terça-feira, 10 de julho de 2012

Desdobramento


"Antes que se rompa o fio de prata e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se
desfaça a roda junto ao poço... e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu ".
Eclesiastes, 12: 6 e 7

Nosso corpo físico é animado por outros corpos que são ligados a ele por fios fluídicos, é o mais denso de todos e é obviamente o “veículo” de que nos utilizamos para interagir no mundo da matéria.
Quando nosso corpo carnal entra em “estado de relaxamento”, adormecemos e desdobramos.
Existe profunda diferença entre desdobramento e transporte, embora os dois termos sejam usados de forma a definir uma saída do espírito do corpo físico.
Quando um espírito sai do corpo físico, que permanece dormindo, com todos os seus reflexos vitais dirigidos por sua alma, ele solta-se e vai a outros lugares, a outros planos, agindo, ouvindo e muitas vezes falando. Trata-se de um caso de transporte, normalmente feito por todos os seres humanos.
O plano físico é uma cópia do plano astral, o que faz com que fiquemos “presos” a um patamar evolutivo que só nos permite conhecer no plano da matéria, digamos assim, o “lado” inferior e obscuro da “moeda”.
Em nosso modesto entendimento cremos que o ser ao se desdobrar, não sai planando por aí, como se fosse uma folha de papel levada ao sabor do vento, mas sim andando como o faz naturalmente no mundo da matéria.
Não atravessa portas, nem tão pouco paredes, pois seu corpo astral não pertencendo ao plano físico, não poderia de facto interagir nele, mas sim na dimensão astral.
Quando o médium apenas projeta uma parte de si mesmo, indo praticar alguma acção noutro lugar, podendo até mesmo se materializar - o fenómeno da ubiquidade, onde uma pessoa pode ser vista simultaneamente em dois lugares diferentes - temos o chamado desdobramento, que ocorre dentro da lei física, em planos da Terra, porém operando com a visão espiritual, que difere da visão física, porque, enquanto esta depende das condições dos olhos e da faixa vibratório da luz, a visão espiritual é consequência do todo fisiológico e do alcance de cada espírito, de acordo com sua capacidade vibratório, na captação do fluido cósmico universal.
Por causa da dificuldade de absorver totalmente a experiência da consciência livre, que pode ocorrer naturalmente, sem ser induzida pela própria vontade ou por alguém que a oriente, ela é confundida com os sonhos.
Na ciência da Parapsicologia, o termo Projeciologia designa o desdobramento espírita, e vem sendo profundamente estudado, e experiências são minuciosamente divulgadas, dando sentido científico àqueles fenómenos tão conhecidos pelos espíritas.
O perispírito é denominado, também, corpo espiritual ou psicossomo; o corpo mental designa o invólucro subtil da mente; e o corpo vital ou duplo etéreo é a capa energética que reveste o corpo físico. O corpo mental preside à formação do corpo espiritual que, por sua vez, determina a formação do corpo físico e a do corpo vital.
Até a ligação descrita é semelhante, para os cordões que interligam os corpos: o cordão de prata, cordão fluídico ou apêndice luminoso - que liga o corpo físico ao psicossomo - e o cordão de ouro - que liga o psicossomo ao corpo mental.
Este corpo mental pode sofrer deformações decorrentes da forma em que é idealizado, e, assim, pode ter uma forma humanóide ou ser como um volume de silicone, sem perder suas características individuais.
Desaparecem as limitações de tempo e espaço, e a liberdade de se movimentar é completa, com a consciência plenamente desperta.
Em momentos críticos da nossa existência no plano físico, tais como acidentes graves, ferimentos profundos, anestesias para cirurgias e outras situações que nos submetam a pesada carga emocional, podem ocorrer casos de desdobramentos, que auxiliam nosso espírito a equilibrar-se.
Para a maioria das pessoas que experimentam essa "viagem astral", ela é realmente uma notável sensação de bem-estar e uma excepcional fonte de novos conhecimentos sobre a vida e a vida após o desencarne; numa situação em que só existe a verdade e a realidade própria de cada um, sem falsidades ou fingimentos.
Livres do tempo/espaço, podemos ir onde nossa mente quiser, a qualquer ponto do universo, no passado, no presente e no futuro, permitindo-nos encontrar com seres encarnados e desencarnados, e só não teremos condições de pegar ou tocar objectos físicos porque nossas mãos passam através deles. Mas apreendemos esses conhecimentos, e a vida física se transforma pela observação dessa nova dimensão em que nosso espírito descortina, conscientemente, a verdadeira realidade.
É importante frisar que em desdobramento seguimos para locais com os quais nos identificamos psiquicamente, isto é, ambientes que estão de acordo com nossa índole e com nossa vibração.
Por isso há necessidade de buscarmos com urgência nossa retificação moral, que pode ser através da mudança de hábitos, dos estudos, da prática da caridade, do amor e do perdão.
Estamos ligados exatamente ao que somos e pensamos aqui e “lá”.



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