quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Que tipo de mediunidade?

O espírito é algo que se destacou do Todo e, como consequência, se individualizou, se tornou uma "individualidade". O indivíduo-espírito, pela própria natureza, apresenta característica, tendências, preferências e objetivos que são seus, que o destacam de outros indivíduos- espíritos.
Para encarnar, isto é, para percorrer por certo tempo este Planeta, seguir a estrada que o levará, num futuro talvez remoto, à desindividualização , isto é, a sua reintegração no Todo, ele é obrigado a se adaptar ao corpo físico, cujas manifestações se fazem  pelo processo sensorial de estímulo e resposta, chamado alma. Esse  conjunto corpo-alma forma a personalidade.
Personalidade significa a aparência física, a constituição do corpo, as tendências, a educação recebida, ou seja, "aquilo" que foi feito ou que fez no mundo físico, no Planeta, para a manifestação do indivíduo-espírito.
Esta é a Lei da Terra, a Lei Crística, em eu aspecto peculiar da encarnação. Ao e submeter a esse processo, o espírito aceita completamente o fato de que terá que se manifestar, exercer a sua programação, caminhar para os seus objetivos, dentro destas condições difíceis.
A formação da personalidade já é meio caminho andado na realização cármica. Por mais que faça, o Homem dificilmente pode modificar sua personalidade, a não ser em termo de mudança de comportamento. Essa mudança entretanto, a não ser que seja feita em consonância com os objetivos do eu espírito, será angustiosa transitória ou auto-aniquilante.
O conhecimento e utilização da força mediúnica devem ser paralelos ao reconhecimento da existência do espírito transcendental, do próprio espírito, sob pena dela ser apenas a própria exteriorização da personalidade.
E, resumo, o desenvolvimento da mediunidade apenas fenomênico, sem um objetivo Crítico, ressalta as qualidade ou defeitos do Médium e o torna apenas intermediário entre o mundo que o cerca. Pode ainda acontecer dele, na sua cegueira personalística, ser intermediário de forças horizontais, não criativas e às vezes até destrutivas.
Nesse caso ele se torna um Médium apenas psíquico, isto é, ele dá vazão a conceitos, ideias e conselhos de sua própria lavra ou de espíritos do Plano Terreno ou seja formas e valores não criativos, apenas transformistas.
Esse fato simples e objetivo é que separa o joio do trigo, o que é Crístico, e o que é apenas não é. É fácil de se saber quando isso acontece. bastando seguir-se a regra evangélica de que a "árvore se conhece pelo frutos..."
A mediunidade desenvolvida paralelamente ao esclarecimento doutrinário, apresenta um quadro totalmente diferente. O Médium começa por apreender as emanações e os anseios transcendentais do eu próprio espírito e, graças a isso, ele se harmoniza com a sua linha cármica. Ele muda seu comportamento por um processo íntimo de plena convicção. Ele passa a ver o mundo com maior descortino, e torna mais abrangente e com isso sua vida se harmoniza. Ele passa a ser uma pessoa que irradia simpatia e interesse pelo seu próximo.
A partir daí se torna possível seguir a Lei do Perdão, do Amor e da Tolerância e da Humildade. Nestas condições isso é feito sem constrangimento, em que a pessoa tenha que e violentar, sem provocar tensões internas, geralmente causadoras da revolta.
Nessa linha de sintonia com seu espírito transcendente ele atrai para si as emanações dos espírito superiores, de eu guias, seus mentores, e  passa a ser porta-voz desses espíritos. Esse é o Médium espiritualizado, o Médium através do qual vem a cura, o alívio e a esperança do que ão atendido por ele.
Temos assim uma ideia clara do que seja a mediunidade puramente psíquica e a mediunidade espiritual. Entretanto é preciso que o Ser Humano não é estático, sempre o mesmo. Ele varia a cada momento e seus estados se alternam conforme as influências a que é submetido. Como consequência, sua  mediunidade pode variar e se apresentar ora de uma forma, ora de outra.
Por isto é que a prática da mediunidade pode ser feita no âmbito de um conjunto doutrinário, com regra ritualísticas e a vigilância dos Mentores. Em nossa Corrente, para melhor garantir a autenticidade, todo trabalho mediúnico é feito pela unidade dupla Apará- Doutrinador. Só o Doutrinador tem as condições necessárias para discernir as manifestações e saber quando as coisas vem do Médium ou dos Guias, qual a dosagem de psiquismo existente no trabalho, e até que  ponto esse psiquismo não prejudica o trabalho. Afinal ninguém é perfeito e qualquer um pode cometer erros. O importante é tirar o melhor partido de cada situação e fazer com que o Médium ajude a si mesmo, enquanto ele está ajudando o próximo. Só uma atitude de Amor e paciência pode conduzir o fenômeno mediúnico para resultados positivos a todos os que dele participam.
Para isso é preciso haver uma atitude desassombrada e de compreensão, que somos todos espíritos a caminho e que o Ser Humano dificilmente mistifica deliberadamente.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Reencarne– Observações de Tia Neiva

 Reencarnação - Observações de Tia Neiva
A força psíquica, quando chega a ser espírito humano - a alma -, tem necessariamente gravada no perispírito todas as qualidades distintas e caracterizadas, que são as condições absolutamente indispensáveis à manutenção da vida para cada um: mais timidez, mais audácia, tudo de conformidade à sua missão na Terra, porque a alma humana é o produto da evolução da força através do reino de sua natureza.” (Tia Neiva, s/d)
Seu corpo foi preparado de acordo com sua herança biológica. Os cientistas, com seus bebês de proveta, estão mexendo na área mais sagrada da Natureza. É, a Engenharia Genética e os cientistas começam a interferir novamente nas Leis da Natureza!... (Tia Neiva, s/d)
Desde quando o espírito escolhe sua mãe, um grande laço os envolve. Sim, pai e mãe. Na minha concepção de clarividente e mãe experiente, eu digo das mães que elas assumem toda a responsabilidade.” (Tia Neiva, s/d)
Paulo, um jovem médico, perdeu sua filha de oito anos.
Vivia pelos cantos, desesperado, porque, apesar de ser um Jaguar, não acreditava na vida fora da matéria. Sofria terrivelmente a perda de sua filha. Passava horas com sua esposa ou em lugares escuros.
Certo dia, uma família espírita na qual Paulo nunca acreditara, ensinou-lhe o que fazer: uma pequena mesa forrada de branco, um copo com água, um pequeno jarro de rosas (de que a menina tanto gostava). E ali ficaram, à espera do que poderia acontecer.
Súbito, ouviu-se um soluço e, logo depois, a vozinha esperada, que disse:
- Paizinho, vim buscar meu cordãozinho que o senhor me deu quando nasci! Sim, pai, lhe vejo todos os dias, quando está pensando em mim!...
- Sim, filha! - disse o homem, que até então não acreditava - Vou buscar. Está no cofre...
- Não, pai, já está no meu pescoço. O senhor não o encontrará mais! Voltarei, paizinho, para este lar tão logo me permita Deus!
Paulo foi depressa ao cofre e não encontrou o cordãozinho. Só ele sabia que ninguém poderia abrir o cofre, pois só ele tinha a chave...
Quatro anos depois daquele ritual, uma linda menina de dois anos de idade lhe perguntava:
- Papai, onde está o meu cordãozinho?
E, segurando a sua mão, o levou até o cofre. Ela batia as mãozinhas, dizendo:
- Abre! Abre!”
Paulo abriu o cofre e lá estava o cordãozinho, do mesmo jeito que o deixara, inclusive com um pequeno coração, também de ouro, que acompanhava o cordão. Ele conservava a marca do dentinho, mordido que fora pela menina.
Enquanto ela gritava: - Dá, dá, é meu!, Paulo, trêmulo, beijava a pequerrucha, dizendo:
- Oh, meu Deus! Devolvestes a minha filha! Não tenho dúvidas...
Paulo passou o resto de sua vida fazendo rituais, para achar e explicar a constituição da consciência.” (Tia Neiva, s/d)
Quando assumimos o compromisso de embarcarmos nesta viagem, viemos equipados para o Bem e assumimos o compromisso para o reajuste de um débito, o qual não somos obrigados a assumir. Porém, tão logo chegamos, pagamos ceitil por ceitil o que prometemos!” (Tia Neiva, Carta Aberta n. 1, 4-9-77)
Assumimos o compromisso de uma encarnação. Juntos partimos não só pelas dívidas em reajustes como também pelos prazeres que este planeta nos oferece. Sim, estando no espaço, devemos na Terra.
Sentimo-nos desolados e inseguros, porque estamos ligados pelas vibrações contrárias.
E neste exemplo, Jesus nos afirma que só reajustaremos por amor.” (Tia Neiva, 9.10.77)


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O Mestre e a Desarmonia - Tia Neiva


O Mestre e a Desarmonia, por Tia Neiva

É muito sério nossa conduta doutrinária no Templo. Muitas vezes buscamos a caridade dos espíritos e os magoamos antes, não lhes dando tempo para reajustar-se em nós, por falta de nossa conduta doutrinária!””

Meu filho Jaguar, Salve Deus!Há um desagregar de forças, cuja força pode ser boa ou não dependendo do pensamento, dependendo da conduta doutrinária.
O Homem pode fazer o que quiser (eis o perigo), na força absoluta que cura é que, também pode prejudicar. Por exemplo, no Homem que tem força mediúnica e que muita coisa não deve saber: Duas pessoas que lhe vibram, pessoas a “ele” entrelaçadas por determinações cármicas. Essas pessoas ficam entregues aos seus destinos e ele, a vítima, é atingido, virando a arma (sua própria força) contra si mesmo.
Todo o trabalho do Homem parte de sua mediunidade e surge do seu Sol Interior. Consciente ou inconsciente, parte do seu Sol Interior. Todos nós temos um Sol Interior. Por exemplo: se a minha Conduta Doutrinária é uma conduta respeitável e tenho bons pensamentos, eu fico na presença das pessoas e elas vão relaxando. Depois de tirar todas as tensões, eu começo a desagregar o meu plexo!… Vou levando, também, pelo meu relaxamento ou sabe Deus como, pois não sei explicar muito os meus fenômenos. Sei apenas alguns truques para fazer esta desarmonia.
E vou me desarmonizando… Penso nas coisas que aquelas pessoas à minha frente gostariam de possuir… Ligeiras preces (preces do pensamento, não canto), até que eu sinto que as moléculas do meu plexo se deformaram. E como sabemos que “elas” se deformam? Sabemos porque sentimos vontade de sair dali… ligeiros cansaços… As pessoas vão melhorando… É ligeiro, menos de meia hora. Este é o instante em que podemos dizer: ESTOU EM HARMONIA COM O MEU PLEXO, POIS SINTO QUE ESTÁ HAVENDO DEFORMAÇÃO, ESTOU PARA O BEM.
Quantas pessoas estão harmonizadas em suas vidas profanas, seus plexos não se deformam e vem o perigo de desencarnarem e serem enterradas com o micro-plexo preso ao plexo físico! Quando o Homem desencarna e é enterrado nestas condições, fica o espírito inconsciente, ali mesmo pelo cemitério, até que a benção de Deus… Salve Deus!
Meu filho Jaguar, o charme é a Presença Divina Na Terra.
O charme não volta, ou seja, as energias que compõem a sua formação, não têm retorno ao seu ponto de partida ou à sua origem.
O charme protege o Homem demais, é a força que sustenta o corpo, se espalha no corpo físico (é subcutâneo), logo depois da primeira pele. Quando desencarnamos, sai do corpo físico, igual a uma “fumacinha”, em forma espiral e fica próxima do mortinho. Após o seu enterro fica ali pelo cemitério.
Quando conseguimos “subir sem dívidas”, quando manipulamos todo este charme, ele é, então, levado pelos Mentores para a cura daqueles que mais necessitam. Quando eu desembarcar, alguém, passando por onde eu passei, poderá receber a cura, uma graça. Nos planos espirituais dirão: É compreensível, ela passou por ali e manipulou todo o seu charme.
O corpo físico é ornamentado pela Herança Transcendental, o mesmo que charme. Quando fazemos as consagrações estamos justamente buscando as nossas heranças.
Meu filho Jaguar, antes de prosseguir nos assuntos reservados para esta carta, quero lembrar-lhes que nem toda força que desagrega é tudo de bom, como no exemplo do plexo. Existem em nós forças em pontos vitais que quando desagregam é tudo de mal. Lembre-se do interoceptível e das forças incríveis que desagregam quando nos desequilibramos. Não preciso explicar. É tudo de mal.
Meu filho, como Espíritos Encarnados, somos:
Corpo Físico, Alma e Perispírito. Em Função de cada uma dessas constituições existe Um Plexo, assim distribuídos:
Corpo físico, plexo físico: O corpo físico é composto por partículas atômicas… Um grupo de átomos constitui a molécula e as moléculas reunidas formam o corpo. O plexo físico, ou plexo nervoso ou plexo vital, é um universo em miniatura, condensado em células vivas. É o plexo mais dinâmico das nossas emoções que governa os nossos desejos, é o mais coerente com a vida na Terra: nascimento, vida e morte. Este plexo tem por obrigação emitir vitalidade aos outros dois, que são o micro e macro-plexos, que falaremos a seguir.
Observamos, então, à luz desse conhecimento, que é o plexo físico a base principal de recepção e emissão das energias dos diversos planos e é o plexo responsável pela redistribuição dessas mesmas forças ao micro a ao macro-plexos.
Alma. o micro-plexo: a alma, o pequeno corpo, é posicionada em nosso corpo físico entre a cintura e a nuca. É a alma o corpo sanguíneo do Espírito… Se revela pelos nossos pensamentos, é quem recebe e emite as vibrações. É a alma a sede dos sentimentos, este Eu, o núcleo central das decisões. É na alma onde vive a minha individualidade transcendental, a emitir a minha personalidade transitória…
O perispírito, o macro-plexo: Perispírito… essa forma é Deus, é energia luminosa de ação e reação… é o invólucro do corpo, uma forma inorgânica sensível, sua espécie é dolorosa, e é o perispírito que projeta a nossa roupagem, ou nossa indumentária, ou seja, pelo pensamento…. por um conjunto de atrações provocadas e convergidas pela mente… pelo pensamento… emitem impulsos aos perispírito que molda, cria a sua roupagem, ou sua indumentária, mesmo no caso do espírito sofredor, que tem o perispírito apagado. Tanto no invólucro terrestre quanto no invólucro astral, temos a saber que o perispírito é o mais importante, o mais poderoso, não é tocado pelos nossos desejos, está sempre presente e não se inflama. É o mais significativo em razão de suas células. É o perispírito que emite a alma. É independente dela, se movimenta, atrai, comunica.
É o perispírito que retém, guarda conserva a modalidade adquirida durante a nossa vida na terra. O perispírito é a sede da evolução, ou seja, no perispírito fica o Registro Da Evolução Do Espírito.
Meu filho Jaguar, analisemos, agora, com mais profundidade o plexo físico, o micro-plexo e o macro-plexo como se fossem três formas de vidas diferentes e separadas. Porém, não devemos nos esquecer que os três estão em um, pegando como exemplo o átomo, que é formado pelo ânion, cátion e neutrom. Quando atinjo um objeto, não atingi o ânion ou cátion ou o nêutron, separadamente, mas, sim, o átomo. Impossível separá-lo.
O ectolítero fica entre os três plexos.
É o Sol Interior que emite para os plexos – corpo físico (plexo físico), alma (micro-plexo) e perispírito (macro-plexo).
Falamos aqui no espírito na sua condição de encarnado.
O espírito humano, ou o espírito em sua condição de encarnado, é simplesmente um espírito revestido por um corpo físico, com sua força subdividida pelo plexo físico e micro-plexo, e que, ao desencarnar, simplesmente se liberta do corpo, seguindo o curso natural de sua evolução.
Quando o espírito desencarna, fica o plexo físico, e vão o micro-plexo e o macro-plexo, que vão se apurando… Apurando, até que o espírito se torna divino e conquista o terceiro plexo: PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO – SANTÍSSIMA TRINDADE ou CHAVE DO VERBO DIVINO. Falamos aqui no Espírito fora da matéria, em sua vida além física, Salve Deus!
Com Carinho, A Mãe em Cristo Jesus, Tia Neiva

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Angustia


Meus Filhos!
Nós que quantas vezes aqui chegamos trazendo em nossa mente, em nossos corações a angústia, a angústia dolorosa, as saudades de Mundos Transcendentais que a nossa inconsciência hoje, atravessando as barreiras, chegando até os Mundos além da percepção, buscam e nos atingem, nos levando as saudades, as saudades, mesmo quando temos um Espírito sem comportamento de uma vida espiritualista, sentimos.
Meus irmãos, vivemos e muitas vezes choramos sem saber porque. É apenas a falta de sintonia com o nosso Sol Interior.
Meus Filhos, nesse instante que todos caminham, caminham de um lado para outro, vocês, principalmente, filhos, Homens Luz desejosos de servir!
Servir àqueles que se dizem seus inimigos, servir àquele que não conheces.
Porém, o desejo de amor é tão grande que atravessa as barreiras da incompreensão, e esquecendo-se das doçuras desse mundo, que a vida oferece do outro lado, continua nessa jornada de agradecimento a Jesus, a Deus pela grande força que acabas de receber.
Enquanto vós outros meus irmãos, levem vossos pensamentos a Jesus, sinta que o Curador e o Caminheiro se aproxima de ti, e sintas também necessidade de dizer baixinho: “Salve Deus!”
E que esta, esta chamada perfeita lhe traga a cura, o desenvolvimento de suas mentes, e que sintas, meu irmão, a sua Alma aquecida dessas pedras rústicas, nesse homem original, a Força Bendita do Amanhecer!
E que amanhã meu irmão, possa sentir a diferença num novo raiar do Sol, num novo clarão da Lua e o seu lar meu irmão, seja iluminado, aquecido por todos, por todos esses Abnegados Pretos Velhos, pelos Caboclos!
Salve Deus! Meu irmão, Salve Deus!
Na Doutrina Na Doutrina Espírita, a fé representa o dever de raciocinar com responsabilidade de viver, porém com amor, no equilíbrio do seu Sol Interior.
Sim, meu irmão, o Sol, a nossa vida por Deus construída!
Porque o Sol Interior é formado pelos três plexos no Reino Coronário. E assim meu irmão só poderás receber a cura do teu Espírito se tiveres em comunhão com os teus pensamentos espirituais, unindo ao desejo físico de tua matéria.
Devemos estar sempre compreendendo os íntimos pensamentos de nossa Alma, na perseverança de uma Nova Era.
Salve Deus! Ajuda, ajuda meu irmão, a tua cura! Ajuda a ti mesmo! Busque as forças do teu coração na tua fé em Cristo, para que o Mestre Jaguar e suas Ninfas possam alcançar os teus bons pensamentos.
Pai nosso que está nos céus e em toda parte, santificado seja o Teu Santo Nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na Terra como nos Círculos Espirituais. O pão nosso de cada dia nos dai hoje senhor, e perdoa as nossas dívidas se nós perdoarmos aos nossos devedores. Não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque só em Ti brilha a luz eterna, a luz do Reino e da Glória dos séculos dos séculos sem fim.
Salve Deus meus filhos! Salve Deus meu Filho Jaguar!
Tia Neiva

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Yuricy


Salve Deus!

Jaguares do Templo Mãe, Jaguares de outros Templos: diante da força decrescente de um povo, não existe distinção destas forças. Com a mesma facilidade que projetarei sobre vós forças e poder, estarei junto a Seta Branca exigindo a conduta doutrinária, porque o espírito da verdade, mais uma vez, exigirá o cumprimento desta missão simétrica. Cuida, filhos, de vossos físicos; cuide, filhos, de vossos amores; cuide, filhos, de vossas vidas materiais; juntos cuidaremos da vida física deste Planeta. A Ninfa Sol Yurìcy, na herança de Delfos vive, no ano de 2004, as seqüelas de um destino cármico, de um ciclo já fechado, como eu vos afirmei no nosso encontro passado, e somente os vossos trabalhos incessantes poderão extrair de vossos plexos as impregnações que ainda resistem às grandes conquistas desta Nova Era. Una as Ninfas Sol às Ninfas Lua, distribuam as rosas que a Ninfa Yuricy Edelves já acolhes nas heranças de Delfos, no fechamento ,desta Cabala, na individualidade de uma trajetória cármica de Adjunto Yuricy. Príncipes Mayas na origem da força cabalística que vos governa e vos governará por todos os dias de vossas vidas, somente a árdua Lei de Seta Branca, na vigilância constante de Adjunto Yuricy, permitiram que vos chegassem ao Ano de 2004, ofertando à corrente cabalística de Simiromba, correntes magnéticas luminosas, poderes transcendentais das vidas sobre todas as vidas deste Planeta, porque Príncipes Mayas tens nas vossas heranças a herança física do homem neste Planeta: Voltas, caminhe de volta às Cordilheiras, encontre vossos destinos no caminho de volta a vossas origens e Koatay 108, madrinha deste poder, no simbolismo do, Adjunto Yuricy, na vigilância de um poder firme nos propósitos da conquista do 3° Milênio, já vos resplandece o sol simétrico que vos governa, o sol simétrico que vos conduziu até aqui e que vos eleva na nobreza de vosso espírito luminoso e transcendental para encontrar os encantos dos Tumuchis nas cordilheiras silenciosas, nas origens de uma vida. Lembro-vos, filhos, Príncipes Mayas unificados à Senhora da Cabala - Ninfa Yuricy - juntando forças quando naquela era distante, na desintegração das forças, quebrando as Leis da Cabala que vos fizeram voltar para conquistar o mundo, remontando tempos, revivendo a vida do homem sobre a Terra, as vossas impregnações cármicas, físicas, ainda vos conduzirão e jamais vos afastarão de ti, porque Príncipes Mayas tens na impregnação ectoplásmática a essência da razão que vos faz viver nesta Terra e tão somente isso, porque o teu amor divino no teu coração é resplandecente. A tua vida missionária é luminosa e somente o poder da Cabala vos permitirá unificar essas duas forças na cura desobssessiva e assim alcançará o espírito da verdade a Koatay 108, que para sempre será a vossa Madrinha de vós outros por todos os séculos sem fim. Salve Deus!

Agradeço, filhos, todos os encontros do Povo de Yuricy, todas as vossas reuniões, vossos trabalhos. Quisera poder mostrar a vós as correntes magnéticas dos Abatás que se elevam ao Canal Vermelho permitindo à Koatay 108 curas luminosas de povos, rompendo guerras, renovando vidas sobre a Terra. Que teu poder cabalístico, filhos meus, não vos desampare nas vossas necessidades materiais. Salve Deus! Tiãozinho, Tiãozinho, sempre acompanhando de perto a transmutação das forças que o Povo de Yuricy proporciona às Correntes Brancas do Oriente Maior, por isso, ele se faz presente de uma forma luminosa na vida de cada um de vós. Salve Deus!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A Nova Estrada



A Nova Estrada é a Doutrina de Jesus, que nos trouxe o Sistema Crístico, com precisa manipulação das energias, sem fanatismo, em benefício de nossos irmãos encarnados e desencarnados, dentro da Lei do Auxílio, apresentando Deus clemente e misericordioso, trazendo a esperança aos humildes e aos oprimidos, numa vibração imensurável do Amor Incondicional.
A Doutrina do Amanhecer nos ensina a técnica e a filosofia para enfrentarmos as situações que toda a Humanidade sofre na transição para o Terceiro Milênio, quando temos que reconstruir tudo o que foi destruído por nossas próprias mãos.
No cumprimento de nossa missão, devemos seguir a Nova Estrada do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, com amor, tolerância e humildade, obedecendo à conduta doutrinária e procurando atender, sempre que possível, às necessidades de nossos plexos, especialmente às ansiedades de nossas almas.
A Velha Estrada, sob a Lei Mosaica do “olho por olho, dente por dente”, ainda é aplicada por muitas correntes e até mesmo por legiões espirituais, e compreende fanatismo religioso, violências e matanças sob pretextos de purificações e liberações religiosas, profecias, dogmas e oferendas.
Com o Sermão da Montanha (*) Jesus deu ao Homem  o balizamento da Nova Estrada, não modificando as Leis, mas introduzindo o fator AMOR, que dá uma nova dimensão ao relacionamento da Humanidade com o Universo.

  • “Explica-se a diferença entre a Velha Estrada e o Novo Caminho.
A Velha Estrada é cheia de medo, de temor a Deus. A Velha Estrada foi palmilhada por milhares de pessoas, milhares de teorias sempre escritas e nunca praticadas.
O Novo Caminho, entretanto, foi traçado pelo suor, pela própria energia de quem o traçou e vive a emitir com tanto amor.
Vamos sentir o Caminho do Amanhecer, sem superstições nem teorias dos pensadores, e sim pela vivência, na prática, na execução desta Doutrina e de seus fenômenos sensoriais. Vamos senti-lo no respeito à dor alheia, no carinho aos humildes, no afeto das ninfas, no progresso e na compreensão de nossa família.
ESTE É O CAMINHO TRAÇADO PARA O HOMEM NA DOUTRINA DO AMANHECER!”

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O Amanhecer das Princesas na cachoeira do Jaguar


Salve Deus!
Meu filho Jaguar:

De todos os males, o mais triste que deixamos em nossas passagens
é a cicatriz de nosso mau comportamento. Quando estamos na Terra vivemos
seguros no orgulho, principalmente no egoísmo.
Muitas vezes sentimos necessidade de chorar, de sorrir, de amar;
ou melhor, pensamos em ser amados,mas nunca desejamos amar
incondicionalmente para melhor atrairmos ao nosso favor...Não! pelo
contrário, exigimos de alguém o que nos convêm, sem queremos oferecer
nada em troca.
Salve Deus meu filho! Vamos sentir a vida das Princesas e melhorar
o nosso comportamento a respeito do amor.
Sim, as crioulas Princesas em 1700 no Brasil Colônia, anunciavam o
seu tempo de evolução nas senzalas, a dor no destino cármico de um
povo em desenvolvimento.
Então, tudo começou vibrar quando os dois grandes missionários,
Pai Zé Pedro e Pai João, resolveram agir no campo vibracional de nossa
missão, com este imenso amor ouvindo e sentindo o céu, nos poderes de
Vô Agripino que emitia aos mesmos toda luz do santo evangelho.
Aos 14 anos Pai Zé Pedro e pai João, que regulavam em idade,
vieram no mais triste quadro em um navio negreiro para o Brasil. Eram
duas personalidades com idéias transcendentais traçadas do céu...
Então estes dois espíritos levaram em frente a sua obra; se
prepararam nos planos espirituais e vieram para a Terra cumprir a sua
missão, que seria em nossa última orientação a nova estrada do Jaguar na
linha do amanhecer.
Vendidos por navios negreiros no Brasil, por Deus se encontraram
pela força do seu compromisso no Sul da Bahia, onde a forte e verdadeira
mensagem os impulsionava. Então, juntos desenvolveram as suas faculdades
mediúnicas. O senhor Pai Zé Pedro era um homem muito bondoso, que
ouvia o Grande Africano e amava as suas palavras. Chegando a se converter
comprou também Pai João, deixando-os fazer na senzala o que lhes
aprouvesse.
E tudo começou assim:
- Eram seis fazendas reunidas onde Jurema e Juremá as gêmeas,
eram muito queridas por toda aquela redondeza. Sua graça e beleza
demostravam “herança transcendental” de Atlezas. “SIM, O HOMEM NÃO
SE PERDE SE REENCONTRA”. Então, a grandeza dos Missionários se fazia
projetar por toda aquela região. Toda redondeza se juntava ali em busca
da caridade. Era tão crua de senhores tão arrogantes, pudessem eles admitir
tanta liberdade. Pai João pregava a Doutrina do amor aliviando o chicote
dos senhores. Pai Zé Pedro tocava os tambores para alertar o seu povo em
outras fazendas vizinhas de Iracema, Jandaia, Janara e Iramar, contando
também com Janaina, pequena sinhazinha que muito amava os NAGÔS,
segundo se falava naquela Era. Eram jovens com apenas 18 anos, que
sofriam as incompreensões de suas sinhazinhas, as perseguições e seduções
dos seus senhorzinhos. Era uma desdita naquele tempo o que sofriam
essas escravas missionárias, porém, na senzala de Pai Zé Pedro tudo ia
muito bem, vinha gente de longe e as curas se realizavam com tanto amor
a ponto de se propagar o africanismo com a sua presença.
Era o dia de Jurema e Juremá, a luta surgia no céu prateada, os
tambores ressoavam. Jurema em pé na soleira da sua senzala vibrava cheia
de amor, esperando Jurema, e sua mãe. De repente um crioulo que também
fazia parte do corpo mediúnico,disse tremendo de dor: - Oh! Jurema tua
mãe não irá conosco. Aumentou a filha da sinhazinha com febre a febre
passou para a nenezinha.
- Cadê mamãe?- Tua mãe Jurema, está no tronco.- Oh! Coitadinha.
Oh! Meu Deus! Gritou Jurema e segurando no portal da senzala sentiu o
seu espírito se transportar seguindo até as ruínas de Pompéia. Jurema em
sua visão se sentiu uma rica princesa entre sedas e jóias. A sua irmã e
também todos aqueles crioulos da senzala, a negra que hoje era sua mãe,
ridicularizavam uma jovem escrava , hoje a sinhazinha da senzala. Jurema
compadecia da jovem que até então era uma visão, se esqueceu da tragédia
que na realidade estava acontecendo. Não! Ela não via a sua mãe no tronco
que era realidade. Via somente a jovem escrava arrastada e ridicularizada,
onde todos vaiavam chegando mesmo a machuca-la e em meio desta
alucinação começou a gritar: - Juremá, volte minha mãe! Saiu então decidida
para o Congá. Chegando contou tudo o que se passava a Pai João e ele lhe
explicou:
- Filha não chore, não se desespere! Eu, você, sua mãe e todos os
seus irmão vivíamos na mais rica vida em Pompéia. Eu era Procurador, ZÉ
Pedro era Imperador e todo este povão estava lá. Só Deus sabe minha
Jurema os desatinos, as tragédias que provocamos naquele Império.
Fizemos a mais terrível escravidão. Hoje filha querida, Deus nos deu esta
oportunidade de pagar todo este mal. Esta pequena sinhazinha é o espírito
da jovem escrava de Pompéia.
- Então Pai João, como tudo terminou? Pai João colocando a mão
em sua cabeça disse:
- Dorme filha, dorme Jurema. Deitada com a cabeça no colo de
Pai, João adormeceu dizendo baixinho: - Oh: meu fidalgo Centurião, como
pôde me abandonar neste caminho tão espinhoso! Onde vives que eu não
posso te alcançar? Sim meu Fidalgo, continue acariciando os meus cabelos
que ficaram tão longos... Nisto um grito e ela se levantou decidida - Não
voltarei para minha senzala, vou me embora daqui! Com muito custo Jurema
consegui se acalmar. Os tambores recomeçaram, mas Jurema pensativa
não saiu do seu lugar. Pai Zé Pedro iniciou os trabalhos e veio se sentar
perto dela e de Pai João. Jurema segurou em suas pernas depois apoiou
novamente sua cabeça na perna, de Pai João que ali não sentia com coragem
de se levantar. – Jurema minha filha (disse Pai Zé Pedro) – Choras pela tua
mãe? – Não Pai, choro porque vi e perdi o meu amor AGRIPA, o meu amor.
Eu o vi acariciar meus cabelos e passando a mão na cabeça meio sem graça
disse: - Oh! Paizinho Nagô, é tudo tão diferente... – Sim filha, se acalme!
Eu vou lhe mostrar onde e como se encontraram. – Não Pai, não quero! Se
ele for aquele crioulo feio do Japuacy, não quero! – Ele não está aqui como
vocês estão, todos nós estamos, e ele não pode, não admito que seja feio
como nós. Os dois deram uma risada. Meio preocupado disse então Pai
João: - Veja no que dá a clarividência de uma pobre jovem. Ela voltou a
dormir. Pai Zé Pedro e Pai João vibravam preocupados. O que fazer? Levala
para a Cachoeira do Jaguar? Deus todo poderoso, só ele poderá traçar
este destino... E ali ficaram esperando a jovem despertar, para decidir o
seu destino que tanto se agravara.
Sim meu filho Jaguar, na próxima semana Jurema já estará
despertada, então saberemos do destino feliz desta tribo e com cuidado,
vamos nos encontrar como personagens desta história, que até então é um
pequeno roteiro.

A mãe em Cristo.

Vale do Amanhecer, 08 de dezembro de 1979.