quinta-feira, 10 de julho de 2014

Banalização do Sagrado


Acho que é um consenso. Em meu convívio com Tia Neiva e com muitos veteranos de nossa Doutrina, sempre percebi o imenso respeito que ela nutria e exigia de nós no trato com nossa vida mediúnica e seus rituais, especialmente com nossos mentores, particularmente com as figuras de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai Seta Branca e com os Ministros de Deus que nos assistem. Nunca se teve notícia de alguma brincadeira ou utilização indevida que a Clarividente tenha feito com os nomes dos iluminados.

Um aspeto de nossa atualidade, muito grave na minha opinião, é a banalização do sagrado. Isso mesmo, hoje muitos de nós participa dos rituais como quem vai à praça, mecanicamente, sem foco, sem o devido valor. Desconcentrado e até mesmo distraído, acaba sendo vítima de uma força esparsa ou pior, acaba fazendo mal ao paciente encarnado ou desencarnado, não prestando o devido atendimento.

Um bom exemplo dessa banalização é o trabalho de prisão. Médiuns assumem prisões ao belo prazer de seus estados emocionais. Estou errado ou Tia Neiva sempre nos orientava a estarmos bem para assumirmos? Sempre ouvimos falar que as prisões são compromissos muito sérios, que apenas um chamado da intuição ou da consciência determinaria a condição de assumir.

No desenvolvimento, em todos os templos, é dito à exaustão que entidades não podem determinar uma prisão, no entanto, é mais do que comum encontrarmos prisioneiros que “a entidade mandou”. Assim como o trabalho de Aramê, um ritual cheio de magia, com as manipulações de vários mentores e uma contagem especial, que é quase sempre preterido pelo Julgamento...

Outro exemplo dessa banalização é o uso indiscriminado de nomes de Ministros em absolutamente tudo, de perfis em redes sociais a marcas de produtos. Nomes aos quais deveríamos guardar todo carinho e consideração aparecem em letras coloridas e chamativas denominando todo tipo de ação. Tia Neiva concordaria com essa auto-promoção? Porque ao estampar coisas ou trabalhos com o seu nome, o do seu mentor ou sua imagem, é óbvia a vontade de aparecer do tutelado.

Que marcas são essas, vez que o conhecimento não nasceu dessa autoria? Nossa Mãe, até onde eu sei, nunca agiu assim. Ela, com amor, compartilhava, apenas, o que trazia do céu. Ela, sim, a verdadeira autora de tudo.

Vamos refletir, meus irmãos, sobre os nossos atos. Conduta Doutrinária, até onde aprendi, é comportar-se em tudo de acordo com o que ensinamos aqui na Doutrina. Salve Deus!

Fonte: Diário do Jaguar

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