sexta-feira, 20 de março de 2015

Primeira Contagem pelo Mestre Bálsamo



Primeira Contagem
Primeiro Trabalho de Contagem no Vale do Amanhecer contado pelo mestre Bálsamo.
Uma das primeiras missões que recebeu no Vale foi o comando da Estrela Candente, ainda em um tempo que a luz para a terceira Consagração era à base de lampião a gás, e para completar o grupo mínimo de quatorze pares, era necessário ir de porta em porta procurando médiuns de boa vontade para participar.
Era agosto de 1976... Naquela manhã ele despertou “inexplicavelmente” mais cedo que o normal. Sete e meia da “madrugada” (no Vale, na época de Tia, este horário, em função dos famosos “corujões”, era muito cedo mesmo!), ele já estava a caminho da Casa Grande para buscar a bolsa com a Lei da Estrela, recém ditada por Vovô Indú.
Pensava em “pegar” a bolsa sozinho, e ir tranquilo para a Estrela pensar um pouco na vida.
Porém ao chegar, uma das mocinhas do Orfanato já estava na porta e foi dizendo:
- A Tia já está na Estrela lhe esperando!
Pensou: “Vixi”... A Tia na Estrela a esta hora?
Chegando lá entendeu por que...
A “chefe” (ele gostava de contar sempre chamando a Tia de “a chefe”) estava com as mãos na cintura, bem no meio da Estrela com “aquele olhar”... Distante, penetrante, com um silêncio profundo.
Imediatamente percebeu o quê se passava: No piso da Estrela estava uma “macumba das grandes”. Tinha de tudo! Farofa, vela, charuto, bonequinhas de vodu, tesouras, fitas, bebidas... Tudo colocado lá dentro da Estrela!
Conta que parou ao lado de Tia e esperou que ela se manifestasse após algum tempo ainda em silêncio:
- Bálsamo! Tiãozinho está pedindo para que você tenha muito carinho com o comando da Estrela de hoje. Também pede para que avise que não devem usar sal e perfume na primeira consagração, colocaram umas “coisas” lá. Já pedi para as meninas virem limpar tudo, e depois da primeira consagração já vai estar tudo desimpregnado.
Falou assim... De forma firme e segura. Com uma naturalidade que somente a mediunidade dela poderia transmitir.
Ninguém, excepto as meninas que fizeram a limpeza, ou alguma pessoa mais próxima de Tia, ficou sabendo do ocorrido antes, ou durante as consagrações, que foram executadas seguindo a recomendação de Tiãozinho.
Após as três consagrações, desceram todos para o Templo e Tia aguardava junto ao Radar. Pediu para que as Entidades nos Tronos desincorporassem, e após todos acomodados, com os Aparás de pé, iniciou as Invocações. Terminou pedindo a presença do Povo de Cachoeiras e das Sereias de Yemanjá. Nesse momento ela mesma iniciou o Mantra das Ninfas.
A emoção contagiou a todos, era algo inédito aquele trabalho!
Ao terminar o Mantra, com lágrimas nos olhos e a voz embargada, Tia Neiva pediu aos Médiuns de Incorporação que desincorporassem. Os Aparás, também, tinham lágrimas nos olhos.
Todos estavam em estado de êxtase; amparados pela magia, encantos... Meu Deus, como traduzir... !?” (Bálsamo)
Então pediu que todos em conjunto emitissem o Mantra de Simiromba, e, ao final, pedindo total sintonia, dirigiu três Elevações em conjunto.
Tomada pela emoção do momento, lutando para manter a razão face a grandiosidade que se operara, ela falou:
- Meus filhos, pelos olhos que entreguei a Jesus a bem da verdade, trezentos exús voltaram para Deus. Salve Deus, meus filhos, graças a Deus!
Após essa realização, este trabalho ganhou forma definitiva e foi entregue para ser conduzido pelo Trino Araken.
Mais um fato interessante se passou algum tempo depois, ainda referente a esta história:
Em uma aula de Centúria, Tia Neiva e seu Mário (Trino Tumuchy), estavam presentes, acompanhando o Trino Araken. Em determinado momento ela contou a história dizendo que o líder da legião tinha por objectivo destruir a Estrela. Assim, enviou todo o seu povo para lá, mas “macaco velho” que era, ficou de fora e acabou escapando. Quando deu por si que tinha perdido todos seus componentes, virou sua ira contra o “pai de santo” que foi preparar a macumba. Contou então, que o tal “pai de santo” só teve um jeito de escapar da terrível cobrança: entrou para a Doutrina do Vale do Amanhecer.
- Meus filhos, ele agora é um de vocês! Um Centurião!
- E quem é ele Tia? – perguntou um dos Mestres Presente.
- Ah... De jeito nenhum! Se eu contar vocês derretem ele na vibração!
Todos deram um alegre riso.
Salve Deus!

terça-feira, 17 de março de 2015

História de Pai Francisco de Aruanda


Historia de Pai Francisco de Aruanda
Preto Velho
Pretos velhos (Adorei as Almas)
São muitas as lembranças da minha encarnação como escravo em uma fazenda de café no interior Paulista. O som da chibata, os gritos dos feitores que saíam à caça dos escravos fugidos, as amas de leite obrigadas a amamentar os filhos da sinhá. Lembranças pungentes de muito sofrimento. Quando a princesa Izabel assinou a Lei Áurea, eu estava velho e muito doente.
A senzala era o único lugar onde o negro conseguia ser livre. Minha história de vida foi muito triste, mas aprendi muito. O sinhô era um homem muito refinado e não me tratava mal, mas a sinhá era uma mulher muito infeliz. Seu coração cheio de fel não sabia amar. Era temida e detestada. Por muito pouco mandava chicotear os escravos da senzala e o sinhô fazia todas suas vontades. Negrinhos eram afastados das suas mães, velhos escravos iam para o tronco e as escravas caseiras tremiam com as ordens da caprichosa sinhá. Eu não me queixava e jamais cultivei o ódio e a vingança. Alguns escravos odiavam os senhores com todas as forças até à morte. No plano espiritual, continuavam a perseguição perturbando os senhores com a força da magia negra e da vingança. Como é bom ser bom! Como é triste ser mau! Quantas lágrimas e sofrimentos os senhores plantaram através de suas atitudes. No entanto, todos caminharemos para a Eterna Felicidade! O caminho mais sublime é o Amor, mas alguns só evoluem através da Dor!
Eu era forte e jovem, mas quando meu grande amor foi vendido, capricho da sinhá, minha saúde nunca mais foi a mesma. Minha vida mudou bastante e o meu consolo eram as rezas. Jamais cultivei a revolta ou a vingança. Os Orixás me davam a paz e o consolo para suportar as provas daquela encarnação.
Pior que a escravidão os grilhões da maldade e do preconceito. Muito pior que nosso sofrimento era o peso dos pecados daqueles que oprimiam seus irmãos de cor.
No dia 13 de maio, a alforria! No entanto, as lembranças marcaram minha vida para sempre. Foi minha encarnação mais proveitosa. Nessa vida de martírios, cultivei a renúncia e a humildade.
Quando desencarnei, meu grande amor estava à minha espera. A linda escrava que eu amei e foi vendida já estava no Plano Espiritual ansiosa pelo meu retorno. Somos todos irmãos! Somos todos iguais!
Muito tempo se passou e agora estou novamente na Terra. Não como espírito encarnado, mas como pai velho trabalhando nos terreiros de Umbanda. Minha vestimenta astral é a de preto velho. Escolhi essa missão para estar mais perto dos meus filhos de fé. Muitos precisam de libertação, da alforria da paz e da fé. Essa é a missão dos pretos velhos! Conselho, resignação, amor e paz! Limpar com a fumaça do cachimbo os miasmas do mal e da doença.
Aceitei essa tarefa sublime por muito amar a Humanidade. Conheci o sofrimento, a humilhação e a pobreza.
Minha mensagem é de libertação! Filho de fé liberte-se dos grilhões do orgulho e do egoísmo. Se você está sofrendo, não desanime! Confie no Pai Oxalá que tudo vê e tudo sabe! Faça sua parte no aprimoramento espiritual e na reformulação das suas atitudes. Liberte-se das vibrações negativas do desânimo, da tristeza e do pessimismo. Ame a Terra! Colabore para que esse Planeta melhore cada vez mais e seja um grande Lar de Amor! Liberte-se do peso da angústia através do Amor! Perdoe seus inimigos, porque Oxalá é o exemplo de Perdão e Misericórdia!
(Autor desconhecido)

segunda-feira, 16 de março de 2015

Partida Iniciática - Tia Neiva





Poço Iniciático - Quinta da Regaleira - Sintra - Portugal
PARTIDA INICIÁTICA
Salve Deus, meu Filho, Jaguar.
Filho, todos nós temos a centelha divina que vem do além de Deus. Esta centelha é o charme. É também o nosso sol interior, herança transcendental vinda dos grandes Sivans. Poder absoluto que traz na terra os poderes da encarnação e reencarnação. Poder também da reintegração e desintegração. É um poder perigoso para aqueles que não conhecem os raios da descarga magnética cósmica nuclear.
Sivans, Harpásios e Taumantes já assumiram muitas dores pelos estudos e incompreensões dos cientistas. Podem muitas vezes, estar envolvidos num grande e potencioso caso sem conhecer, deslumbrados e sem nenhum conhecimento do que nos faz emitir dentro de nós uma força que não é nossa. Por exemplo: - O poder da aparição de uma grande estrela poderá trazê-la, como trouxe naquela era distante - Sivans é uma grande estrela, mas que emite mil Amacês que trabalham em diversos lugares e em diversos outros planos. O maior trabalho é no seu próprio plano.
O nosso Mestre Annodã quis levar aquele povo que já estava preparado, e deixou que a Amacê entrasse ali e, que aquele povo tomasse uma lição, porque vieram para uma preparação, para se unir a um povo no futuro. Mas como sempre, foi pouco o que puderam oferecer. Hoje se conta uma lição de uma vida que desapareceu.
Sivans esta a responder com as suas Amacês as heranças transcendentais, emitindo de uma vida para outra. Afirmando que a constituição de um homem não resiste às descargas magnéticas cósmicas nucleares. Agora sim, estamos preparando para uma grande concentração. Teremos que viver com o corpo físico; teremos que saber enfrentar a futura dimensão que nos espera. Será que seremos nós os mais avançados? De fato, não sabemos. Nem a minha Clarividência, tem certeza até então. Sei também, que vidas no grande caminho de Deus nós temos. Será que alcançaremos os nossos irmãos e saberemos falar com eles? Na verdade quem sabe o que vamos fazer. É o Homem na sua individualidade... As cargas magnéticas já começam a estremecer o grande Solar. Cairão todos, se não tiverem o amor incondicional, o amor em Deus Pai Todo Poderoso.
Homens pequenos, homens maiores irão se levantar e vão encontrar o seu destino e juntos teremos que encontrar os nossos destinos. Sabe Deus, o que nos espera se sairmos desta concentração que nos divide e nos segura, nos afirma a nossa constituição. Sabemos que tudo o que pegamos é a forma do menino Jesus. Poderemos ser imortais, vivermos horas após horas, se tivermos todas as consagrações que nos darão forças para chegarmos à partida física e evangélica.
Lembra filho, que toda a minha ambição é querer ficar bem entendida sobre as heranças transcendentais. Sabemos que a reencarnação só agora está sendo chamada à atenção pela mente humana, não tem nenhum esclarecimento que o homem não possa reencarnar. E os que conhecem a reencarnação não falam no processo da reencarnação, como em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo eu conheço. A este respeito eu tenho um quadro belíssimo na grande Sivans que traz a mensagem da reencarnação. Porque Sivans, meu filho, é uma das estrelas mais desenvolvidas, mais esotérica que não se cansa de emitir a sua grande projeção a nós Jaguares. Nos atende todos os dias. Já apareceu fisicamente a nós no dia 16 de junho de 1982, às 22 horas.
Sim filho, venho ensinando que o homem recebe de Deus para sua encarnação a Centelha Divina que saindo de uma estufa onde faz a sua cultura. Ele vem até a Terra escolhe a sua mãe, volta e recebe a Centelha Divina que é uma energia Extra-Etérica que nos sustenta no nosso plexo até a nossa volta e que vai enterrado junto ao corpo físico. Sempre zelado por alguém.
Ora sai dali, ora fica ali mesmo, até que o dono possa voltar na Terra começar a receber para as curas de suas enfermidades, de seus entes queridos, isto quando o homem foi bom. Automaticamente ele vai recebendo. E havendo o que houve com os jaguares missionários foi diferente. Graças a Deus. Digo, meu filho, o jaguar trabalhando bem, eu não entendo, porque ainda sofre as intempéries do seu Karma, como sofreram. O homem, com toda a diferença pode ser um homem rico; rico que eu digo é aquele que tem a sua realização na vida material e espiritual.
Como sofreu aquela gente naquela noite nefanda. Todo mundo dançava e cantava a sua divina festa. Sim filho o místico de magnético explodiam no corpo daquela gente, enquanto Annodã formava o seu canto, todos iam se deslocando do corpo cheios de lucidez se perguntavam entre eles suas razões, tudo o que podiam explicar naquela hora o que estava acontecendo. Era então o extraordinário, a desintegração total. Ali procurando os seus corpos sem paixões, sem desatinos. Era o inevitável, uns desesperados, outros se reajustando. Faltou inteligência e a prática daquele precioso mestre. Será que faltou? Não sei por quanto tempo aquele povo ficou ali em corpo fluídico. Foi preciso que retirassem as grandes aspirais que não tiveram a glória de serem enterradas junto aos corpos, para que elas deixassem de alimentar o corpo fluídico, correndo o perigo de novas alucinações. Parece que quando falamos deste tempo não havia civilização. No entanto, muitas tribos viviam, inclusive, já usavam a energia nuclear e sempre estavam a perecer, sempre... sempre.
Sim filho, é realmente um perigo estas descargas nucleares, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo a quem entreguei os meus olhos, nos diz Amanto aqui. E parece filho, que estamos nessa época com o mesmo castigo das descargas nucleares. Porém não tinha dito o perigo da força nuclear. E por que estou falando tanto? Ê querendo prepará-los pelas mensagens de Pai Seta Branca de 1980. Digo, filho que já demos um passo muito grande nesta última consagração de Enlêvo. Quando pensamos em trabalhar com esta estrela, os seus poderes já nos traziam a preparação física do nosso sol interior. Ciente do que somos, temos, sete raios que é a Cabala viva e resplandecente, dentro de nós.
Salve Deus, meu filho, esta carta traz o primeiro passo do que poderemos compreender da vida fora da matéria. Com Carinho, a mãe em Cristo Jesus.
TIA NEIVA

domingo, 15 de março de 2015

Raizes do Amanhecer Tia Neiva

RAIZES DO CÉU

Estamos a remover séculos, em busca das Raízes que deixamos.
Voltamos para evoluir o mundo que ferimos quando nos afastamos de Deus, naquela noite triste de luar, quando a dura experiência nos arrancou do mais alto castelo de força, baseada no imenso poder químico que transformava a água em pedra e que nos fez esquecer que, átomo por átomo, somos por Deus construídos.
Era um sacerdócio poderoso, onde o Homem se concentrava, salientando-se a necessidade de moderação e equilíbrio ante os momentos menos felizes dos outros. Analisamos, sem a mínima compaixão por nós mesmos, todos os acontecimentos que nos deram a orientação e a conduta dos seres que fomos. Corajosos, inteligentes, porém nos perdemos em meio de tantas riquezas. Inteligência!...
Tivemos tempo para ir e voltar. Verificamos, então, que a Terra não passa de imenso universo onde temos a razão do que vemos. Agora, já é um pouco tarde para voltarmos, se somos missionários e trouxemos uma lição!Falando de uma forma espiritual, no tempo preciso somos, então, aqueles espíritos colocados numa posição de destaque no limiar do Terceiro Milénio. E quanto à delimitação do tempo, a própria palavra já diz: Terceiro Milénio! Abraçaremos o que nos deixaram os nossos antepassados nos altos planos do Céu. Eis a única forma de favorecermos a paz em nossos corações. Energias transferidas pela nossa falta de Deus...
Hoje, estamos aqui, com o nosso Sol Interior Iniciático, na obrigação de agora as transferir até aqui. E neste compromisso comigo, terás que conhecer o mais alto culto da Ciência-Mãe, ou seja, a Magia Geradora, o teu Aledá, o culto secreto que é a Cabala de Ariano, conforme já provamos naquele mundo iniciático de Pai Zé Pedro e Pai João, que deram o nome de Ariano, que quer dizer Raízes do Céu.” Tia Neiva, 7.9.77

sexta-feira, 13 de março de 2015

Partida Evangélica (4a Aula) TRINO TUMUCHY


Partida Evangélica (4a Aula)
TRINO TUMUCHY, Mestre Mário Sassi (1983)
Salve Deus! Agora, mais do que nunca, estou ficando convencido de que a nossa partida evangélica vem se tornando efetiva. Vamos estabelecer uma ponte entre o tempo de Jesus e a nossa vivência atual, e vamos ver que, cada vez mais, vamos nos aproximando da semelhança das situações. Vivemos intensamente as coisas, mas não as avaliamos devidamente! É como as grandes pinturas, às quais só podemos avaliar com profundidade quando as olhamos a uma certa distância. Para fazermos a avaliação do que estamos vivendo, precisamos sair do corpo, para assim podermos perceber como é vivo este Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Já dissemos que, aqui, não aprendemos pelo intelecto, mas, sim, pelo processo intuitivo. Todo nosso trabalho é intuitivo, é a assimilação direta do fenômeno mediúnico. Assim, procuramos fazer uma relação entre o nosso grupo e aquele grupo iniciático que trabalha com Jesus, principalmente os Apóstolos. João, por exemplo, que foi um dos Evangelistas, era, também um pescador, e foi ele quem escreveu o Apocalipse. O Apocalipse, que é uma projeção do futuro, foi um trabalho especial realizado por João. Como um pescador poderia realizar um trabalho de tamanha profundidade? Nós, também, somos pescadores, e estamos realizando o verdadeiro trabalho evangélico, por inspiração direta. Muito recentemente, aprendemos com Tia Neiva que o traçado entre o Tibet e a Palestina tem uma situação muito especial. No Tibet, durante séculos, foram preparados muitos iniciados, que trabalharam em concentração, como verdadeiros espíritos extraterrestres. Não há explicação para tal concentração de intensidade de conhecimentos transcendentais e de construções nas montanhas, nas condições mais adversas. Só se pode assemelhar aos grupos dos Equitumans, que chegaram em naves espaciais, nos Andes. A Palestina continua sendo, até hoje, o centro de onde parte a maior quantidade de informações, de conhecimentos, de concentração de gente e a maior área de conflitos. A Palestina era, justamente, a porta entre a área ocidental e a área oriental. A ela tinham acesso todas as informações do Tibet. Esta era a situação no tempo em que chegou Jesus: uma preparação, que havia se iniciado no Tibet, e a Palestina, área escolhida, que havia recebido a preparação direta. José de Arimatéia era um lhama tibetano. Ele era o mesmo Simão Sirineu, que ajudou a Jesus carregar a cruz, e era, também, um rabino. Portanto, tinha várias personalidades. Foi também ele que conseguiu, com Maria e José, a preparação de Jesus, tendo ele como tutor. Só ele tinha condições para tratar de um espírito tão elevado. Jesus passou por tudo porque a Lei assim determinava. Só não passou pelo casamento, porque não tinha carma. Isso nos dá idéia de que casamento é carma. Uma das determinações do carma é que a pessoa não pode deixar de casar. E é por isso que os sacerdotes católicos não casam, em busca de se assemelharem ao Grande Mestre Jesus. Como se isso fosse possível a um ser humano!... Na verdade, Jesus não veio para se redimir, mas para confirmar a Lei Natural, física, que rege o sistema estabelecido por Deus. Para se entender o espírito do Evangelho é preciso entender o sentido das leis naturais. O mundo de Deus não tem nenhuma segurança, nem nada certo. Ninguém sabe a hora da morte, nada sabemos sobre o dia de amanhã, etc. Todos os fenômenos da natureza, tanto físicos como sociais, são sempre em termos de insegurança, e esta insegurança é que traz, ao espírito, a busca da segurança transcendental. Se não houvessem os estados de insegurança, os conflitos e as guerras, o Evangelho não falaria em armas, como a lança, a espada, etc. Para que possamos encontrar a tranquilidade, é preciso que subamos em busca do vértice do Triângulo, ponto comum e mundo do espírito, ponto de purificação. Só existe tranquilidade da individualidade. Fora disto é impossível porque o organismo físico impede que ocorra. A todo momento estamos vivendo, intensamente, a vida e a morte. A paz só existe na individualidade, no espírito, na sede do transcendental. À medida em que a parte física vai enfraquecendo, o conflito vai diminuindo, vamos caminhando para as soluções cármicas, vamos ao encontro da paz, e nos encontramos livres do fator físico-psíquico, do fator luta e do fator conflito. Assim, é preferível enfrentar as lutas, as dúvidas e os conflitos, do que fugir deles. A maioria dos prejuízos financeiros resulta da tentativa constante de fugir à luta. Daí resulta o mundo que progrediu tanto tecnologicamente, em busca do conforto, que perdeu completamente a realidade de poder chegar à área de paz. A busca de fugir à luta, pelo conforto, é tão intensa, que levou o Homem a se apegar, cada vez mais, ao mundo físico, se fixando na base do Triângulo. No tempo de Jesus aconteceu a mesma coisa. Os homens já tinham ultrapassado todas as faixas de encaminhamento para o ângulo superior do Triângulo, e ficaram anulados em termos de percepção espiritual. O Homem ia se anulando em relação a seu próprio espírito, face à luta natural pela vida. Todo o Evangelho fala que os judeus seriam o bode expiatório do Cristianismo. Na verdade, toda aquela humanidade o era, exceto o Tibet e outras áreas de mosteiros, onde estavam situados os focos crísticos realmente atuantes. Houve uma transferência daquele foco crístico para a área onde estavam concentrados os vários tipos de humanidade, na Palestina. Foi aí o lugar escolhido para a chegada de Jesus. Entre o Tibet e o Oriente Médio havia uma comunicação, apesar da distância imensa. A comunicação era rápida, e José de Arimatéia era o responsável por estas comunicações. Inclusive, Maria e José visitavam Jesus, no Tibet! O povo tibetano atuava sobre as pessoas que estavam com Jesus, da mesma forma que, hoje, entidades atuam sobre nós. Quando trabalhamos e emitimos, nós somos a própria entidade, ela atua sobre nós. É por isso que dizemos: “Eu, Cavaleiro Verde, Cavaleiro Especial...” Naquela hora, quem fala é o próprio Cavaleiro que está incorporado em nós, não fisicamente mas espiritualmente. Então, os lhamas tibetanos, que eram, talvez, descendentes dos Equitumans, vindos, quem sabe, de Capela, prepararam toda a infra-estrutura para a chegada de Jesus. Os lhamas projetavam sobre os Apóstolos e eram eles que falavam através deles. Daí a ligação entre os tempos mais remotos, mais longínquos, e os Grandes Iniciados, que estavam preparados para receber aquele impulso crístico. Aí vemos que Jesus foi parte do Sistema. O Sistema, como um todo, é o Verbo Divino, e sempre existiu em todos os tempos. Do Tibet, aquela força poderosa se projetou na Palestina. Os judeus carregavam com eles a Arca da Aliança, que, para eles, era um instrumento intergalaxial. Para conter a Arca, no Templo de Salomão se fez necessário uma construção especial. O Templo de Salomão era uma construção essencialmente iniciática, tecnicamente construído, assemelhado a uma usina atômica atual. Dentro dele havia o lugar onde somente os santos sacerdotes podiam penetrar, equivalendo aos sacrários da Igreja Católica. Há, portanto, uma série de relações das coisas que são sistemáticas. Todas as técnicas iniciáticas do Templo de Salomão foram levadas do Egito, por Moisés. Moisés se iniciou no Egito e, depois, utilizou seus segredos contra os próprios egípcios, porque lá ele se rebelou, libertando seu povo da escravidão. Na realidade, ele estava se rebelando contra a degeneração dos sacerdotes egípcios. Quem denunciou estes sacerdotes foram os Tumuchy, como vem ocorrendo, atualmente, no Vale do Amanhecer. O Vale é uma forma de denúncia de todos os sacerdócios, de uma maneira indireta, porque nada cobra de ninguém. Falamos alto e em viva voz que nós é que agradecemos a honra de servir ao Mestre Jesus. Então, Moisés, quando percebeu a decadência dos sacerdotes, fugiu, levando com ele os segredos iniciáticos, entregando-os na Terra Prometida. Foi onde nasceu Jesus, já com o terreno preparado para a Sua chegada. Aquela humanidade que se transferiu para a Terra Prometida, ali formou o começo de sua individualidade. Mas os sacerdotes que foram se formando, geração após geração, foram, também, se degenerando, e quando Jesus chegou, estava tudo preparado segundo os planos espirituais, mas os homens permaneciam concentrados na base do Triângulo, presos às coisas da Terra. O Templo de Salomão representou, em princípio, o sacerdócio iniciático – a capacidade de comunicação entre os planos. Um templo iniciático funciona durante um certo tempo. Depois, começa a degeneração, os formalismos, as ambições humanas. Os sacerdotes começam a dominar a situação; estabelece-se uma política e termina com um sacerdócio desorganizado, como é até os dias de hoje. Qual o perigo que corremos em nosso sacerdócio? É, exatamente, o que aconteceu com os outros. Se não nos alertarmos, se não fizermos esta Partida Evangélica, nosso Templo vai caindo dentro da rotina. Para que isto não aconteça, devemos, primeiro, não ficarmos presos somente à organização. Devemos viver os fatos extraordinários que se passam em torno de nós, e procurar entendê-los. São importantes o ritual, o formalismo, o uniforme, mas é muito mais importante a nossa missão simétrica, para a qual trazemos um mundo assimétrico. Portanto, procurem em seus íntimos, porque a riqueza está lá dentro, e não aqui fora. Temos que enriquecer esta Partida Evangélica dentro desta Corrente. Vamos transformá-la numa realidade. Resumindo: o Sistema Crístico já existia antes da chegada de Jesus; existiam pontos focais, onde se concentravam os ensinamentos do Sistema Crístico; houve uma transferência de concentração humana para a Palestina; vieram egípcios e judeus, e, pelo céu, chegavam amacês, com os Grandes Iniciados projetando sobre a comunidade, como acontece, hoje, com os nossos Cavaleiros; então, foi preparado o clima para a chegada de Jesus, que veio confirmar a Lei Crística; Jesus se reúne aos Apóstolos, únicos seguidores, naquela época. Não esqueçam, como grande ensinamento: “A riqueza está dentro de nós, na partícula crística!” Salve Deus!

terça-feira, 10 de março de 2015

O Acordo - Tia Neiva


O Acordo

Tia Neiva, no início de sua jornada, foi conclamada por Pai Seta Branca, a fazer as pazes com todos que “se diziam seus inimigos”, foi sua primeira grande missão.

Visando proteger seu povo, que ainda seria formado, procurou os “Sete Reis do Submundo” para realizar um pacto de não agressão. Esta passagem nos é relatada em nossa primeira aula de pré-Centúria, porém não é distribuída de forma impressa aos futuros Centuriões. Ela encontra-se transcrita no livro “Minha Vida, Meus Amores”, hoje de difícil acesso.

Para recordar a todos os Centuriões os perigos de quando baixamos nosso padrão vibratório, e o risco que se corre ao romper este “acordo”, transcrevo aqui a passagem.

Kazagrande

Dois anos depois, em princípios de 1960, recebi de Pai Seta Branca a minha primeira missão. Eram seis horas da tarde e eu, mais do que nunca, sentia uma grande saudade. Dessa vez, porém, era algo diferente, mais fino, alguma coisa que eu não conhecia. Fui me sentar no alto do morro, e Pai Seta Branca chegou, começando a me mostrar meu roteiro e por tudo que eu teria que passar na missão, traçando, então, o meu sacerdócio, ao lado de Humarran. Senti forte dor de cabeça e pesada sensação de mal-estar. Quando dei conta de mim, estava diante de um velho oriental, de barba longa e trajando uma vestimenta com capuz e mangas largas, que me disse:

- Salve Deus! De hoje em diante você terá a força de uma raiz!...

A partir de então, tudo ficou difícil. Às 4 horas da tarde eu me sentia como se estivesse com uns 38 graus de febre, com a cabeça rodando, a ponto de não me aguentar de pé. Mas, deitada, as tonteiras se acentuavam e, numa espécie de sonho, sentia que me desprendia do corpo, com perfeita consciência. A cada dia, eu melhorava o meu padrão vibratório, consciente do meu trabalho. Recebi de Pai Seta Branca novas instruções: para entrar no plano iniciático eu teria que fazer as pazes com todos aqueles que se diziam meus inimigos...

Então, já no terceiro ano de conhecimentos ao lado de Humarran, segui até as cavernas, com a missão de pedir paz e amor aos reis dos submundos. Humildemente, me transportava até cada um deles, e lhes pedia que firmássemos um acordo de paz, pois nossa lei não admitia demandas. Fui à presença de sete reis, que me trataram com maior ou menor ferocidade, mas aos quais tratei com amor e muita timidez, recebendo a concordância para o acordo proposto. No caso de Sete Montanhas, recebi até uma grande proposta para ficar em sua corte: ele me compraria de Pai Seta Branca, e eu lhe prometi que cuidaria do assunto. Fiz as minhas negociações e prossegui demonstrando tranquilidade, apesar do meu tremendo pavor...

Era um período em que eu andava sobressaltada. Naquela tarde, o sol não aparecia, tornando tristes os meus pensamentos. Havia muito o que fazer, mas resolvi, por me sentir um pouco sem forças, ir me recostar no meu velho pequizeiro. Adormeci e iniciei um transporte. Entrei em um sumptuoso castelo, onde tudo era luxuoso, e logo fui presa por dois homens grandes, com pequenos chifres, que me seguraram pelos braços e me conduziram à presença de seu poderoso rei: Exu Sete Flechas.

Ele me encarou, zombeteiro, e vociferou:

- Ela é inofensiva! Tragam-na até aqui! Já tenho conhecimento de seus contactos.

Eu me aproximei e ele me falou:

- Sua pretensão é muito grande em querer fazer um acordo comigo, pois não tem sequer um povo para defender!

- Vou levantar um poder iniciático – respondi, temerosa – e só quero fazer isso após firmarmos um acordo, para que seu povo não penetre em minha área.

- Já sei muito sobre suas intenções! – disse ele – Eu me comprometo a não penetrar em sua área, mas, antes, vou fazer um teste com você, para lhe fazer sentir a minha força.

- Salve Deus! – eu só murmurei.

- Quero ver o tipo de protecção que você tem. – voltou ele – Quero ver se ela vai livrá-la de mim! Amanhã, às três horas da tarde, vou arrancar todo o telhado de sua casa. Quero testar a sua força...

Voltei ao meu corpo, sentindo o sabor desagradável daquela viagem.

Entretanto, a ameaça não se concretizou.

Tornei a voltar onde ele estava, porém em outro local, em outro salão. Ele fez o acordo, e jurou que, em verdade, jamais tocaria em meus filhos – os Doutrinadores. Mas afirmou que só se realizaria quando dividisse sua força comigo, e reforçou sua ameaça anterior.

Três anos se passaram, e nada aconteceu. Até que um dia – eu já estava em Taguatinga – tive a sensação de perigo e me decidi a ir falar com ele. Pela terceira vez, ali estava eu, diante dele, que me recebeu com risos e deboches, e me afirmou que, às três horas daquela tarde, arrancaria o telhado de minha casa.

Desafiadora, pensei:

- Ora, não tenho o que temer! Se ele, até hoje, não arrancou o telhado de minha casa, não arrancará mais.

Voltei, confiante, ao meu corpo.

Por volta de duas horas da tarde, uma velha me procurou, pessoa dessas que vivem fazendo suas cobrancinhas, e começou sua obra:

- Oh, irmã Neiva, como vai? Eu precisava tanto falar com você! Mas, dizem, e estou vendo que é verdade, que você não fala com os pobres...

Eu fiquei possessa com a velha, por sua ousadia em me falar daquela forma, e, assim, baixei minha vibração! Foi o suficiente: ouvimos o estrondo do telhado e foi tudo pelo ar!

Pensei:

- Neiva, fracassastes depois de tantas instruções!...

Voltei há três anos, e entendi que aquilo era mais uma experiência. Salve Deus! Ficara decepcionada com o Exu Sete Flechas e estava sempre preparada para seu ataque, mas falhara. Passei, então, a fazer uma preparação, quase um ritual, para entrar em uma caverna. Tia Neiva em “Minha Vida, Meus Amores”

Ainda dentro deste tema podemos encontrar outras passagens:

A Lei Negra é uma espécie de máfia, um grupo imenso de malfeitores, do mundo invisível, e, como sua similar no plano físico da Terra, ela escraviza seus membros, que ficam quase sem possibilidades de libertação.

Suas falanges são alimentadas e crescem, à custa dos espíritos nómadas e sem protectores. E tudo isso acontece por opção do próprio espírito, guiado por seu livre arbítrio.

Sempre que um espírito termina seu estágio na Pedra Branca, onde ele tem a oportunidade de conhecer a verdade sobre si mesmo, seus Mentores lhe dão toda a assistência e lhe mostram o verdadeiro caminho. Mas a decisão é dele, e sua chance permanece até o último instante. Se ele tomar a decisão errada, acaba por se tornar vítima da Lei Negra.

Existem uns espíritos no submundo invisível que se chamam Exus Caçadores. Eles ficam à espreita e aguardam as decisões dos espíritos recém desencarnados. Assim que os Mentores desistem, eles entram em acção. Aproximam-se do espírito, seduzem-no, e o levam para suas cavernas. Lá, esses espíritos são submetidos a todas as sevícias e começam pesado treinamento naqueles costumes, até se tornarem exus. Tia Neiva em “Manoel Truncado”

Como você sabe, Neiva, os exus são um pouco produto da ganância dos seres humanos. As invocações e chamadas só fazem aumentar suas forças. O médium que os invoca lhes dá oportunidade de se afirmarem nas suas metas, e isso nada tem a ver com a Umbanda! Mestre Amanto, sem data

Não há qualquer espírito que passe por nossos trabalhos do qual não se faça a entrega obrigatória! Nosso trabalho é exclusivamente de Doutrina! Não aceitamos, em hipótese alguma, palestras, nos Tronos deste Templo do Amanhecer, de Doutrinadores com entidades que não sejam os nossos Mentores, espíritos doutrinários!

Mesmo fora do Templo, consta-me que os Doutrinadores que palestraram com exus, etc., atrasaram suas vidas, pois eles não se afastaram de seus caminhos. A obrigação do Doutrinador é fazer a doutrina, conversando amigavelmente com o espírito, procurando esclarecê-lo, continuar seu amigo, porém fazer sua entrega obrigatoriamente, com o que ressalva sua responsabilidade perante os Mentores.

Outros Doutrinadores estão com suas vidas atrasadas simplesmente por sua irreverência com os Mentores, acendendo para estes duas velas, saindo fora de seu padrão doutrinário. Entre eu e os exus há um laço de compreensão e respeito mútuo. Porém, um Doutrinador, por não ser clarividente, não está em condições de dialogar com eles, excepto no âmbito da Doutrina. Tia Neiva,em 07 de maio de 1974

Ora, um exu é um espírito como outro qualquer, geralmente um homem de bem, um pai de família que desencarnou normalmente. O que os torna diferentes no mundo dos espíritos é que são cultos, cientistas, doutores, enfim, pessoas de posição.

Desencarnam irrealizados, cheios de pretensões, agnósticos, descrentes das leis do Cristo. Como não crêem em coisa alguma, não aceitam as coisas simples. Tão pronto desencarnam, são atraídos para a companhia de entidades experientes na manipulação de forças.

Não existem forças do mal ou forças do bem. Existem, simplesmente, forças, que são empregadas no bem ou no mal. Depende de quem as controla, e como as controla.

Depende do plano de trabalho, da camada onde eles operam. Geralmente, esses espíritos não conseguem atingir mais que um plano inferior, próximo da superfície terrestre, onde as forças são densas, animalizadas. Não aceitando o Cristo, a Lei do Amor e do Perdão, não sintonizam com as forças do astral. A não ser aqueles que lidam com a Magia Negra, que manipulam forças extraordinárias – às vezes com a bênção de Deus – a maioria deles trabalha mesmo é com o magnético animal – ectoplasma humano, mediunidade. Tia Neiva em “Sob os Olhos da Clarividente”

segunda-feira, 9 de março de 2015

As Princesas Doutrinárias




 
                                                AS PRINCESAS DOUTRINÁRIAS

As princesas são sete mas as que hoje cumprem missão com os Doutrinadores como suas Mentoras, são as Princesas Jurema, Janaína e Iracema. Os Doutrinadores as conhecem logo no início do curso de desenvolvimento, mas elas já escolheram muito do que imaginam. Elas estão sempre presentes, mas só porque elas têm missão com os Doutrinadores não que dizer que elas nunca estarão com os Aparás. No Brasil Colónia enquanto os conflitos sociais agitavam a superfície dos males da alma e do corpo, o espírito prosseguia tranquilo nas suas tarefas de reajustes. Nesse período surgiu o episódio das Princesas de Mãe Yara, reunidas na Cachoeira do Jaguar. Haviam sete espíritos de mulheres que haviam participado activamente de muitas encarnações dos Jaguares. Numa dessas encarnações, elas haviam morado na cidade de Pompeia, situada no império romano havia sido um balneário, cidade recreio dos ricos romanos e, no período de decadência, se transformado numa cidade cheia de vícios. Um dia, houve uma erupção do vulcão Vesúvio e Pompeia ficou coberta de cinzas envenenadas, letais. As sete moças morreram nessa tragédia e seus espíritos permaneceram no recolhimento e na revolta. Depois disso, elas encarnaram várias vezes, até atingir a evolução, conservando, ainda, os resíduos de seus compromissos, assumidos na vida leviana que haviam tido anteriormente e seis (Jurema e Juremá, Iracema, Jandaia, Janara e Iramar) encarnaram como filhas de escravos e uma (Janaína) numa família de colonizadores portugueses. Mesmo sem se conhecer, pois viviam em fazendas diferentes, elas tinham um traço em comum: não se adaptavam, não aceitavam a sua condição de crioulas escravas. A sétima moça, aquela que havia nascido como branca, também era inconformada com a vida daquele Brasil Colónia e, sempre que podia, procurava a senzala, para conviver com as escravas. Então, tudo começou vibrar quando os dois grandes missionários Pai Zé Pedro e Pai João, resolveram agir no campo vibracional de nossa missão, com este imenso amor ouvindo e sentindo o céu, nos poderes de Vô Agripino que emitia aos mesmos toda luz do Santo Evangelho. Aos 14 anos Pai Zé Pedro e Pai João, que regulavam em idade, vieram no mais triste quadro num navio negreiro para o Brasil. Eram duas personalidades com ideias transcendentais traçadas do céu... Então estes dois espíritos levaram em frente a sua obra: se prepararam nos Planos Espirituais e vieram para a Terra cumprir a sua missão, que seria em nossa última orientação a nova estrada do Jaguar na linha do Amanhecer. Vendidos por navios negreiros no Brasil Colónia se encontraram, pela força do seu compromisso, no Sul da Bahia. Então, juntos desenvolveram as suas faculdades mediúnicas. O senhor de Pai Zé Pedro era um homem muito bondoso, que ouvia o Grande Africano e amava as suas palavras. Chegando a se converter comprou também Pai João, deixando-os fazer na senzala o que lhes aprouvesse. Na época as fugas das senzalas eram a forma que os escravos encontravam de se libertar dos senhores e não foi diferente com as "princesas". Uma a uma, as crioulas foram fugindo de suas senzalas e, orientadas pelo plano espiritual, foram se encontrando numa determinada região. Nesse lugar havia uma cachoeira que escondia um ponto da floresta de difícil acesso, e lá elas estabeleceram seu lar. Pai João e Pai Zé Pedro, com o conhecimento da missão reservada para aqueles espíritos missionários, encobriam, com suas astúcias de velhos escravos, a escalada das crioulas. A branca e loura sinhazinha, estimulada pelos velhos laços espirituais, também buscou a companhia das crioulas. Certo dia, ela apareceu num barco e trouxe consigo uma enorme bagagem de objetos e alimentos. E, assim, a falange ficou completa. A região da cachoeira das crioulas passou a ser um local de encontro de escravos e escravas, que buscavam o lenitivo para sua vida de dores e sofrimentos. Os pretos velhos montavam guarda e usavam todo seu conhecimento da Magia para que os planos tivessem prosseguimento. Os atabaques percutiam nas noites de lua cheia e os escravos dançavam e cantavam. Aos poucos, a energia extra etérica foi se juntando com a força mediúnica e as bases da futura religiosidade foram se firmando. A Magia dos Pretos Velhos produzia os fenómenos de contacto entre os planos. Usando seus conhecimentos das ervas e das resinas, os velhos escravos materializavam espíritos e faziam profecias dos acontecimentos e a cachoeira das crioulas passou a ser um ponto de irradiação de forças espirituais. Tanto os espíritos encarnados como os desencarnados iam se impregnando da Doutrina e formando falanges de futuros trabalhadores na seara do Cristo. Estavam, assim, em 1700 implantadas as raízes do Adjunto de Jurema no Brasil Colónia por aquelas antigas princesas, que se reuniram na Cachoeira do Jaguar a Pai João e a Pai Zé Pedro para delinear todo o sistema do Africanismo que chegaria até nós, na Doutrina do Amanhecer, para formação final do Adjunto de Jurema, na força do Jaguar. Em suas encarnações como escravas, as Princesas realizaram grandes trabalhos. Iramar, por exemplo, ficou famosa como Anastácia, personagem cercada de grandes fenómenos, com sua boca tampada por uma máscara de ferro, que tem muitos devotos em diversas linhas, embora haja muita controvérsia sobre suas obras e até mesmo sobre sua existência, levantadas por correntes contra o Espiritualismo. A manutenção da Unificação - trabalho dos Quadrantes - é realizada diariamente, entre 16 e 16:30h, como consta no Livro de Leis, sendo cada dia da semana dedicado a uma Princesa e a uma Falange do Mestrado.
"Pai João pregava a Doutrina, o amor, aliviando o chicote dos senhores. Pai Zé Pedro tocava os tambores para alertar seu povo nas outras fazendas, onde viviam Iracema, Jandaia, Janara e Iramar, contando também com Janaína, pequena sinhazinha que muito amava os Nagôs. Eram jovens, com apenas 18 anos, que sofriam as incompreensões de suas sinhazinhas e as perseguições e seduções dos seus sinhorzinhos. Era uma desdita o que, naquele tempo, sofriam aquelas escravas missionárias! Porém, na senzala de Pai Zé Pedro, tudo ia muito bem. Vinha gente de longe, e as curas se realizavam com tanto amor que se propagou o Africanismo com a sua presença..." (Tia Neiva, O Amanhecer das Princesas na Cachoeira do Jaguar, s/d) de escravos e escravas, que buscavam o lenitivo para sua vida de dores e sofrimentos. Os pretos velhos montavam guarda e usavam todo seu conhecimento da Magia para que os planos tivessem prosseguimento. Os atabaques percutiam nas noites de lua cheia e os escravos dançavam e cantavam. Aos poucos, a energia extra etérica foi se juntando com a força mediúnica e as bases da futura religiosidade foram se firmando. A Magia dos Pretos Velhos produzia os fenómenos de contacto entre os planos. Usando seus conhecimentos das ervas e das resinas, os velhos escravos materializavam espíritos e faziam profecias dos acontecimentos e a cachoeira das crioulas passou a ser um ponto de irradiação de forças espirituais. Tanto os espíritos encarnados como os desencarnados iam se impregnando da Doutrina e formando falanges de futuros trabalhadores na seara do Cristo. Estavam, assim, em 1700 implantadas as raízes do Adjunto de Jurema no Brasil Colónia por aquelas antigas princesas, que se reuniram na Cachoeira do Jaguar a Pai João e a Pai Zé Pedro para delinear todo o sistema do Africanismo que chegaria até nós, na Doutrina do Amanhecer, para formação final do Adjunto de Jurema, na força do Jaguar. Em suas encarnações como escravas, as Princesas realizaram grandes trabalhos. Iramar, por exemplo, ficou famosa como Anastácia, personagem cercada de grandes fenómenos, com sua boca tampada por uma máscara de ferro, que tem muitos devotos em diversas linhas, embora haja muita controvérsia sobre suas obras e até mesmo sobre sua existência, levantadas por correntes contra o Espiritualismo. A manutenção da Unificação - trabalho dos Quadrantes - é realizada diariamente, entre 16 e 16:30h, como consta no Livro de Leis, sendo cada dia da semana dedicado a uma Princesa e a uma Falange do Mestrado.
"Pai João pregava a Doutrina, o amor, aliviando o chicote dos senhores. Pai Zé Pedro tocava os tambores para alertar seu povo nas outras fazendas, onde viviam Iracema, Jandaia, Janara e Iramar, contando também com Janaína, pequena sinhazinha que muito amava os Nagôs. Eram jovens, com apenas 18 anos, que sofriam as incompreensões de suas sinhazinhas e as perseguições e seduções dos seus sinhorzinhos. Era uma desdita o que, naquele tempo, sofriam aquelas escravas missionárias! Porém, na senzala de Pai Zé Pedro, tudo ia muito bem. Vinha gente de longe, e as curas se realizavam com tanto amor que se propagou o Africanismo com a sua presença..." (Tia Neiva, O Amanhecer das Princesas na Cachoeira do Jaguar, s/d)