quarta-feira, 20 de junho de 2012

Pai Seta Branca


Pai Seta Branca é um dos nomes recebidos pelo luminoso espírito de Oxalá, Orixá poderoso que preside todo o desenvolvimento cármico do nosso planeta, a quem foi dada a missão de espiritualizar o Homem.
É o grandioso guardião do Oráculo de Simiromba , que administra todo o potencial de forças que agem e interagem na Terra.
SIMIROMBA significa, na Corrente do vale do Amanhecer, “Raízes do Céu”, e Pai Seta Branca é o Simiromba de Deus! De seu Oráculo, Simiromba realiza toda a grandeza presente em nossos trabalhos.
Chegando aqui na Terra, liderou a missão dos Equitumans , quando ficou conhecido como Jaguar, e dos Tumuchy.
Na condição de espírito irmão de Jesus, foi seu mais amado discípulo – João, que escreveu o IV Evangelho e o Apocalipse.
Oxalá retornou no século XII, na Itália, como Francisco de Assis, junto com sua alma gêmea - Mãe Yara - como Clara de Assis, desenvolvendo magnífica obra dentro da Igreja Católica Apostólica Romana, criando a Ordem Franciscana, implantando as bases de sua Doutrina: Amor, Humildade e Tolerância, idéias das quais os Homens estavam afastados.
Na época da conquista da América, no século XV, Oxalá era o grande cacique de uma tribo Inca,
A região dos Andes ainda dormitava nos resíduos de civilizações
anteriores quando lá chegaram os primeiros Europeus.
Na linha que
mais tarde formaria a fronteira Brasil-Bolívia, no Noroeste das Terras
de Santa Cruz, havia uma tribo de andinos miscigenados com povos das
planícies de Este.
Seu chefe era alto, bronzeado, feições altivas e tinha o
olhar penetrante dos espíritos veteranos deste Planeta.
Os
conquistadores Espanhóis avançavam em direção ao Pacífico e
dizimavam os restos pouco aguerridos da antiga Civilização Incaica.

Particularmente certa tribo existente na trajetória dos conquistadores
sentia-se ameaçada de destruição. Um mensageiro chegou pedindo
socorro ao Chefe dos guerreiros da fronteira. Atendendo ao apelo seguiu
ao encontro dos Espanhóis comandando oitocentos guerreiros.
Ele
pouco falava e nos seus olhos se refletia a luz da experiência de muitos
milênios.
Seu espírito trazia a herança dos imortais Equitumans, a
ciência dos Tumuchys e a bravura dos Jaguares. Seu coração, porém,
era impregnado pela doçura do Amor Crístico e da Sabedoria de Jesus.

Todos o amavam e um guerreiro mais afeiçoado preparou uma ponta de
presa de javali e com ela armou a lança do Chefe.
A alvura dessa ponta
de sua lança passou a caracterizá-lo e ele se tornou lendário como
“Cacique da Lança Branca”, nome esse que chegou até nós pelo Plano
Espiritual como “Seta Branca”. No Templo do Amanhecer ele preside,
soberano, com o nome de “Pai Seta Branca”.
No descampado de um
vale andino as duas facções se defrontaram. De um lado os guerreiros de
Seta Branca e de outro os Espanhóis. O clima era de tensão e morte.

Seta Branca subiu uma pequena elevação e falou.
As encostas do vale
ressoavam suas palavras e todos o ouviam naquele imenso campo de
batalha. Enquanto falava, numa língua que os espanhóis não entendiam,
ele levantava sua lança de ponta alva e, segurando-a com as duas mãos,
em forma de oferenda iniciática, fez com que todos os olhos se erguessem para o Céu.
Na medida em que discursava, foi descendo
sobre aquele campo de iminente batalha, um clima de paz e
tranqüilidade. Os corações, tensos para a luta, foram retomando suas

batidas regulares.
Uma emoção suave foi enchendo os peitos arfantes
dos guerreiros de ambos os lados. Aos poucos a maioria foi se
ajoelhando e até mesmo um cavalo dobrou suas pernas fazendo com que
seu perplexo cavaleiro largasse suas armas.
Por fim Seta Branca
terminou sua invocação e, trazendo sua lança para junto de seu corpo,
baixou a cabeça e quedou-se em profundo silêncio.
A coluna espanhola,
como que sob um comando invisível, começou a se mover em direção
oposta e desapareceu entre as montanhas do Oeste.
A tribo incaica
estava salva. Os guerreiros de Seta Branca voltaram intactos para suas mulheres.
Javalis foram abatidos e as danças duraram muito tempo.
A força espiritual de Seta Branca salvara aqueles guerreiros, mostrando a supremacia da força do amor sobre a força bruta!
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