segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Almas Gemeas (conclusão)


Atenção, meus filhos!Temos visto muitos “gregorinhos” e “gregorinhas” por ai sempre contando novidades, maior parte é mentira! Espalhando o ódio e a desconfiança entre esposa e marido, desfazendo lares, gerando desequilíbrios. Isso é muito perigoso. Quantos ao chegarem no dia de prestar contas vão verificar que com suas línguas, cortaram o carma de outras pessoas e não poderão por a culpa em ninguém, senão em si próprios, no seu coração ainda em evolução... A sinhazinha, enlouquecida pelo ódio e pelo ciúme por tudo que ouvira de Gregório, tramou em segredo a destruição de Rosa Maria e do menino. Aproveitando-se do ódio que o malvado feitor nutria por ter sido despedido pelo sinhozinho, conseguiu induzi-lo a realizar seu plano. Um dia, quando o sinhozinho teve que ir ao palácio ver o Imperador, o feitor raptou Rosa Maria e o filho, levando-os para um local ermo, e ali os executou ocultando os corpos. Ninguém vira essa ação criminosa, de modo que quando o sinhozinho voltou e foi correndo ao seu ninho de amor, não encontrou sua amada nem o filho, nem qualquer orientação sobre o destino daqueles dois seres tão queridos. Também pelas redondezas, ninguém sabia informar o que teria acontecido. Desesperado, continuou buscando-os por muito tempo, sem descobrir o que houvera. Mesmo mergulhado na dor e na aflição a, bondade daquele Jaguar superou suas forças. Continuou a ser bom e caridoso e testado por Deus, que quis saber até onde ia sua paciência, superou todo o seu desespero e completou sua missão na Terra, com aquela força bendita que o amor lhe dera. Sua jornada ainda continuou muitos anos. Na solidão, chorava a ausência de sua amada. Muitas noites quando mergulhava em seus pensamentos, vinha-lhe a certeza de que sua esposa tinha muito o que ver com aquele desaparecimento misterioso. Também não sentia ódio ou desejo de vingança. Lembrava-se de que Rosa Maria sempre lhe dizia que chegaria um dia em que morreriam e poderiam ficar juntos para sempre, no céu. Mas, se ele fizesse alguma maldade, não seria possível o encontro, pois Deus não permitiria que gente ruim entrasse no céu. Ele lembrava dos olhos de Rosa Maria. Quando falava, essas coisas ficavam brilhando como estrelas, como se tivesse certeza do que falava como se o amor deles só pudesse atingir toda a plenitude depois que tivesse deixado essa vida. E porque a amava, tinha confiança nela e achava que o único meio de tornar a encontrá-la, seria manter-se acima do mal. Mas a dor da ausência de Rosa Maria tornara-o triste e a vida era quase que mecânica. Seu coração sangrava de saudade. Tornou-se espiritualista. Continuou acompanhando sua esposa sem demonstrar sua desconfiança, mas a vida já não tinha mais prazer. Só existia para ele a lembrança daquele amor. Muitas coisas enfrentou até o dia de sua morte. Contou diversas passagens, e me admirei com a fibra daquele Jaguar. Era uma época terrível, aquela. Muitos espíritos havia encarnados na Terra na missão de evangelizar. Alguns mesmos vinham preparados para domar como se fossem animais, aqueles espíritos de imperadores, centuriões; vestindo roupagens de Pretos Velhos escravos. Aquele Jaguar havia sido diferente. Morreu purificado pelo amor, por suas boas ações e sua câmara mortuária foi perfumada pelos Pretos Velhos, a quem vivia pedindo perdão pelos males causados outrora. Pouco antes de morrer, soube de toda a trama da esposa, o triste fim que tinham tido seus amados. Mandou chamar Gregório e fez com que ele visse o punhal que atravessou em seu coração. Mesmo assim, perdoou-lhe e ainda arranjou meios de ajudar ao velho que tanto mal lhe causara. Há muitas passagens lindas nessa história. Houve até o caso de uma aparição de Jesus, ao sofrido Jaguar. Um dia contarei! Quando desencarnou, Rosa Maria veio recebê-lo. É muito grande a felicidade do reencontro de duas almas gêmeas, preparado pelos mentores. Pensavam que havia chegado o momento de seguirem a linda caminhada para a origem. Mas ainda não era a hora. Havia permanecido aquele espírito cobrador, do filho deles, que o ciúme da sinhazinha não deixara realizar a missão do reajuste. Era preciso reparar o destino daquela criança, que por culpa deles havia nascido em tão tristes circunstâncias. Era responsabilidade do Jaguar, que devia ter tomado as providências para evitar aquela gestação, que o respeito impunha, pois não haveria condições para criar um filho. Com isso, ele criara uma responsabilidade a mais e teria que voltar a Terra para cumprir sua última missão. Após o feliz encontro, Rosa Maria ficou triste sabendo que ainda teriam que esperar a conclusão dessa missão para poderem ir para a origem. Preocupava-se com seu amado, incerta sobre as condições dele para enfrentar mais uma prova. Ele fora um tirano, mas o amor mudara completamente seu espírito por saber amar. Mas fora a presença de Rosa Maria que o havia despertado para o amor. Agora que ela não viria para a Terra, como agiria ele? Tudo foi preparado no espaço e quando chegou o momento, o Jaguar despediu-se de Rosa Maria e, triste pela separação se encaminhou para o sono cultural. Quando o espírito vai reencarnar, meus filhos é uma tristeza maior do que a da morte aqui na Terra. Ele vai partir para uma missão da qual tem consciência, sabe da responsabilidade e, corajosamente se entrega ao sono cultural, que vai apagar de sua consciência toda a memória transcendental, preparando-o para ser colocado no feto e nascer na Terra. O velho Jaguar, o velho senhor de escravos, parte em busca de seu filho, o lindo menino louro de olhos azuis. Mas Deus não diz para você que será tudo “bonitinho” nem os mentores resolvem que será tudo fácil. Não! Ele por exemplo, iria voltar a Terra e desposar uma mulher que seria aquele mesmo espírito, da sinhazinha – má a ponto de mandar matar uma criança – e em meio a muitas provações e dificuldades, deveria salvar seu filho, espírito que até aquele instante não perdoara a ele nem Rosa Maria. Na Terra o inicio foi relativamente fácil. Casou-se (com aquela que havia sido a sinhazinha) e teve alguns filhos. Mas, esquecido dos planos do espaço pelo efeito do sono cultural, não entendia o vazio que sentia. Faltava alguma coisa que não identificava, para sua vida faze-lo feliz, realizado. Perguntava a si mesmo porque aquela paixão pelas pessoas, pelas coisas, aquela insatisfação permanente. E o desespero começava a tomar conta de seus pensamentos, nas horas em que estava sozinho. Foi quando nasceu um novo filho um menino debilitado, com um aleijão na perna e que mais tarde quando começou a falar tinha dificuldades em se expressar um pouco mais moreno do que os demais irmãos e, que o fez sentir algo estranho. Quando pegava o menino no colo, sentia um arrepio, uma sensação que não identificava, mas, sabia ser de repulsão àquela criança. A mãe do menino também demonstrava total intolerância, e até mesmo desprezo pelo pequenino. Vendo essa reação de ambos, o Jaguar superou tudo e passou a amar mais àquele filho do que aos demais. Também a criança ficou num grande agarramento com o pai. Em seus sonhos o Jaguar se encontrava com uma moça muito bonita – Rosa Maria – que lhe falava na força do amor, e pedia que ele sempre tivesse esperança em seu coração. Sempre protegendo a criança do ódio da mãe e do desprezo dos irmãos, o Jaguar prosseguiu em sua missão. Ficou seriamente doente e o filho mais novo não se separava dele. Ficava ali atento ao que fosse preciso, dando-lhe água, remédio, preso pelos laços de uma profunda afeição. Uma noite profundamente enfraquecido, estado em que se fica mais próximo da espiritualidade, foi levado por aquela mulher de seus sonhos, até uma casa onde havia uma criança. Esta estava muito mal, já para morrer. Os pais ali perto choravam a morte do filho, já não tendo mais a fazer. A criança com os olhos fechados parecia estar sofrendo muito. O espírito do Jaguar ficou preso àquele quadro e se aproximou da criança que abrindo os olhos percebeu a imagem do Jaguar e exclamou: “Papai”. Os pais se alvoroçaram, e o pai abraçou a criança certo de sua melhora, pois ouvira o chamado. Mas o espírito do Jaguar percebeu emocionado quem era a criança, quando vira aqueles olhinhos azuis e sabia a quem ela chamara de Pai. Sim, aquele era o seu filho, a quem buscava para resgatar suas dívidas do passado. Mas, teve que retornar ao corpo e sua memória apagou-se quase totalmente. Ficou uma lembrança do menino, mas, em sua fraqueza não sabia separar bem os fatos. Seu estado piorou e começou a delirar, falando de um menino louro de olhos azuis, que era seu filho que ele tinha que encontrar. Suas palavras não eram entendidas pela mulher e pelos filhos, que achavam ser tudo fruto de sua delicada situação de saúde. Finalmente o mal começou a ser debelado, e ele teve a fase de recuperação, povoada pela lembrança daquela criança. Irritado por não ser entendido pelos outros, criara em sua cabeça a necessidade de encontrar aquele menino, que ele sabia existir em algum lugar. Já recuperado começou a andar pela cidade. Assim fazia um exercício e atendia à sua ânsia de descobrir a criança. Andava certa vez pela beira do cais, quando o choro de uma criança chegou até ele. Curioso aproximou-se de uma pobre casa de onde parecia vir aquele choro convulsivo. Um vizinho estava por ali e ele perguntou o que fazia aquela criança chorar tanto. -É uma triste história – disse o vizinho – O pai desse menino trabalhava naquele navio ali e saiu com a esposa para dar um passeio de barco. O barco virou e os dois morreram. Restou o filho que está aí com esses parentes, mas, desde então chora como se nada o pudesse fazer calar... Bateu à porta do casebre e uma pobre mulher o atendeu. Pediu para conhecer o pequeno órfão e entrou, aquele menino por quem tanto buscava por quem seu coração ansiava loucamente, chorando. Aquela linda criança loura com os olhos azuis... Emocionado, pediu àquela gente que o deixasse levar o menino, para cuidar dele. Foi atendido prontamente, pois os parentes estavam loucos para se verem livres daquele choro angustiado, e seria menos uma boca para alimentar. Chegou feliz a sua casa. No trajeto para lá a criança se calara e aconchegara-se a ele como se estivesse acostumada com o seu colo. Sentindo-o em seus braços, o velho Jaguar sentia que amava muito aquele pequeno ser. Um amor muito maior do que o que nutria por qualquer de seus filhos. Até pelo mais novo. Começou uma nova fase de complicações. Os laços de amizade tão profundos entre o Jaguar e aquela criança abandonada, haviam despertado a inveja e o ciúme da família. A hostilidade da esposa – que na outra encarnação mandara executar o menino – era para com os dois. O tempo foi passando, e cada vez mais estreita era a amizade entre o Jaguar e o menino. Mas o grau de maldade da esposa era tanto, um espírito que não se abria para o amor, e assim não evoluía e esperava uma oportunidade para se vingar daquela criança. E quando o esposo precisou ausentar-se um pouco mais demoradamente de casa, pegou o menino e o colocou para fora de casa. A pobre criança já com sete anos, não pode fazer nada senão afastar-se triste daquela casa, onde estava alguém que lhe era muito caro. Retornando e não encontrando o menino, o Jaguar forçou a esposa a dizer o que havia feito. Ela confessou que havia mandado embora aquele estranho e não permitiria que voltasse. Ele saiu em busca do menino e teve um palpite que poderia encontrá-lo onde o fora buscar – na beira do cais. Correu para lá e viu o garoto sentado, olhando o mar com o queixo apoiado na mão, como se aguardasse alguém. Alegre pelo encontro chamou o menino. Este assustou-se com o chamado e levantou rápido de onde estava virando-se para ver seu querido benfeitor. Mas, agitando os braços perdeu o equilíbrio e caiu do cais, naquele local cheio de pedras, madeirame e ferros batidos pelas ondas do mar. Desesperado, o velho Jaguar correu e pulou na água. Diversas pessoas que estavam por ali tentaram ajudar, mas, o destino havia marcado aquele desenlace. Morreram ali, pai e o filho, tragados pelo mar. Esse é o destino do homem meus filhos!.Muitas vezes temos uma tristeza muito grande sem saber por quê. Muitas vezes o homem se casa e tem por obrigação honrar aquele casamento, os filhos que dele nascem, mas, em seu íntimo não esta feliz. Porém, existe uma responsabilidade maior; o destino cármico. Ninguém pode ser feliz, feliz mesmo se não terminar sua missão, se não libertar seus cobradores.Imaginem que aquele filho mais novo, moreno, do casal, era o espírito do velho Gregório, que apesar de seus defeitos físicos, amou muito aquele a quem tanto mal fizera e por ele foi amado. Foi àquela mulher que tanta maldade fizera que o recebeu no ventre e pela benção de Deus, o criou com cuidados, mas sem amor. Mas Gregório conseguiu resgatar suas faltas, pelo amor daquele a quem tanto fizera sofrer. E no desenlace da história, quando o homem e o menino desencarnaram no mar, seus espíritos se encontraram com Rosa Maria e juntos, felizes foram para sua origem. E a sinhazinha que voltara agora como uma simples dona de casa, não evoluiu, não aproveitou a chance que lhe foi dada, e nada fez de bom. Então, seu sofrimento será grande. Deverá voltar várias vezes, para subir seus degraus na evolução. Mesmo assim, ela foi objeto da ajuda dos espíritos do Jaguar e de Rosa Maria, que entenderam que tudo que ela havia cometido, servira como degrau para a libertação deles, através da evolução. Na realidade, fora a sinhazinha que preparara a subida dessas almas gêmeas. Por isso, jamais devemos nos queixar de Deus. Ele nos dá tudo, nos proporciona os meios para nossa libertação. O conhecimento, a consciência, é que nos impulsionam no caminho certo. Ele nos dá força antes de chegarmos aqui e, chegamos preparados para cumprir nossa missão. É errado só se desejar coisas boas e reclama-las de Deus. Pelo sofrimento, conseguimos nossa libertação, nossa evolução. Nem Deus, nem nossos mentores, nos seguram para que possamos subir os degraus de nossa jornada. Temos que caminhar por nós mesmos, com nossas próprias pernas. Deus nos dá tudo.. Salve Deus! Com carinho, a Mãe em Cristo-Tia Neiva.
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