segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Troca de Mediunidades


                                    TROCA DE MEDIUNIDADES
Salve Deus!

Como tantas coisas em nossa doutrina nos foi dada a oportunidade de aprender na prática do dia a dia os caminhos para entender os processos mediúnicos com os quais vivenciamos em nossos templos.
Mesclados com a personalidade e sua manifestação somando o lado psicológico, o Doutrinador as vezes, se vê perdido entre definir o que é personalidade e seus aspetos comportamentais e o que é uma reação mediúnica.
Ao chegar ao desenvolvimento o aspirante à médium se encontra confuso, e até cabe uma pequena explicação: Normalmente quando se procura o mediunismo o homem tem já uma série de situações as quais são sintomáticas ou não, e nisto inclui processos depressivos ,fobias, desarranjos, processos alucinatórios, desarranjos emocionais diversos, necessidade de ligação com a divindade, processo transcendental em reajuste e nos casos mais graves, processos graves psicológicos, que na verdade são os chamados para o cumprimento da missão espiritual, e nisto reflete a luta do homem em lidar com suas forças mediúnicas e ou espirituais. Também é importante salientar e não deixar de considerar as obsessões que se manifestam em várias formas chegando ao ponto de mudar completamente a personalidade do homem.
Em muitas dessas situações de obsessão mediúnica , o obsessor encontra se perfeitamente unido ao médium que ele não sabe dissociar o que é seu e o que é da entidade que está causando essa ação.
Quando ele se apresenta diante das entidades no trabalho de Tronos, ela o encaminha imediatamente ao desenvolvimento por sua séria confusão psicológica que na verdade pode ser uma obsessão. Dependendo do grau desta anomalia mediúnica o aspirante a missionário pode mascarar os sintomas na hora da definição da mediunidade causando depois transtornos por não definir completamente sua mediunidade se Apará ou Doutrinador, atrasando seu desenvolvimento causando assim naquele médium em desenvolvimento uma descrença na doutrina e consecutivamente sua desistência. Também sabemos que essas cobranças não permitem que o médium seja definido imediatamente pois ele precisa usar uma mediunidade que não é sua para poder “sanar”, “pagar” sua dívida com seus cobradores. Este tipo de ação normalmente ocorre com os Mestres que são classificados temporariamente como doutrinadores.
Mas vamos ao que propomos tentar entender que é a mudança de mediunidade após certo tempo na doutrina.
Muitas pessoas questionam principalmente ao médium Apará como ele deixou de incorporar ou, como foi essa troca de mediunidade. A mediunidade de incorporação é acima de tudo uma relação de confiança entre o médium sensitivo e a entidade que o assiste
. Por ser uma mediunidade que tecnicamente a irrigação sanguínea se faz no plexo solar portanto, a irrigação cerebral é empobrecida. Sua condição de analisar o que é “falado”, ou a comunicação da entidade pelo semi-transe é muito confusa pois o médium Apará participa muito pouco da comunicação, uma vez que ela é automática, dissociada da vontade do sensitivo.
Com o passar do tempo o médium Apará se integra a entidade que lhe assiste de tal forma que a incorporação torna-se muito subtil, muito leve, e é essa situação que leva muitos Aparás a acharem que não mais estão incorporando.
Mas, quando acontece realmente do médium cumprir seu tempo nesta mediunidade, por mais que ele tente não conseguirá incorporar. Nos trabalhos onde há comunicação essa situação torna-se mais intensa. Temos que considerar a mecânica psicológica deste fenómeno, principalmente porque os sentidos do médium são partilhados com a entidade comunicante.
E tudo isso passa pelo Sistema Nervoso Central, qualquer alteração deste “sentir”, interfere no processo da incorporação. As entidades de luz respeitam a vontade do médium de incorporação, e não irá incorporar se o mesmo não quiser. Mesmo se o Médium Apará estiver passando por algum problema de ordem emocional, ele conseguirá trabalhar normalmente, exercendo assim sua mediunidade; mas um fato é certo a dúvida é inimiga do médium de incorporação, e é muito difícil para aquele médium que realmente tem consciência de sua missão mistificar, há sim, segundo a Clarividente a mistificação do espírito. Nos casos das mudanças da mediunidade de Apará para Doutrinador, a adaptação é dolorosa, além da própria dificuldade da adaptação na nova mediunidade, ele se sente “observado” , “vigiado” ,pelos Doutrinadores “nativos”, que nuca tiveram essa mudança de mediunidade.
Com o Médium Doutrinador, nos casos da mudança, quando o fato acontece; não há muito questionamento, pois na maioria dos casos ele incorpora logo de saída um sofredor, não dando margens a dúvidas. Mas há também uma observação importante; não é o fato do Doutrinador arrepiar que ele deve se achar que é um médium de incorporação, o fenómeno é muito mais intenso mais verdadeiro.
Resumindo e terminando esse assunto, existem muito mais Aparás que retornam a sua mediunidade depois de serem classificados como Doutrinadores que ao contrário, ou seja, médiuns Aparás que tornam-se Doutrinadores e voltam a sua mediunidade de incorporação.

Mestre Gilmar
Ad Adelano
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