quarta-feira, 6 de junho de 2012

Sintonia - Apará

Para haver incorporação fiel é imprescindível que se estabeleça a sintonia da mente do médium com a mente do espírito. O mecanismo das comunicações espirituais é regido de acordo com o tipo de mediunidade e o estado psíquico dos agentes - ativo e passivo - valores espirituais, etc.

Estabelecida a sintonia entre entidade e médium, o pensamento do primeiro se exterioriza através do campo físico do segundo, em forma de mensagens e manipulação. Na incorporação, o Apará cede o corpo à entidade, mas, de acordo com os seus próprios recursos, pode comandar a comunicação, fiscalizando os pensamentos, disciplinando os gestos e controlando o vocabulário do Espírito.

O pensamento do Espírito, antes de chegar ao cérebro físico do médium, passa pela consciência espiritual, com isso pode, pela sua consciência Iniciática, fazer ou não fazer o que a entidade pretende.

Sintonia é entendimento, harmonia, compreensão, ressonância ou equivalência. Portanto, na incorporação, é um fenômeno de harmonia psíquica, funcionando naturalmente, a base de vibrações. Duas entidades, o encarnado e o espírito, estarão com as mentes perfeitamente entrosadas, formando uma ponte magnética a vinculá-las, imantando-as profundamente. Estarão vibrando na mesma faixa, intimamente associadas.

Observem o grande amor e desprendimento de nossos Mentores ao se disporem a realizar a caridade! São espíritos de Luz, vibram em um padrão muito, mas muito mais elevado que o nosso. E se revestem de uma roupagem simples, como a de um Preto Velho, para “densificar” sua Luz, para terem condições de serem compreendidos e para vibrarem na mesma faixa de um encarnado.

Nas incorporações de sofredores é triste quando um Apará se deixa sugestionar, permitindo que extravasem seus desequilíbrios, entrando em um padrão mais baixo. Isso normalmente acontece quando o médium desconsidera sua grande responsabilidade na incorporação.

Controlar as manifestações mediúnicas, evitando, sempre que possível, respirações ofegantes, gemidos, gritos e contorções, batimento de mãos e pés ou gestos desafiadores. É normal “sentir vontade” de fazer tudo isso, pois é a expressão do sofrimento do irmãozinho, mas cabe ao Apará se opor a estas sugestões, moderando com sua consciência.

Na Mesa, ou nos Tronos, como um irmãozinho poderia aproveitar melhor a Doutrina e a energia empregada pelo Doutrinador? Através de um Médium com quem se identifica e dá vazão aos desequilíbrios, ou através de um médium que naturalmente irradia vibrações de paz e harmonia, auxiliando o Doutrinador a envolvê-lo com Luz e energia?

Praticamos a Cura desobsessiva, não é? A desobsessão é obra de reequilíbrio, refazimento, nunca de agitação e teatralidade.
Claro que existem situações difíceis de controlar, o Apará não é uma máquina, é um humano carregado de todas as emoções, e estas emoções as vezes encontram identificação com as do sofredor. Mas cabe o alerta! Tem que estar bem, pronto para o trabalho! Pois se colocou o uniforme está para servir, para praticar a caridade, e ninguém pode dar o que não tem.

A Mesa Evangélica é para a passagem de espíritos recém-desencarnados que necessitam de uma energia magnética animal para seguir viagem. São trazidos pelos seus Mentores, recebem um esclarecimento, a energia e seguem!

Mesas Especiais, para Centuriões, o Trino Araken realizava pelas condições que lhe foram confiadas.

Fazer uma “puxada”, em um dia de Retiro, sob total responsabilidade do Presidente e do Comandante, pode até acontecer.

Mas no “dia a dia”, a Mesa não pode ser uma fonte de desequilíbrio e desarmonia.

Ficamos com esta pequena introdução, ainda teremos que aprofundar sobre a Mesa e chegar aos Tronos, e abordar a sintonia do Doutrinador.

Kazagrande

Texto baseado no texto enviado pelo Mestre Jorge Gouvêa.
“A mente permanece na base de todos os fenômenos mediúnicos”.
“Em mediunidade não podemos descuidar do problema da sintonia”.

terça-feira, 5 de junho de 2012

O Lider Espiritual


Ser um líder espiritual não é fácil. Assumir a missão como Sacerdote, Pastor, Bispo, Guia Espiritual, Dirigente Espírita, ou Adjunto de Povo em nossa Doutrina, significa que toda a sua vida será observada, suas menores ações e reações, serão tomadas como exemplo e muitas vezes julgadas com olhos apenas humanos.

Porém, o líder espiritual encarnado, é humano! Tem emoções, sofre, chora, ri e se entristece! Não é fácil sufocar todos os sentimentos que invadem a alma, a personalidade, quando se precisa “dar o exemplo”... Tia Neiva nos mostrou isso claramente em várias das suas tentativas de diário e em algumas cartas.

Hoje vou relatar uma passagem de Pai João de Enoque com um destes líderes espirituais encarnados. Um homem justo, que conduz um povo ao Amor de Deus e a Deus, porém, que como todo ser encarnado, tem seus momentos de fraqueza, de questionamento, de profunda dor!

Vamos chamá-lo de Teófilo. Teófilo tinha um filho a quem acreditava ser um grande missionário, seu substituto a conduzir seu povo. Seu amor de pai o levava a uma ligação de interdependência, como se sua vida também dependesse da vida do filho.

Mas nos enredos kármicos, que não temos acesso pela bênção do esquecimento, o destino dos dois deveria ser separado.
Seu filho veio a desencarnar em dolorosas condições, as quais não me atrevo a relatar, pois a penosa situação traria vibrações distantes de nosso objetivo.

Ao receber a notícia, Teófilo entrou em desespero! Sua dor era a maior do mundo e deve ser respeitada como tal. Não lembrava mais de sua própria missão, estava à beira da blasfêmia e da negação do Amor de Deus, que com tanto fervor sempre pregara.

Afastado da missão, em total depressão, com tristes idéias sugestionadas pelos que se aproveitam nesta hora para manifestarem as mais nefastas formas de cobrança, teve uma proteção especial, de seus bônus acumulados ao longo da jornada.

Lembrou de um humilde Templo do Amanhecer, em que certa vez visitara por questões de esclarecimento de ação.
Lembrou de Pai João de Enoque! O nome vinha claro em sua mente. Lembrava que sentado naquele humilde banquinho recebera uma prova incontestável da presença
de uma Entidade de Luz.
Decidiu dar a si mesmo uma última chance de recuperar a fé. Se ali estava um emissário de Deus, que Ele o salvasse!
Acompanhado de um grupo de preocupados seguidores, procurou como realizar este contato. De joelhos, literalmente, pedia a oportunidade deste resgate.
Não cabe relatar o quanto foi difícil acomodar a situação desta realização excepcional.

O Templo, mergulhado em profundo silêncio, trazia a recordação do Trino Araken, o executivo encarnado de nossa Doutrina e que detinha o “Dom do Silêncio”, ao iniciar suas palestras.
O Hino de Pai João rompeu o silêncio trazendo a harmonia necessária.

Teófilo visivelmente abatido desabou ao lado de Pai João, chorou alguns instantes e perguntou:
O senhor lembra-se de mim? Sabe quem eu sou? Salve Deus! Meu filho, eu sei de sua dor, e te esperava aqui. Nosso primeiro encontro foi para que tivesse aonde voltar na hora precisa. Escute-me primeiro filho, pois tenho algo para lhe dizer, antes de qualquer coisa: Jesus um dia caminhou entre nós e sentiu nossas dores físicas e emocionais. Conheceu profundamente o que vivemos
encarnados, nossas dores e fraquezas. Seu olhar transmitia a beleza, sua voz era sempre ouvida em oração, e sua oração soava como a mais doce melodia. Só falava de amor, e cada gesto transmitia a paz que emanava de seu coração e inundava seus ouvintes. Jesus trouxe de volta a Luz que nos direciona ao nosso Verdadeiro Lar! E esta Luz resplandeceu no coração de quem o compreendeu
ou venha a compreender.

Para voltar para casa temos que estar com o coração iluminado e somente uma oportunidade não nos basta. O perdão de Deus é infinito e para muitas vidas. Ao terminar de cumprir nossa jornada, partimos para uma das muitas moradas, que o céu abriga.

Existe uma vida além da vida. E morrer, não é jamais o fim, é renascer na verdadeira vida, para os que cumpriram sua missão.

Os atentos ouvintes daquelas palavras somente podiam emanar o amor! E Pai João, após uma pausa, esperando Teófilo recuperar-se do pranto, continuou:
- Meu filho, meu irmão! Você ainda tem uma grande missão a cumprir! Seu filho terminou a dele, mas a você cabe conduzir a todos estes que lhe foram confiados. Volte ao seu Templo! Seu filho já esteve lá e foi onde mais chorou por não lhe encontrar. Por não ouvir suas palavras de fé e esperança que aprendeu a admirar desde pequeno.
Haverá um dia em que irão se reencontrar, e se abraçar com certeza da missão cumprida.
Nada mais lhe posso dizer, além de pedir que fique em Paz! Vá em Paz, pois sua fraqueza lhe é perdoada! Levante-se, não olhe para traz, encaminha teu povo e cumpre tua jornada.

Teófilo tentava traduzir seu agradecimento, mas neste mesmo momento Pai João ergueu a mão e disse: Não! Não agradeça, pois foram seus bônus, seus anos de trabalho que permitiram este reencontro.
Vá em paz!

Que cada um receba o esclarecimento desta mensagem de acordo com sua sintonia e merecimento.
Kazagrande
(Baseado em fatos reais)

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Acordo


O acordo!
Dois anos depois, em princípios de 1960, recebi de Pai Seta Branca a minha primeira missão. Eram seis horas da tarde e eu, mais do que nunca, sentia uma grande saudade. Dessa vez, porém, era algo diferente, mais fino, alguma coisa que eu não conhecia. Fui me sentar no alto do morro, e Pai Seta Branca chegou, começando a me mostrar meu roteiro e por tudo que eu teria que passar na missão, traçando, então, o meu sacerdócio, ao lado de Humarran. Senti forte dor de cabeça e pesada sensação de mal-estar. Quando dei conta de mim, estava diante de um velho oriental, de barba longa e trajando uma vestimenta com capuz e mangas largas, que me disse:
- Salve Deus! De hoje em diante você terá a força de uma raiz!...
A partir de então, tudo ficou difícil. Às 4 horas da tarde eu me sentia como se estivesse com uns 38 graus de febre, com a cabeça rodando, a ponto de não me aguentar de pé. Mas, deitada, as tonteiras se acentuavam e, numa espécie de sonho, sentia que me desprendia do corpo, com perfeita consciência. A cada dia, eu melhorava o meu padrão vibratório, consciente do meu trabalho. Recebi de Pai Seta Branca novas instruções: para entrar no plano iniciático eu teria que fazer as pazes com todos aqueles que se diziam meus inimigos...
Então, já no terceiro ano de conhecimentos ao lado de Humarran, segui até as cavernas, com a missão de pedir paz e amor aos reis dos submundos. Humildemente, me transportava até cada um deles, e lhes pedia que firmássemos um acordo de paz, pois nossa lei não admitia demandas. Fui à presença de sete reis, que me trataram com maior ou menor ferocidade, mas aos quais tratei com amor e muita timidez, recebendo a concordância para o acordo proposto. No caso de Sete Montanhas, recebi até uma grande proposta para ficar em sua corte: ele me compraria de Pai Seta Branca, e eu lhe prometi que cuidaria do assunto. Fiz as minhas negociações e prossegui demonstrando tranquilidade, apesar do meu tremendo pavor...
Era um período em que eu andava sobressaltada. Naquela tarde, o sol não aparecia, tornando tristes os meus pensamentos. Havia muito o que fazer, mas resolvi, por me sentir um pouco sem forças, ir me recostar no meu velho pequizeiro. Adormeci e iniciei um transporte. Entrei em um suntuoso castelo, onde tudo era luxuoso, e logo fui presa por dois homens grandes, com pequenos chifres, que me seguraram pelos braços e me conduziram à presença de seu poderoso rei: Exu Sete Flechas.
Ele me encarou, zombeteiro, e vociferou:
- Ela é inofensiva! Tragam-na até aqui! Já tenho conhecimento de seus contatos.
Eu me aproximei e ele me falou:
- Sua pretensão é muito grande em querer fazer um acordo comigo, pois não tem sequer um povo para defender!
- Vou levantar um poder iniciático – respondi, temerosa – e só quero fazer isso após firmarmos um acordo, para que seu povo não penetre em minha área.
- Já sei muito sobre suas intenções! – disse ele – Eu me comprometo a não penetrar em sua área, mas, antes, vou fazer um teste com você, para lhe fazer sentir a minha força.

- Salve Deus! – eu só murmurei.
- Quero ver o tipo de proteção que você tem. – voltou ele – Quero ver se ela vai livrá-la de mim! Amanhã, às três horas da tarde, vou arrancar todo o telhado de sua casa. Quero testar a sua força...
Voltei ao meu corpo, sentindo o sabor desagradável daquela viagem.
Entretanto, a ameaça não se concretizou.
Tornei a voltar onde ele estava, porém em outro local, em outro salão. Ele fez o acordo, e jurou que, em verdade, jamais tocaria em meus filhos – os Doutrinadores. Mas afirmou que só se realizaria quando dividisse sua força comigo, e reforçou sua ameaça anterior.
Três anos se passaram, e nada aconteceu. Até que um dia – eu já estava em Taguatinga – tive a sensação de perigo e me decidi a ir falar com ele. Pela terceira vez, ali estava eu, diante dele, que me recebeu com risos e deboches, e me afirmou que, às três horas daquela tarde, arrancaria o telhado de minha casa.
Desafiadora, pensei:
- Ora, não tenho o que temer! Se ele, até hoje, não arrancou o telhado de minha casa, não arrancará mais.
Voltei, confiante, ao meu corpo.
Por volta de duas horas da tarde, uma velha me procurou, pessoa dessas que vivem fazendo suas cobrancinhas, e começou sua obra:
- Oh, irmã Neiva, como vai? Eu precisava tanto falar com você! Mas, dizem, e estou vendo que é verdade, que você não fala com os pobres...
Eu fiquei possessa com a velha, por sua ousadia em me falar daquela forma, e, assim, baixei minha vibração! Foi o suficiente: ouvimos o estrondo do telhado e foi tudo pelo ar!
Pensei:
- Neiva, fracassastes depois de tantas instruções!...
Voltei há três anos, e entendi que aquilo era mais uma experiência. Salve Deus! Ficara decepcionada com o Exu Sete Flechas e estava sempre preparada para seu ataque, mas falhara. Passei, então, a fazer uma preparação, quase um ritual, para entrar em uma caverna. Tia Neiva em “Minha Vida, Meus Amores”
Ainda dentro deste tema podemos encontrar outras passagens:
A Lei Negra é uma espécie de máfia, um grupo imenso de malfeitores, do mundo invisível, e, como sua similar no plano físico da Terra, ela escraviza seus membros, que ficam quase sem possibilidades de libertação.
Suas falanges são alimentadas e crescem, à custa dos espíritos nômades e sem protetores. E tudo isso acontece por opção do próprio espírito, guiado por seu livre arbítrio.
Sempre que um espírito termina seu estágio na Pedra Branca, onde ele tem a oportunidade de conhecer a verdade sobre si mesmo, seus Mentores lhe dão toda a assistência e lhe mostram o verdadeiro caminho. Mas a decisão é dele, e sua chance permanece até o último instante. Se ele tomar a decisão errada, acaba por se tornar vítima da Lei Negra.
Existem uns espíritos no submundo invisível que se chamam Exus Caçadores. Eles ficam à espreita e aguardam as decisões dos espíritos recém desencarnados. Assim que os Mentores desistem, eles entram em ação. Aproximam-se do espírito, seduzem-no, e o levam para suas cavernas. Lá, esses espíritos são submetidos a todas as sevícias e começam pesado treinamento naqueles costumes, até se tornarem exus. Tia Neiva em “Manoel Truncado”
Como você sabe, Neiva, os exus são um pouco produto da ganância dos seres humanos. As invocações e chamadas só fazem aumentar suas forças. O médium que os invoca lhes dá oportunidade de se afirmarem nas suas metas, e isso nada tem a ver com a Umbanda! Mestre Amanto, sem data
Não há qualquer espírito que passe por nossos trabalhos do qual não se faça a entrega obrigatória! Nosso trabalho é exclusivamente de Doutrina! Não aceitamos, em hipótese alguma, palestras, nos Tronos deste Templo do Amanhecer, de Doutrinadores com entidades que não sejam os nossos Mentores, espíritos doutrinários!
Mesmo fora do Templo, consta-me que os Doutrinadores que palestraram com exus, etc., atrasaram suas vidas, pois eles não se afastaram de seus caminhos. A obrigação do Doutrinador é fazer a doutrina, conversando amigavelmente com o espírito, procurando esclarecê-lo, continuar seu amigo, porém fazer sua entrega obrigatoriamente, com o que ressalva sua responsabilidade perante os Mentores.
Outros Doutrinadores estão com suas vidas atrasadas simplesmente por sua irreverência com os Mentores, acendendo para estes duas velas, saindo fora de seu padrão doutrinário. Entre eu e os exus há um laço de compreensão e respeito mútuo. Porém, um Doutrinador, por não ser clarividente, não está em condições de dialogar com eles, exceto no âmbito da Doutrina. Tia Neiva,em 07 de maio de 1974
Ora, um exu é um espírito como outro qualquer, geralmente um homem de bem, um pai de família que desencarnou normalmente. O que os torna diferentes no mundo dos espíritos é que são cultos, cientistas, doutores, enfim, pessoas de posição.
Desencarnam irrealizados, cheios de pretensões, agnósticos, descrentes das leis do Cristo. Como não crêem em coisa alguma, não aceitam as coisas simples. Tão pronto desencarnam, são atraídos para a companhia de entidades experientes na manipulação de forças.
Não existem forças do mal ou forças do bem. Existem, simplesmente, forças, que são empregadas no bem ou no mal. Depende de quem as controla, e como as controla.
Depende do plano de trabalho, da camada onde eles operam. Geralmente, esses espíritos não conseguem atingir mais que um plano inferior, próximo da superfície terrestre, onde as forças são densas, animalizadas. Não aceitando o Cristo, a Lei do Amor e do Perdão, não sintonizam com as forças do astral. A não ser aqueles que lidam com a Magia Negra, que manipulam forças extraordinárias – às vezes com a bênção de Deus – a maioria deles trabalha mesmo é com o magnético animal – ectoplasma humano, mediunidade. Tia Neiva em “Sob os Olhos da Clarividente”.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O Pastor e Pai João de Enoque


Imaginem um encontro entre Pai João de Enoque e um Pastor Evangélico dentro de um Templo do Amanhecer!
Um Pastor disposto a “desmascarar” Pai João, ou o médium... E ainda o Doutrinador ser justamente o Presidente do Templo...
Isso aconteceu! Confiram esta história baseada em fatos reais, e absorvam mais esta grande lição de Pai João de Enoque.

O Pastor Otávio naquele dia estava inspirado. Falando com eloquência para um grupo de fiéis:
- Sim! Hoje veremos o triunfo de Jesus sobre todas as forças do mal. Vamos àquela casa de macumbeiros e os colocaremos frente às provas de Deus. Ousam falar no nome de Jesus, mas com certeza não conhecem a Sua Palavra! Hoje conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará! Todos aqueles pobres enganados voltarão para Deus e nós o acolheremos com o perdão divino.
Otávio era um homem culto, estudioso da Bíblia e sua igreja uma das mais respeitadas da cidade. Não era uma seita evangélica, era uma igreja que exigia de seus pastores toda uma formação e um sério comprometimento com sua missão.

Sim! Ele era um missionário! De fé fervorosa, respeitado e entusiasta da evangelização. Sabia como tratar seus seguidores com respeito, e cativá-los na crença de um Deus de amor e soberano, que jamais poderia ser confundido com as trevas.

O desafio estava lançado, há tempos prometia uma visita ao Vale do Amanhecer para poder falar do que testemunharia pessoalmente. Já ouvira várias histórias, sobre curas até de membros de sua igreja. Mas sua preocupação não era em perder fieis e sim, em saber que pessoas estivessem deixando a Palavra de Deus para seguir um demónio qualquer, para serem extorquidas do pouco que possuíam.

Reuniu naquele fim de tarde um grupo para que testemunhassem o momento em que faria cair a máscara dos tais “pretos velhos”... Seriam eles anjos ou demónios?
Os fieis que o acompanhariam, aguardavam ansiosos na porta da igreja, mas ele sentiu que deveria orar:
- Senhor! Não permita que eu cometa nenhuma injustiça, que magoe qualquer inocente. Quero agir em Teu Santo Nome para resgatar os filhos perdidos e iludidos pelas artimanhas de Satanás. Que eu possa ser justo como é justo Teu Amor. Dai-me forças para não sucumbir nesta jornada!
E acrescentou ao final:
- Tua Santa Palavra será o meu guia. Nenhum demónio será capaz de proferir e conhecer a Tua Santa Vontade expressa em Tua Palavra!

Respirou fundo, abraçou sua Bíblia e foi ao encontro dos que lhe aguardavam.
Enquanto isso no Templo do Amanhecer, aproveitando a visita de um grupo proveniente do Templo Mãe, Marcos, o Presidente do Templo estava trabalhando nos Tronos com Pai João de Enoque. Já haviam terminado de atender os pacientes e ele já pensava na refeição que estava sendo preparada pela sua Ninfa, para confraternizar com todos.

- Salve Deus Pai João, já podemos encerrar os trabalhos?
- Não meu filho, ainda aguardamos mais um Doutrinador que vem nos visitar!
Naquele momento cruzava as portas do Templo o Pastor Otávio e seus seguidores...
Marcos ao ver o Pastor, gelou! Temia por um confronto ou um escândalo dentro do Templo, pensou em encerrar o trabalho imediatamente. Mas Pai João lhe deu toda fé que
precisava naquele instante:
- Chegou nosso esperado visitante! – Afirmou Pai João de Enoque.
Um dos oito seguidores do Pastor entrou avisando a recepcionista que não iriam pagar nada, que o Pastor estava ali é justamente para libertá-los da tristeza e exploração.

- Aqui ninguém cobra nada meu irmão, de ninguém!
Respondeu com doçura a surpreendida recepcionista.
O fiel, afectado pelo impacto da docilidade, frente a sua disposição para qualquer enfrentamento, sentiu abrandar seu coração. Aquele lugar também era lindo... Parecia
haver um suave perfume no ar, combinado com uma melodiosa música de fundo. Seria real?
O Pastor Otávio, educadamente perguntou quem era o responsável por aquele lugar, e lhe foi indicado o Presidente , nos Tronos com Pai João.
Já preparado, Marcos fez sinal para que se aproximasse.
- Eu sou o Pastor Otávio, e venho em nome do Senhor meu Deus para verificar se aqui vocês atendem em nome Dele ou das trevas.

Estranhamente o ambiente não parecia tenso. Lado a lado, fiéis da Igreja do Pastor Otávio e Jaguares do Amanhecer olhavam com curiosidade e total segurança o desenrolar da história.

- Salve Deus, seja bem vindo Pastor Otávio! Aqui, incorporado neste médium, está Pai João de Enoque, o executivo de nossa humilde Doutrina Cristã. Caso deseje, pode conversar com ele.
Empertigado perante seu povo, mas um tanto constrangido com tanta receptividade, se identificou para o Preto Velho:
- Senhor Pai João. Sou um Pastor e gostaria que o senhor me respondesse três perguntas usando somente a Bíblia, a Palavra de Deus. Só assim eu saberei se um Preto Velho é
um anjo ou um demónio.

- Pastor, não sou anjo, nem demónio, sou apenas um Pai João de Enoque.
- Pode fazer suas perguntas Pastor, acrescentou Marcos, com total fé e segurança.

- Eu pergunto: Isso é impossível?
Pai João respondeu:
- Tudo é possível. Evangelho de Lucas, capítulo 8 versículo 27.
- Eu pergunto: Eu já estou cansado?
Pai João respondeu:
- Eu te darei repouso. Evangelho de Mateus, capítulo 11 versículos 28-30.

Já aturdido pela precisão das duas primeiras respostas, o Pastor Otávio recordou dos seus ensinamentos onde lhe ensinaram que um espírito das trevas jamais poderia resistir às palavras de Jesus e não era permitido que as repetissem por três vezes.

- Eu pergunto: Ninguém me ama de verdade?
Pai João respondeu:
- Eu te amo. Evangelho de João, capítulo 3 versículo 16.
- Glória a Deus! Pai João de Enoque agora sei que o senhor é um anjo.
Pai João ainda respondeu:
- E você meu filho, é um Doutrinador retardatário, que o Pai vos espera há milénios! Dentro de vossa Igreja cumpre fielmente a missão que vos é confiada.
Os fiéis da Igreja, que assistiam a tudo em pé, em frente aos Tronos, não resistindo à emanação de verdade presente no momento, começaram a aplaudir. Em seguida os Jaguares presentes os acompanharam. O Pastor e o Presidente do Templo se cumprimentaram e se abraçaram diante de todos.

Este fato é recente e demonstra claramente como a Espiritualidade continua presente independente de qualquer situação. Somos os únicos responsáveis pela nossa sintonia com o Divino Mestre. Tudo é possível por nossa fé, sintonia e padrão vibratório!
Imagem tudo que envolveu esta manipulação!!! A projecção perfeita de Pai João naquele médium e tudo que envolveu espiritualmente a construção deste grandioso momento!

Sim! Este é um fato verídico. Relatado em forma de cronica e com os nomes (excepto de Pai João de Enoque) trocados para protecção da origem.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Reajuste



Reajuste
O reajuste é factor pelo qual o Homem se torna a ajustar, a harmonizar, a acertar as faltas cometidas em existências anteriores, tanto com seu próprio espírito como com outros, encarnados e desencarnados, buscando sua libertação e, consequentemente, sua promoção a planos superiores após o desencarne.
Em seu caminho para voltar às origens, o Homem reencarna dentro de um plano de trabalho elaborado em conjunto com seus Mentores, em que são previstas dificuldades, em graus variáveis, visando sua evolução. Cumprir ou não esse plano depende do livre arbítrio daquele espírito e o resultado positivo ou negativo de uma encarnação tem como ponto crítico o reajuste.
A aceitação das condições físicas e sociais em que nascemos: se somos bonitos ou feios, perfeitos ou com alguma deficiência, pobres ou ricos, alegres ou tristes, enfim, conviver com situações pessoais é o ponto mais difícil do reajuste. Pai, mãe, irmãos, uma família em que escolhemos nascer pela real necessidade de ajustarmos débitos contraídos no passado acrescentam mais uma dose em nosso cálice, que vai se alterando com o correr dos anos, em nossa jornada.
Casamento, filhos, problemas familiares e sociais nos envolvem em reajustes - débitos e créditos de outras vidas, e de nossas acções e reacções vai depender nosso mérito e o sucesso de nossa encarnação.
Na realidade, temos nos reajustes o principal objectivo de nossas encarnações, pois só reajustando com nossas vítimas do passado podemos chegar a perfeição e, no Sermão da Montanha, segundo Mateus (V, 17 e 18), já o Divino e Amado Mestre Jesus anunciava: “Não julgueis que vim abolir a Lei ou os profetas! Não vim destruí-los, mas dar-lhes cumprimento. Porque em verdade vos digo: enquanto não passarem o Céu e a Terra, não passará da Lei um só i ou til sem que tudo esteja perfeito!”
Nossos cobradores não entendem a mensagem crística, e vivem a Lei Mosaica, do “olho por olho, dente por dente”, e estão com toda liberdade de acção. Pela nossa vontade, foram colocados ao nosso lado para que possam cobrar, centil por centil, aquilo de que se acham credores.
Cabe a cada um de nós, através do desenvolvimento da mediunidade e o uso dela, com amor, tolerância e humildade, no trabalho da Lei do Auxílio, proporcionar condições de atingir nossos cobradores, arrefecendo seu ódio, seus desejos de vingança, tanto no plano físico como no plano espiritual.
Muitas coisas desagradáveis nos acontecem, porque os cobradores estão no uso de seu livre arbítrio, mas são contidas, em sua intensidade, se tivermos merecimento, pela Espiritualidade Maior, que aplica diversos fenómenos magnéticos que levam o cobrador a uma falsa sensação de ter conseguido seu intento. E o reajuste se faz, pelo nosso trabalho e pelo nosso amor.
A Doutrina do Amanhecer nos ajuda substancialmente em nossas metas fórmicas, pois nos fornece condições para os reajustes nos planos espirituais, através do trabalho na Lei do Auxílio, da Prisão e de todos os fenómenos decorrentes de uma correta conduta doutrinária, bem como nos dá harmonia e conhecimentos para lidar com nossos cobradores encarnados, propiciando reajustes que, fora de uma doutrina, seriam impossíveis de obter.
Mesmo desenvolvidos na Doutrina, independentemente de nossas consagrações, temos que cumprir nosso carma e lutar por nossos reajustes. Enquanto houver uma conta, por menor que seja, para ser acertada, não poderemos partir para nossas origens e teremos que voltar, reencarnar, para cumprir este reajuste.
“Tendo completado seu tempo na Terra, uma nobre família voltou aos planos espirituais. Houve muitas festas em comemoração por tão rica passagem. Quando nos referimos a uma “família espiritual” trata-se de muita gente.
Havia, porém, dois jovens que pertenciam a essa família mas que não participavam dessa alegria: Rúbio e Rúbia, cuja tristeza irradiava, em torno deles, com uma intensidade anormal. Enquanto todos os outros membros da família eram designados e seguiam para suas missões específicas, os dois nada recebiam; chegou a vez deles e o chefe da família tomou as providências que o caso requeria.
Os dois jovens foram levados ao Grande Aledá Alufã, onde foi feito o diagnóstico: numa passagem na Terra, eram mudos e surdos devido a um grande erro cometido na Guerra dos Cem Anos. Eles haviam se aproveitado dos seus poderes e fizeram actos de espionagem que causaram muito mal.
Foi muito triste o que aconteceu, pois o casal não podia acompanhar a grande família e seguir o curso normal da vida. Foram, então, levados para o sono cultural (...)
Foi uma encarnação triste, porque não tinham, na Terra, nenhum parente espiritual, o que resultava na ausência de ideais e alegrias. Nem mesmo o sono cultural curou sua tristeza.
Ainda assim, tiveram um lar feliz e pagaram com amor a sua triste dívida!” (Tia Neiva, s/d)
“Quando assumimos o compromisso de embarcarmos nesta viagem, viemos equipados para o Bem e assumimos o compromisso para o reajuste de um débito, o qual não somos obrigados a assumir. Porém, tão logo chegamos, pagamos ceitil por ceitil o que prometemos!” (Tia Neiva, 4-9-77)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Falange Missionária Cayçara


  
                                              FALANGE DAS CAYÇARAS
A Princesa Cayçara quando encarnada neste Plano Físico era uma Cabocla que vivia na mata selvagem, e comandava um grande povo, razão essa de ser o seu nome de origem indígena “CAYÇARA”. Naquela época havia tribos de índios guerreiros que, por sua natureza, eram rivais da Cayçara e de seu Povo, eles os perseguiam na tentativa de exterminá-los. Um dia a Cayçara teve uma visão, e por intuição começou a esconder seu Povo nas matas, prevendo a chegada daqueles selvagens guerreiros. Não tardou muito quando surgiram os rivais de sua tribo, sedentos de ódio, de maldade, de destruição, que a pegaram, pois a Cabocla Cayçara já sabia o seu destino, e por esse motivo ficou à mercê daqueles sanguinários para salvar o seu povo. Eles a maltrataram, fazendo-lhe muitas crueldades, terminando por sacrificá-la em uma roda de fogo.

Assim desencarnou a Cabocla Cayçara, sem que os seus comandados (seu povo), sofresse o mesmo destino, ela desencarnou para salvá-los.

O povo da Cabocla Cayçara, sem a sua liderança, se perdeu, e hoje no Plano Espiritual, ela na roupagem de Princesa Cayçara, está a reuni-los nesta missão, neste sacerdócio. A Falange das Cayçaras tem missão específica no trabalho de Estrela, razão pela qual trazemos em nossa Indumentária a miniatura da Estrela Candente.

CANTO DAS CAYÇARAS:



Ó, JESUS, DIVINO E AMADO MESTRE!

QUEM TE FALA SOU EU, MISSIONÁRIA CAYÇARA,

QUE RECEBEU, DE DEUS PAI TODO PODEROSO, A HERANÇA TRANSCENDENTAL,

JUNTO A POVOS QUE SE DESTINAM NA ESPERANÇA DE UMA NOVA ERA.

SOU UMA GUIA MISSIONÁRIA, VINDA DO MUNDO VERDE, EM MISSÃO ESPECIAL.

SOU ESPARTANA, SOU JAGUAR!

Ó, JESUS, SOMOS VIDAS COM DESTINOS IGUAIS!

TRAGO A FORÇA DE SIMIROMBA, MEU PAI!

Ó, JESUS, ESTOU A SERVIÇO DO REINO CENTRAL!

NESTE ESCUDO, JESUS, TRAGO O SIMBOLISMO DA VIDA E DO AMOR,

NA ESTRELA QUE CONDUZO, QUE REPRESENTA O DEUS DO SOL E O DEUS DA LUA,

QUE JUNTOS FORMAM AS LEIS QUE NOS REGEM NESTE AMANHECER.

Ó, JESUS, EMITA A FORÇA PARA QUE EU POSSA ACOMPANHAR

OS PODERES DO CAVALEIRO DA LANÇA VERMELHA!

E EM TEU SANTO NOME E DE DEUS PAI TODO PODEROSO,

PARTIREI SEMPRE COM -0- EM TI, JESUS QUERIDO. SALVE DEUS!


terça-feira, 29 de maio de 2012

Cruzamento de Correntes


CRUZAMENTO DE CORRENTES! SALVE DEUS
Nas nossas preces, nos nossos trabalhos, vamos pedir por nossa vida material. Se estiver com alguma carga negativa, trabalhe que se livrará desta corrente. A vida material não precisa nem de trabalho nem de terreiros. Quando estamos assistidos por esta Espiritualidade de Luz, nada nos falta!” (Tia Neiva, aula de 21.12.80)
Na Doutrina do Amanhecer não se exige muito de quem quer ingressar. Ao ser entrevistado para pegar sua Autorização para o Desenvolvimento, o médium é esclarecido sobre todos os pontos básicos de nossa Corrente e fica sabendo que três coisas somente deverá evitar, a qualquer custo: usar álcool, tóxicos e cruzar correntes.
Esta é uma atitude muito séria, e aquele que, a qualquer momento de sua jornada infringir a Lei, estará comprometendo a sua vida, porque, pelo seu plexo iniciático, ficará sujeito a graves desequilíbrios físicos e mentais.
O Jaguar tem consciência de suas responsabilidades e de suas obrigações, dos sérios compromissos que assumiu perante Pai Seta Branca. Também sabe que é um Homem livre, sob o jugo de seu próprio livre arbítrio, que pode sair da Doutrina no momento que desejar, sem qualquer estigma ou dívida.
Por isso, quando chegar à conclusão de que pode obter, em outro lugar ou em outra doutrina, a ajuda que não tem no Vale do Amanhecer, o melhor é se desligar de nossa Corrente e seguir sua jornada, livre daqueles compromissos.
Aquele que pretende ser um Jaguar mas freqüenta outras linhas, buscando ser ajudado ou curado, demonstra, apenas, sua fraqueza e sua falta de amor próprio.
Está desequilibrando seu Interoceptível (*) e se expondo à ação de irmãos do Vale das Sombras pela perturbação que é gerada no seu Sol Interior (*).
Conforme disse o Mestre Tumuchy, “a participação do médium em nossa Corrente não é uma simples formalidade. Ela funciona nos vários planos do médium e ele sintoniza com forças desde o plano físico até às várias gamas do plano espiritual.
Na verdade, o progresso de nossos médiuns é avaliado em termos de impregnação, de assimilação da Doutrina. Se praticar seu mediunismo por outros métodos, ele não consegue a sintonia necessária e vive desequilibrado.”
Em uma aula, de 21-12-1980, Tia Neiva nos alertou: “Agora, meus filhos, quero que você evitem freqüentar casas, igrejas e templos de outros princípios doutrinários, que não são seus. Terreiros!... Evitem, meus filhos, evitem porque, quando chegar a sua hora, ninguém vai lhe acudir. O terreiro é bom para quem o dirige. Para quem é filho dali, é muito bom! Não fiquem cruzando forças!...” Isso é fácil de entender: por ser altamente científica, a Corrente do Amanhecer não pode ser aplicada por aquele que se envolva em outras linhas, espiritualistas ou não.
Sua participação tem que ser exclusiva, e isso se aplica também, como o álcool, a todos os momentos da vida do mestre ou da ninfa. Isso porque, após fazer sua Iniciação, o médium abre seus canais para emitir e receber delicadas energias, ficando inteiramente desprotegido caso participe de outras correntes. Torna-se vítima fácil de espíritos que o quiserem destruir.
É errado pensar que as forças do médium aumentam se somar o que tem na Doutrina do Amanhecer com outras doutrinas. Elas não aumentam e, ao contrário, criam choques energéticos que provocam sérios problemas.
É claro que o médium do Amanhecer poderá comparecer a rituais de outras religiões, como, por exemplo, casamentos, batizados, missas de sétimo dia, bodas de prata, etc. Estar presente, como obrigação social, vibrando com amor para a finalidade daquele ritual, mas sem participar dele, isto é, sem acompanhar as preces e cantos, mantendo-se firme em sua mente.
Não poderá ser padrinho (ou madrinha), não poderá incorporar em outras linhas, enfim, não deverá fazer nada que o comprometa. Um equívoco que vem sendo ampliado por uma idéia falsa é com os maçons.
A Maçonaria envolve aspectos da mediunidade, faz consagrações, para a caminhada de seus seguidores, que incluem manipulação de diversas forças espirituais. Definindo de forma simplificada, a Maçonaria é secular sociedade secreta, de caráter iniciático, que reúne seus membros para fins altruístas sócio-econômicos e culturais.
Muitos ingressam pelo apoio material que a irmandade concede às famílias, esquecendo-se dos compromissos que no plano espiritual são contraídos. Para o maçom, caso queira entrar na Corrente do Amanhecer, é necessário tornar-se membro “adormecido” da Maçonaria, para então trabalhar na nossa Doutrina. O trabalho nos dois lugares caracteriza o cruzamento de corrente.
Meus filhos, eu quero que vocês evitem freqüentar casas que não são suas, isto é, igrejas e templos de outros princípios doutrinários. Terreiros!... Evitem, meus filhos, porque, quando chegar a hora, ninguém vai lhe acudir.
O terreiro é bom para quem o dirige, para quem é filho dali, é muito bom. Eu não estou desfazendo dos terreiros! Eu gosto dos terreiros e me dou bem com as pessoas que são de lá – os dirigentes, os médiuns, é tudo muito bacana.
Mas, não fiquem cruzando forças! Vocês vão a um terreiro em busca de acertar as suas vidas materiais. Será que conseguem? Se receberem algo, como será no momento do resgate? Nas nossas preces, nos nossos trabalhos, vamos pedir por nossa vida material. Se estiver com alguma carga negativa, trabalhe que se livrará desta corrente. A vida material não precisa nem de trabalho nem de terreiros.
Quando estamos assistidos por esta Espiritualidade de Luz, nada nos falta!” (Tia Neiva, aula de 21.12.80)