenseamento dos hebreus) e o Deuteronômio (um resumo das leis e instruções de Moisés); pelos Livros dos Profetas e pelo Kethubim, escritos diversos que completam o Velho Testamento.
O Templo de Jerusalém, em sua terceira reconstrução (em 64 da era Cristã foi totalmente arrasado), era o centro de reuniões, das peregrinações e das orações, sendo usado pelos doutores da Lei, por cambistas e mercadores, e nele se faziam sacrifícios de animais. Imensa construção, a parte mais sagrada era o Sancta Sanctorum, uma câmara vazia, simbolizando a presença invisível de Deus, contendo apenas uma pedra, sobre a qual o sumo sacerdote acendia um incenso, um dia por ano, no Dia da Expiação, consagrado ao jejum e à oração. Formaram-se grupos religiosos, como Fariseus, Saduceus, Zelotas e Essênios, estes unificando a raiz hebraica que nos chegou com Jesus, o Caminheiro.
Os Essênios formavam uma irmandade de vida ascética e comunitária que se estabeleceu na região do Mar Morto, praticando o culto que Éssen aprendera com Moisés e dos Santos Anjos, e faziam uma oração matinal voltados para o Sol. Não participavam dos cultos no Templo de Jerusalém e não faziam sacrifícios de sangue. Seguiam uma doutrina esotérica e seus membros eram admitidos por uma Iniciação, feita após longo período de provas e um juramento.
Jesus recebeu a Iniciação dos Essênios. O povo judeu tinha uma esperança: a chegada do Messias, que os libertaria, e, assim, quando um pregador asceta – João Batista – anunciou, no ano 29, na Judéia, que Jesus era esse enviado de Jeová, a maioria se convenceu, e começaram a seguir Jesus e ouvir Suas idéias assombrosas.
No Sermão da Montanha, receberam toda a Doutrina Crística, quando Jesus disse que não viera para abolir as Leis Mosaicas, mas sim completá-las, e que seu reino não era deste mundo. Estavam confusos e desapontados com aquele Messias, que aconselhava amar os inimigos em lugar de providenciar a destruição dos romanos.
Gente simples O amava, mas era odiado pelos ortodoxos, que diziam ir Jesus contra a Lei Judaica. Os apóstolos de Jesus viveram e aprenderam toda a Doutrina, de modo que, quando sob a acusação de revolucionário e blasfemo, Jesus foi crucificado, continuaram a difundir Suas idéias. Foram escritos os Evangelhos (que significam Boa Nova), base do Novo Testamento, em que constam também as diversas epístolas de Paulo, sendo estruturada a religião cristã, que sofreu algumas derivações através do tempo e do espaço, mas com sua raiz de verdade e de amor na rápida passagem do Divino e Amado Mestre Jesus.

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