terça-feira, 15 de maio de 2012

Mediunismo, Mediunidade, Animismo e Mistificação




Mediunismo, designa as formas primitivas de mediunidade que fundamentam as crenças e a religião primitivas. onde havia adoração inclusive de objetos inanimados, broches, talismãs, amuletos, e etc., o fetichismo (Fetichismo é a atribuição simbólica, a pessoas, partes do corpo ou coisas, de propriedades ou características que emanam de outros objetos ou indivíduos.nas crenças indignas e religiões africanas.
A diferença entre Mediunismo e Mediunidade está na conscientização do problema mediúnico.

Mediunidade é o mediunismo desenvolvido,evoluido , racionalizado e submetido à religião , a doutrina filosófica e às pesquisas científicas necessárias ao esclarecimento dos fenômenos, sua natureza e suas leis.

Mediunidade: É a faculdade humana pela qual se estabelece a relação entre homens e espíritos. Não é um poder oculto que se possa desenvolver através de praticas, rituais ou pelo poder misterioso, desenvolve-se naturalmente nas pessoas de maior sensibilidade para captação mental, de coisas e fatos do mundo espiritual que nos cerca e nos afeta, com as suas vibrações afetivas e psíquicas.
É a faculdade ou aptidão que possuem certos indivíduos determinados médium, de servirem de intermediário entre o mundo físico e espiritual. A mediunidade é dada sem distinção a fim de que os espíritos possam levar a luz aos que necessitem , para os fortalecer no bem, e os viciosos para os corrigir.

Mediunidade é simplesmente uma aptidão para servir de instrumento l, aos espíritos em geral. O bom médium é aquele que constrói boas qualidades morais e constantemente cultiva bons pensamentos, possui o hábito da oração e da leitura.
Dessa maneira , a mediunidade é a condição natural do homem, uma faculdade geral da espécie humana, que se revela em dois campos paralelos de fenômenos:

Anímicos: Que são os fenômenos mediúnicos, com há maior influência do espírito do médium na relação entre duas esferas.

Espíritas: são fenômenos mediúnicos, quando, na relação, há uma atuação direta do espírito desencarnado sobre o encarnado.

Mistificação: É algo de muito desagradavel ma prática mediunica ; mas há um meio de evita-los, o de não pedires ao mundo espiritual nada mais do que ele pode e deve dar; seu objetivo é o aperfeiçoamento moral da humanidade. Desde que, não se afaste disso, jamais seras enganados, pois não há duas maneiras de compreender a verdadeira moral, aquela de que todo homem de bom senso pode admitir; mesmo que o homem nada peça, nem que evoque, sofre mistificações, se aceitarem o que dizem os espíritos mistificadores. Se o homem recebesse com reserva e desconfiança tudo que se afasta do objetivo essencial do espiritismo, os espíritos levianos não o enganariam tão facilmente.

Mistificar: Quer dizer; enganar , trapacear, burlar, tapear, iludir, i, abusar da boa fé.
“Do que se conclui que só é mistificado aquele que merece”

Animismo: (anima – alma) Sistema fisiológico que considera a alma como causa primária de todos os fatos intelectuais e vitais, isto é, expõe o fenômeno anímico como a manifestação da alma do médium, portanto, á alma do médium pode manifestar-se como qualquer ouro espírito, desde que goze de certo grau de liberdade, pois recobra os seus atributos de espírito e fala como tal e não como encarnado. Para que se possa distinguir, se é o espírito do médium ou outro que se comunica, é necessário observar a natureza das comunicações, através das comunicações e da linguagem.

Um grande engano é confundir Animismo com Mistificação.
"Na verdade a questão do Animismo foi de tal maneira inflada, além de suas proporções, que acabou transformando-se em verdadeiro fantasma, uma assombração para espíritas e espiritualistas desprevenidos ou desatentos. Muitos são os que condenam sumariamente o médium, pregando-lhe o rótulo de fraude, ante a mais leve suspeita de estar produzindo fenômeno anímico e não espíritual. Em verdade não há fenômeno espírita puro, de vez que a manifestação de seres desencarnados, em nosso contexto , precisa do médium encarnado, ou seja, precisa do veículo das faculdades da alma (espírito encarnado) e, portanto, manifestações anímicas".

A conclusão que se chega é que não há fenômeno mediúnico sem participação anímica.
Existem também manifestações de "animismo puro," ou seja, comunicação produzida pelo espírito do médium, sem a participação de outro espírito - encarnado ou desencarnado, pode ocorrer um processo espontâneo de regressão de memória.
Existem fraudes de médiuns e de Espíritos que nada têm a ver com o animismo e o mediunismo. Pode ocorrer o desejo de promoção pessoal e de grupos. Existem a dos Espíritos que usam nomes falsos para desequilibrarem àqueles que se esquecem de estudar e julgam assim serem superiores demais.
Devemos conservar a humildade e agradecer constantemente a oportunidade de servir.

Para resumir : No que o animismo difere da mistificação?

Animismo é a influência do médium na comunicação do Espírito. Poderá haver contradições, e até erro na comunicação.
A mistificação, pelo contrário, é enganar, é abusar na credulidade de alguém fazendo-o crer como verdadeiro o que é falso. É agir de má fé.

O medium bem preparado quando procura se mediunizar de fato estará normalmente em uma exelente sintonia e terá o total controle da situação tanto como mensageiro ou em suas manipulações pemitindo desta maneira a precisão de seu trabalho mediunico . E o inicio dessa mediunização é buscar a maior força universal que é o amor dentro de seu propio coração . Assim ele caminhará no amor , humildade e verdade tendo a conciencia de que aqueles que o procuram o fazem em busca de uma luz para suas dores e afliçoes do fisico e do espirito é não será com fantazias , e enganações que ele irá beneficiar a ninguem e muito menos a si propio . No entanto não devemos crucficar o medium que se porta de maneira Mistica ou que não esteja bem preparado. Devemos sim olhar como um irmão que precisa de ajuda e que se dada com amor sera possivel conduzi-lo a se tornar de fato um medianeiro desejado pelo mundo espirtual para que haja confiança mutua ente os dois mundos e assim possa ser preciso num trabalho da lei do auxilio.
(Jorge R Gouvea )
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