quarta-feira, 21 de agosto de 2013

E depois da morte - Léon Denis

E Depois da Morte, é um livro escrito por Léon Denis, e que o Inconfidências recomenda, e que podem baixar aqui:
RESUMO
Os princípios essenciais da filosofia dos Espíritos.
1o — Uma inteligência divina rege os mundos. Nela, identifica-se a Lei, lei
imanente, eterna, reguladora, à qual seres e coisas estão submetidos.
2o — Assim como o homem, sob seu invólucro material, continuamente
renovado, conserva sua identidade espiritual, esse eu indestrutível, essa
consciência em que se reconhece e se possui, assim também o Universo, sob suas aparências mutáveis, se possui e se reflete numa unidade central que é o seu Eu. O Eu do Universo é Deus, lei viva, unidade suprema onde confinam e se harmonizam todas as relações, foco imenso de luz e de perfeição donde irradiam e se expandem, por todas as humanidades, Justiça, Sabedoria, Amor!
3o — No Universo, tudo envolve e tende para um estado superior. Tudo se
transforma e se aperfeiçoa. Do seio dos abismos a vida eleva-se, a princípio confusa, indecisa, animando formas inumeráveis cada vez mais per feitas, depois desabrocha no ser humano, adquire então consciência, razão, vontade, e constitui a alma ou Espírito.
IV — A alma é imortal. Coroamento e síntese das potências inferiores da
Natureza, ela contém em germe todas as faculdades superiores, está
destinada a desenvolvê-las pelos seus trabalhos e esforços, encarnando em
mundos materiais, e tende a elevar-se, através de vidas sucessivas, de degrau em degrau, para a perfeição.
A alma tem dois invólucros: um, temporário, o corpo terrestre, instrumento de luta e de prova, que se desagrega no momento da morte; o outro, permanente, corpo fluídico, que lhe é inseparável e que progride e se depura com ela.
V — A vida terrestre é uma escola, um meio de educação e de
aperfeiçoamento pelo trabalho, pelo estudo e pelo sofrimento. Não há nem
felicidade nem mal eternos. A recompensa ou o castigo consistem na extensão ou no encurtamento das nossas faculdades, do nosso campo de perceção, resultante do bom ou mau uso que houvermos feito do nosso livre-arbítrio, e das aspirações ou tendências que houvermos em nós desenvolvido. Livre e responsável, a alma traz em si a lei dos seus destinos; prepara, no presente, as alegrias ou as dores do futuro. A vida atual é a consequência, a herança das nossas vidas precedentes e a condição das que se lhe devem seguir.
O Espírito se esclarece, se engrandece em potência intelectual e moral, à
medida do trajeto efetuado e da impulsão dada a seus atos para o bem e para a verdade.
VI — Uma estreita solidariedade une todos os Espíritos, idênticos na sua
origem e nos seus fins, diferentes somente por sua situação transitória, uns no estado livre, no espaço; outros, revestidos de um invólucro perecível, mas passando alternadamente de um estado a outro, não sendo a morte mais que uma fase de repouso entre duas existências terrestres. Gerados por Deus, seu Pai comum, todos os Espíritos são irmãos e formam uma imensa família. Uma comunhão perpétua e de constantes relações liga os mortos aos vivos.
VII — Os Espíritos classificam-se no espaço em virtude da densidade do
seu corpo fluídico, correlativa ao seu grau de adiantamento e de depuração.
Sua situação é determinada por leis exatas; essas leis exercem no domínio
moral uma ação análoga à que as leis de atração e de gravidade executam na ordem material. Os Espíritos culpados e maus são envolvidos em espessa atmosfera fluídica, que os arrasta para mundos inferiores, onde devem encarnar para se despojarem das suas imperfeições. A alma virtuosa, revestida de um corpo subtil, etéreo, participa das sensações da vida espiritual e eleva-se para mundos felizes onde a matéria tem menos império; onde reinam a harmonia e a bem-aventurança. A alma, na sua vida superior e perfeita, colabora com Deus, coopera na formação dos mundos, dirige-lhes a evolução, vela pelo progresso das humanidades, pela execução das leis eternas.
VIII — O bem é a lei suprema do Universo e o alvo da elevação dos seres.
O mal não tem vida própria; é apenas um efeito de contraste. O mal é o estado de inferioridade, a situação transitória por onde passam todos os seres na sua missão para um estado melhor.
IX — Como a educação da alma é o objetivo da vida, importa resumir os seus preceitos em palavras:
Comprimir necessidades grosseiras, os apetites materiais; aumentar tudo

quanto for Intelectual e elevado; lutar, combater, sofrer pelo bem dos homens e dos mundos; iniciar seus semelhantes nos esplendores do Verdadeiro e do Belo; amar a verdade, a benevolência, tal é o segredo da felicidade no futuro, tal é o Dever!
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