segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Nosso Templo Mãe-Nosso Terreno Sagrado


       

Salve Deus!

O Padre Salesiano D. Bosco fez uma profecia sobre uma terra que jorraria leite mel, ou numa tradução mais aprimorada , a Terra prometida.

Pai Seta Branca ao colocar o nome nos 22 alqueires adquiridos ao redor de Planaltina de Vale do Amanhecer, falava do vale dos sonhos, do amanhecer, de um novo amanhecer que todos os dias traria a renovação da esperança na vida das pessoas.
Ali deviam morar somente os médium da doutrina. O Pai desejava que os médium ali envelhecessem com paz e serenidade, um cantinho realmente sagrado.

Certa feita conversando com Carmem Lúcia Zelaya, contava-nos que quando a luz eléctrica chegara a pequena comunidade do Vale do Amanhecer, Pai Seta Branca estaria relutante em concordar com tal empreitada.
Não, pelo progresso, mas sim pelo que viria por detrás do mesmo. Ela disse que sua Mãe havia visto em sua visão de clarividente os morros apinhados de casas.
Quando ela estava ainda encarnada, ela comandava a distribuição dos terrenos ali existentes. Deu um lote a cada um dos Adjuntos veteranos.
Na rua que ficava logo acima do templos havia a residência de Mário Sassi, logo depois de Mestre Sumanã e mais a frente de seu filho Gilberto, Trino Ajarã. Brincávamos bondosamente ao referir-se aquela rua como a avenida dos Faraós.
Quando cheguei a doutrina em 1984, só havia ruas até hoje onde é chamada a “avenida do asfalto”. Logo acima era uma pastagem onde ficavam o gado que fornecia leite aos meninos do orfanato. Andávamos com uma tranquilidade imensa na pequena comunidade. Mas logo depois lotearam aquele local indiscriminadamente e surgiu o que hoje chamam de “Vila Pacheco”
Hoje o Vale do Amanhecer é uma comunidade com todas as características de uma pequena cidade.

Também conversando com o Trino Ajarã Mestre Gilberto Zelaya ele começou a pensar no conjunto da unificação, das coisas que ali aconteceram, da invasão deliberada por pessoas que não respeitam nosso sagrado. Das construções ao lado do lago de Iemanjá , que certa feita ameaçou romper.
Assaltos aos médium que vão participar das consagrações...

Diante desse quadro dantesco , fica em nós a pergunta do que estamos fazendo com esse mundo sagrado de Koatay 108, e esses fatos talvez sejam apenas a ponta do icebergue, pois o reflexo de tudo isso pode ser ainda muito mais danoso.
Hoje encontramos nos 22 alqueires sagrado de Pai Seta Branca... Bares...botecos... Igrejas evangélicas,católicas, centros de umbanda. Será que o imenso conjunto templário da doutrina do amanhecer não foi suficiente para alimentar doutrinariamente e tratar os espíritos que ali chegam? 22 alqueires da terra prometida, quem sabe, a verdadeira Aruanda. Quantas vezes ouvimos dizer que a Clarividente dissera que quem tivesse ali um pedacinho de terra iria se considerar uma pessoa privilegiada, que valeria financeiramente mais que um terreno no hiper valorizado lago sul.

Mas de qualquer forma é o local que muitos nós tem como berço, nosso Templo o templo de Pai Seta Branca, Nosso Pai. Não o Pai de um só médium, mas sim de todos os filhos que juraram um sacerdócio, um compromisso espiritual escrito sem tempo e espaço.
O Templo Mãe nunca pertencerá a um homem, mas sim ao Doutrinador, o filho querido de Tia Neiva, aquele que segue , mesmo que silenciosamente seus passos.
Se ficarmos em silencio, esse silencio profundo que dá nos a condição de ouvir a voz de Tia Neiva, mesmo aqueles que não a conheceram na sua mais triste e famosa frase:
“Meu filho! Você é minha última esperança!

Gilmar
Apenas um doutrinador...
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