quinta-feira, 11 de abril de 2013

Raiz Egea


A RAIZ EGEA

Uma poderosa raiz se baseou na região da Egea, terra que ficava entre a Turquia e a Grécia, tendo sido submersa pelas águas do mar Egeu, formando as ilhas gregas, e dando origem a três linhas que influenciaram profundamente a civilização da Terra: Gregos, Egípcios e Hebreus.

GRÉCIA
Um dos três troncos da Egea, foi o grupo que desenvolveu mais rapidamente tudo que dizia respeito ao Homem e à sua vida em sociedade, não só em seus aspectos positivos como, também, negativos. As ruínas de Thira, mostram que a região da Egea abrigava  uma civilização adiantada, que muitos confundem como sendo a Atlântida, sem registro de guerras ou violência, que foi destruída por uma grande erupção que provocou a submersão de grande parte da Egea e formou as ilhas gregas das Cíclades e do Dodecaneso, Creta e o Peloponeso, ao sul da Grécia.

Os deuses se concentraram, então, no monte Olimpo, de onde se envolveram nas grandes aventuras relatadas na Mitologia grega. Era a história da queda dos Capelinos, uma fase vital para muitos espíritos, quando tantos chegaram ao fim da existência, já que foram desintegrados, isto é, deixaram de existir.

Na Egea surgiram poderosas forças e um povo missionário, que iria levar o Homem à idade da Razão, mas também foi um ponto de reinicio de nossa jornada de volta às nossas origens, embora fosse  o final para aqueles que se deixaram levar pelo desamor e pela violência, como os que se concentraram em Esparta, onde esses espíritos caíram o mais fundo que lhes foi permitido. Para muitos de nós, foi dada uma nova oportunidade.

Em Esparta tivemos a última experiência com um núcleo onde o amor não existia, nem a misericórdia e nem a caridade. Vivia-se por instintos e não por sensibilidade, transformando aqueles que um dia foram deuses em seres mais perigosos que os animais.

Em Atenas, destruída pelos persas, surge a grande figura de Péricles (495 a 430 AC), cuja missão era reunir aquela plêiade de espíritos  vindos da Egea, estabelecendo os caminhos para o Deus Único, invisível e indivisível, desconhecido.

Aceitando as divindades do Olimpo, reconstruiu Atenas, de forma até hoje admirada por todos, não só na parte material como, também, nas raízes que deixou. Ergueu o principal  templo da cidade dedicado a Atena e, com sua visão e inteligência, dedicou-se à política voltada para a comunidade, prestigiando as Artes e as Letras em tal dimensão que sua época ficou conhecida como “o Século de Péricles”.

Cercada por muralhas, Atenas se concentrava em torno do Acrópole e dispunha de locais preparados para as reuniões com os grandes mestres que ali iniciavam a Era da Razão, como a Assembléia – Pnix -, o teatro de Dionísio e, fora dos muros, a Academia de Platão e o Liceu de Aristóteles. Na guerra do Peloponeso, Atenas foi derrotada por Esparta, logo após a morte de Péricles. Para se ter uma idéia do mundo intelectual grego, as cidades-estados foram campos de atividades dos famosos sábios (ver, no Anexo, maiores informações): Abdera (Demócrito e Pitágoras); Elide (Pirro); Estagiros (Aristóteles); Megara (Euclides); Mileto (Anaximandro, Leucipo e Talles); Samos (Epicuro e Pitágoras); Sinope (Diógenes); e Atenas (Anaxágoras, Antistenes, Aristóteles, Epicuro, Píndaro, Platão, Sócrates, Timon e Zenão).  

Sócrates já revelava a esperança crística quando declarou: “desde a minha infância, graças ao favor celeste, sou seguido por um ser quase divino, cuja voz me impele a esta ou aquela ação”. Em Éfeso, região da atual Turquia, Heráclito proclamava que a evolução do mundo se fazia pelos conflitos e desarmonias aparentes que, na verdade, obedeciam a uma ordem superior harmônica que regulava os acontecimentos dentro de determinadas medidas ou proporções.

Com o fogo sendo considerado a substância básica, o mundo estaria em mudança permanente. Assegurava: “A luta é a mãe de tudo!”. E foi na Grécia que tivemos reencarnações marcantes, como as da época da guerra de Tróia, objeto de história contada por Koatay 108 na oportunidade de uma prisão coletiva, onde relatou fatos e personagens ligados a Jaguares de hoje. Eram usados os oráculos, onde sibilas, pítons e pitonisas, pela Voz Direta, faziam previsões e orientavam grande parte dos reis e nobres. Um ponto essencial no mundo grego foi Delfos.

Localizado da Fócida, na Grécia, situada na encosta sul do monte Parnaso, Delfos tornou-se um centro religioso dois mil anos antes de Cristo. O primeiro Oráculo ali instalado foi o de Ge (a Terra), e foi crescendo em importância até que no século VIII antes de Cristo tornou-se enormemente influente com o Templo de Apolo e suas pitonisas, que eram procuradas por reis, nobres e cidadãos comuns vindos das mais distantes regiões, buscando, nas previsões das pitonisas, orientações e decisões para guerras, casos de amor e de negócios, fundação de colônias, novos cultos, purificação de criminosos e outros variados assuntos.

As respostas eram dadas por uma pitonisa que se preparava fazendo fumigações de louro e cevada, bebendo água da fonte de Cassótis, e sentava em um tripóide, banco de ouro com três pernas, sobre uma pedra redonda, dividida em três, tendo em cada parte uma fenda por onde passava uma fumaça de origem vulcânica, vinda do adyton, parte inferior do Templo de Apolo, que era aspirada pela pitonisa, fazendo com que entrasse em êxtase mediúnico. Os oráculos proferidos pela pitonisa eram então, se necessário, interpretados pelos sacerdotes.

Para que aguardassem serem atendidos, os reis construíram vários minipalácios no caminho para o Templo de Apolo - a Via Sagrada -, erguendo monumentos e depositando tesouros que, com o tempo, se perderam. Até hoje existem as ruínas do Templo, a pedra circular, ruínas dos palácios, sendo o mais conservado o dos Atenienses. Existe o anfiteatro onde se faziam os julgamentos das pitonisas novatas, pois, como o poder delas era muito grande, quando desconfiavam que estavam diante de uma mistificação, submetiam-nas ao julgamento.

Se não conseguissem provar seus poderes, eram imediatamente atiradas a uma corrente de água que caía pelo despenhadeiro. Foi num desses julgamentos que Pytia, encarnação de Tia Neiva, produziu, pela primeira vez, o fenômeno do rufar dos tambores. Entre a entrada do Templo e o anfiteatro existe um caminho, onde os guardas se postavam com tambores.

A cada passo que a pitonisa a ser julgada percorria, rufava um tambor onde ela passava, de modo que o povo reunido no anfiteatro percebia sua aproximação. Quando Pytia estava diante de seus juizes, provou sua força fazendo com que, independentemente dos soldados, todos os tambores rufassem ao mesmo tempo, sendo, então, reconhecidos seus poderes. Esse fenômeno ela reproduziu em Atenas, quando comprovou seus poderes a Leônidas, para libertar a Rainha Exilada, como se revive no Turigano.

O culto a Apolo era interrompido no Inverno, quando Apolo ia para os Hiperbóreos, ficando em seu lugar Dionísio. De Delfos, Pytia organizou as Falanges Missionárias de Yuricy, Jaçanãs, Muruaicys e Dharman Oxinto, após a instalação da Cruz do Caminho no Delta do Nilo, colocando, sob nova projeção, a Iniciação de Osiris, que passou à Iniciação Dharman Oxinto, até hoje usada em nossos Templos do Amanhecer.

Segundo os historiadores, havia em Delfos uma grande pedra - omphalos -, que marcava o centro do mundo, que desapareceu. Com o passar dos séculos, pela ação destruidora de terremotos e saqueadores, pouco resta do antigo esplendor de Delfos. 

No Templo estavam escritas sentenças dos Sete Sábios - Tales de Mileto, Pitaco de Metilene, Brias de Priene, Sólon, Cleóbulo de Lindos, Míson de Cene e Chilone de Lacedemônia -, os sábios gregos que possuíam no mais alto grau o que os gregos chamavam de Sabedoria. Entre as sentenças gravadas, destacam-se “Conhece-te a ti mesmo” e “Nada em excesso”.

Dentro da missão de preparar o caminho para Jesus, as pitonisas ou sibilas de Delfos se entregaram às suas funções com amor e muito zelo. Levavam uma vida de castidade e orações, e muitas predisseram a futura chegada de Jesus, sendo famosas Ciméria (“Num século surgirá o dia em que o Rei dos Reis habitará conosco.

Três reis do Oriente, guiados pela luz de um astro rutilante, que ilumina a jornada, irão adorá-lo e, humildes, prosternados, Lhe oferecerão ouro, incenso e mirra!”) e Daphne (“Depois que alguns anos passarem, o Deus, de uma virgem nascido, fará reluzir aos homens aflitos a esperança da redenção e, conquanto tudo possa – e quão alto está o Seu trono! – ele sofrerá a morte para, da morte, resgatar seus povos...”). De modo geral, eram recrutadas entre as sacerdotisas de Apolo. Com o advento do cristianismo, Delfos foi perdendo seu poder, e a última mensagem do Oráculo dizia: “Chorai, trípodes! Apolo é mortal... E ele sente morrer sua chama passageira...

O fogo sagrado do Eterno eclipsa sua débil luz!...” Estava cumprida a missão, pois o Sistema Crístico já estava estabelecido pelo Divino e Amado Mestre Jesus. Porém, é em Esparta nosso último degrau da decadência espiritual. Formamos uma civilização militarista e insensível, violenta e sem amor, espíritos oriundos de Egea eram responsabilidade do estado desde a sua gestação, criados longe dos pais, e se apresentassem alguma fraqueza ou deficiência eram imediatamente eliminados.

Daí, partimos em busca de podermos retornar a Capela, e essa é a força que nos impulsiona – a dos Cavaleiros Verdes – que vamos buscar no passado remoto. A figura de Leônidas se destaca nesta época, sendo esta raiz invocada no Turigano. Pelo seu nível elevado, a Grécia, embora sob o poder romano, influenciou profundamente a raiz que se formou em Roma. Vale destacar uma linha, a de Hermes Trimegisto e o Hermetismo. Hermes é o deus grego que corresponde a Mercúrio romano, mensageiro dos deuses, representado carregando um bastão ao redor do qual se enrosca uma serpente, simbolizando a sabedoria.

É uma figura originária do Grande Toth, oráculo de sabedoria filosófica e religiosa, que significou a unificação das linhas da Mesopotâmia e da Egea, expressa em um conjunto de 17 livros, escritos anônimos muito divulgados no século I DC, sob o título de Poimandres. O conjunto de ensinamentos de Hermes – Summa Hermetica – é dividido em duas categorias: a) o Hermetismo Popular, com textos mais antigos, datando, em média, de 300 AC, versando sobre Astrologia, Medicina, Alquimia, Magia e simpatias, com revelações secretas dos laços secretos que existem em diversas partes do Universo que não têm, aparentemente, qualquer ligação entre si; e b) o Hermetismo Sábio, com textos mais recentes, após Jesus, sob o título de Corpus Hermeticum, que traduzem a helenização das antigas religiões da Mesopotâmia, fazendo frente à racionalização da Grécia, que impunha, com Roma, pesada responsabilidade a todos. Com as revelações baseadas em Hermes, pensadores europeus formaram uma nova ordem em que adaptaram elementos de diversas doutrinas anti-racionalistas e foram estruturadas diferentes linhas filosóficas com base na Astrologia, na Alquimia e na Magia.

A influência de astros e de minerais na configuração energética do corpo, os poderes da meditação,  as instruções para refinamento do espírito a fim de que possa se assemelhar a Deus (que seria a Pedra Filosofal pesquisada na Alquimia), as bases da Gnose e toda a unificação das bases da Mesopotâmia e da Egea deram tal projeção ao Hermetismo que ele se manteve por muitos séculos, influenciando até mesmo grandes católicos, como Santo Agostinho, e se tornando ponto de referência no Renascimento e nos movimentos da Gnose até os tempos atuais, como, por exemplo, na Teosofia.

Na Idade Média, deu-se a Hermes, Moisés e Zaratustra o título de nobres pagãos, por terem conseguido, em suas obras, unificar as linhas que confluíram para o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Atualmente, Hermetismo é sinônimo de Esoterismo, e abriga mistérios sagrados, ciências ocultas, conhecimentos da Cabala, templários, rosa-cruzes e alquimistas, tendo como base a Tabula Smaragdina (Tábua Esmeralda), que surgiu no Ocidente durante o século XII, traduzida do árabe (século X), que havia sido traduzida do egípcio para grego (século IV), e contendo o Simbolismo, a Mitologia, a Magia, a Alquimia e a Astrologia. A Tábua Esmeralda teria sido encontrada no Egito por Alexandre Magno, texto gravado em uma grande esmeralda, que teria, entre outras, a seguinte tradução:

É verdade, sem ficção, é certo e muito verdadeiro, que o que está embaixo é como aquilo que está em cima, e que o que está em cima é como o que está embaixo, para que se cumpram os milagres de uma única coisa. E como todas as coisas vêm do Ser Único por sua própria mediação, assim todas as coisas nascem Dele, por adaptação. Seu pai é o Sol e sua mãe é a Lua. O Vento o levou em seu ventre e a Terra foi sua nutriz. Este é o Pai do thelesma de todo o mundo. Sua força é poderosa quando se converte em telúrica. Poderás separar a Terra do Fogo, o sutil do espesso, delicadamente, com muita prudência e critério. Irás subir da Terra ao Céu e tornarás à Terra, recolhendo as forças dos seres superiores e dos inferiores. Poderás ter, assim, toda a glória do mundo, e toda a escuridão se afastará de ti. Este poder é maior do que a própria força, porque vencerá tudo o que é sutil e penetrará em tudo quanto é sólido! Assim foi criado o mundo e disso se fizeram incríveis adaptações, cujo segredo está contido aqui. Por isso fui chamado Hermes Trimegisto, o conhecedor das três filosofias do mundo. “ 


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