segunda-feira, 2 de julho de 2012

A queda da Bastilha



Aproxima-se o 14 de julho, data em que “comemora-se” a “Queda da Bastilha”. Tia nos relatava que tivemos uma forte participação em mais este momento decisivo da humanidade.

Realmente foi um marco indelével! Considerado o principal evento da Revolução Francesa de 1789, portanto há 221 anos atrás. Os nobres da corte real e o clero, intocáveis até então, viveram a partir daí, um longo e terrível pesadelo, pagando regiamente, até mesmo com suas vidas, suas centenas de privilégios e riquezas acumuladas nos séculos anteriores.

Os ideais de "Liberté, Egalité, Fraternité” (Liberdade, Igualdade e Fraternidade), tomaram as ruas e levaram a população servil, e quase que escravizada pelo regime feudal, a modificar, profunda e definitivamente, os conceitos da época, que aparentava não permitir a chegada de um raio de luz sequer para o futuro.

Muitos de nós, hoje encarnados como Missionários de Seta Branca, estivemos presentes... Dos dois lados! Como líderes de uma revolução, que embora munida de valores sensatos, transformou-se em um banho sangue; ou como os beneficiários de um sistema de opressão e injustiça.

Passados mais de dois séculos, hoje, como missionários, ao se aproximar esta data, ainda sentimos os efeitos da energia não manipulada, dos reajustes a serem equilibrados, dos irmãos que ferimos por não saber amar.

Tivemos a oportunidade de passar pelos planos espirituais, e mais do que isso: a oportunidade de uma nova encarnação, enquanto muitos ficaram enredados em suas tramas no etérico, e ainda clamam pela justiça contra aqueles que assassinaram seus sonhos.

No mundo, na política, na sociedade em geral e até mesmo na Doutrina, muitos ainda revivem este momento à beira de um novo colapso.

Condutores de povos, sejam por suas posições sociais privilegiadas, ou postos dentro de sistemas doutrinários (seitas, igrejas, religiões, maçonaria, nas presidências), salvo honrosas exceções, mostram graves limitações de caráter, de ética e de decência. Os valores do espírito, de amor, humildade e tolerância, são quase esquecidos, não fosse por uma consistente parte de jaguares que, em silêncio, mas com firmeza, insistem em pregar a união, tendo Pai Seta Branca e os ensinamentos de Tia Neiva como Norte. São estes Mestres e Ninfas, com sua fé, acima de tudo, e sua postura de honestidade e respeito, os verdadeiros guias de nosso tempo: silenciosos e humildes jaguares da última hora, rendidos apenas ao compromisso de trabalhar de acordo com sua Iniciação, seguindo seu juramento e compromissos.

Na verdade a maioria dos Jaguares hoje quer apenas poder trabalhar em prol da Humanidade, e estes conseguem equilibrar as energias nocivas que impregnam o etérico. Não fazem questão de aparecer, de mostrar quem são, apenas cumprem a jornada, sem se preocupar com classificações, elogios ou recompensas.

Temos consciência do quê a União representa e vivemos nesta vibração; praticamos a Doutrina pensando apenas em curar a dor do próximo e naturalmente se beneficiando com os frutos desta escolha.

Estes Jaguares de verdade tornam-se pessoas mais serenas. Por vezes vivem suas faixas cármicas mais pesadas, mas compreendem que se deve esperar o tempo certo, e sentem que a necessária mudança está se processando a pleno vapor.

São conscientes de que o tempo de revoltas e radicalismos já passou. Não são os líderes humanos, pois consideram a verdadeira liderança na idéia de um Jesus Caminheiro, pregando seus conceitos para o atual momento em que vivemos. A força e motivação em elevar a Bandeira Rósea do Astral, liberta corações e mentes do sistema antropomórfico. Traz a paz e a harmonia no lugar da angústia, da vaidade, do poder temporal e do sectarismo.

Não ficam totalmente livres de carma, pois resgatar é o quê trouxe todos de volta a este plano físico. Porém com a consciência desperta passam por esta vida com segurança de suas ações e controle de seus desejos. É praticamente impossível não perceber a Presença Divina em seu íntimo! Os conflitos existenciais então, apenas aparecem para provocar a necessidade de mudanças para iniciar um novo estágio existencial. Há de se reconhecer a força que nos convida a experimentar o novo, o desconhecido, o desafio que a espiritualidade representa, que nos exige mais e mais expansão de consciência, autoconhecimento e, sobretudo o abandono das velhas e conhecidas emoções negativas: o orgulho, a vaidade, a mágoa, o ódio, o rancor, a culpa...

"O sol nasceu às 4h08 daquela terça-feira, dia 14 de julho de 1789, e, apesar da luminosidade, a cidade anunciava um dia encoberto e frio naquele verão, no qual os termômetros marcavam 12 graus pouco antes do meio-dia."

Diferente do frio que envolvia a cidade, o ambiente dentro de seus muros acalorava-se, pois uma verdadeira tempestade formava-se para romper as estruturas do Reinado de França. A tensão já não era tão latente, estava presente no ar, nas casas e começa a tomar as ruas, mas seria o dia 14 o ápice do que se chamaria Revolução Francesa.

O Sistema Feudal, escorado nas largas costas de uma monarquia absolutista, caracterizava-se fundamentalmente pelo enriquecimento a custa da ralé, da força servil motriz, dos chamados “comuns”.

O clero e a nobreza eram intocáveis! Sequer recolhiam os pesados impostos, sendo sustentados pelos “comuns”. A riqueza dos reis de França era ostentada claramente em sua sede, o Palácio de Versalhes, construído por Luiz XIV, chamado de Rei Sol.

Como a despesa da monarquia e do clero era demasiada, o déficit estatal crescia desordenadamente, chegando na época da revolução a cerca de 5 bilhões de libras. Tendo a natureza dado sua parcela para forçar a mudança, um desastre na colheita anterior, e um sofrível inverno em dezembro, a falta de alimentos provocava rebeliões cada vez mais freqüentes. Os alimentos começavam a faltar na mesma proporção da consciente insatisfação.

Obviamente a vaidade e orgulho não permitiam que os governantes e o clero abrissem mão de seus privilégios. Em 5 de junho de 1789, o rei Luiz XVI convocou a Assembléia dos Estados Gerais, que deveria contar com membros de todas as camadas sociais (nobreza, clero e comuns).

O clero e a nobreza queriam que o voto fosse separado por Estado, e os “comuns”, o voto por cabeça, pois representavam 95% da população.

As pequenas revoltas populares, inicialmente por conta da escassez de alimentos, unificaram-se em 14 de julho de 1789, quando os "comuns" buscaram as armas para lutar. Artesãos, Médicos, Advogados, unidos ao povo em geral invadiram a Bastilha, um presídio político considerado símbolo máximo da monarquia absolutista, mataram os guardas, decapitaram o diretor, exibindo sua cabeça na ponta de uma lança em praça pública, e libertaram os presos.

Um banho de sangue característico das revoltas populares.

Após a Queda da Bastilha, a Assembléia Constituinte aprovou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, nos moldes da carta norte-americana, defendendo a liberdade de expressão e afirmando que todos podem falar, escrever e registrar livremente seus pensamentos.

Foi o início de uma nova etapa para a Humanidade, principalmente para o Velho Continente.

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