A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...
TUDO BEM!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.
A alma humana é o produto da evolução da força através do reino de sua natureza.Neiva Zelaya
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Cachorrão...
Vai dar uma festa com criançada?
Veja esta sugestão de um cachorro.
Agora pode alterar os ingredientes a seu gosto.
Bom apetite
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
As Linhas da Ciência do Amanhecer
Meu filho Jaguar.
Salve Deus!
Esclareça e ilumine a Divina Providência este nosso encontro, deixando por instante, os nossos pensamentos a vaguear na amplidão, circunstancial desta Doutrina.
Meu filho, estamos a remover séculos, em busca das Raízes que deixamos. Voltamos para evoluir o mundo que ferimos, quando nos afastamos de Deus, naquela noite triste de luar, quando a dura experiência nos arrancou do mais alto castelo de força, baseada no imenso poder químico, que transformava a água em pedra, e que nos fez esquecer que, átomo por átomo, saímos por Deus construídos.
Era um sacerdócio poderoso, onde o homem se concentrava, salientando-se a necessidade de moderação e equilíbrio, antes dos momentos menos felizes dos outros.
Analisamos, sem a mínima compaixão por nós mesmos, todos os acontecimentos que nos deram a orientação e a conduta dos seres que fomos, corajosos, inteligentes, porém, nos perdemos em meio de tantas riquezas. Inteligência!... Tivemos tempo para ir e voltar. Verificamos, então, que a Terra não passa de imenso universo, onde temos a razão do que vemos.
Agora, já é um pouco tarde para voltarmos, se somos missionários, e trouxemos uma lição.
Falando de uma forma espiritual, no tempo preciso somos, então, aquele espírito já colocado numa posição de destaque no liminar do III Milênio. E quanto à delimitação do tempo, a própria palavra já diz:
III Milênio. Abraçaremos o que nos deixaram os nossos antepassados nos altos do Céu. Eis a única forma de favorecermos a paz em nossos corações. Energias transferidas pela nossa falta de Deus, hoje, estamos aqui, com o nosso SOL INTERIOR Iniciático, na obrigação de agora transferir até aqui. E neste compromisso comigo, terás que conhecer o mais alto culto da Ciência-Mãe, ou seja, Magia Geradora. O teu Aledá, o culto secreto que é a Cabala de Ariano, conforme já provamos naquele mundo iniciático de Pai Zé Pedro e Pai João, que deram o nome de Ariano, que quer dizer "RAIZES DO CÉU".
Desconhecido com a volta em 1700 de Pai Zé Pedro e Pai João, perdeu o seu real significado, agora chamada LINHA MATER. Desde a chegada do CISMA DE IRISHIN, quando tudo foi ocultado; somente as raças africanas por seus sacerdotes guardaram sua origem e seus valores, até que se formou a grande barreira para individualizar o Apará na força de OLORUM, e o Doutrinador na força de TAPIR, força nativa predominante no Reino Central. Eis a exclusão desses ORIXÁS com os seus respectivos. Vou discriminar SETE posições ritualísticas, para serem usadas nos trabalhos de Contagem.
Temos que patentear os conceitos africanos, porque para seguir as Linhas honestamente, é preciso conhecer fundamentalmente, as Linhas da Ciência do Amanhecer.
Sabemos que isto é um assunto complexo. Linha de OLORUM, predominância nativa, recolhida a Chave Mestra ou Trino, desapareceu deixando uma porta velada, e a outra alterada. O Fetichismo, no entanto, que lhe foi dado, é o grande perigo de saber demais. Daí para cá, tudo cresceu demasiado e, descambou demasiado também, como nós. Ficou, assim, formada a Corrente do Astral Africano no Brasil.
Pai Zé Pedro e Pai João, com a missão precipitada de agir dentro deste Povo Africano, são os únicos que podem traduzir a Lei que coordena no Limiar do Cosmo, Adjunto Jurema.
O centro Vital, é o princípio de todas as coisas. Adjunto Jurema, Divino Amacê, portal que assume uma desintegração, reintegração, e integração. Reintegração é a força, que se desprende para passar por uma composição em células construtivas ou ação construtiva, no constante desagregar e agregar nos impulsos dos corpos no centro coronário. A intensidade da força que desagrega aumenta a nossa vitalidade, fazendo progredir seu grau de evolução.
Confiante na força de Oxosse, que nos rege e nos guarda, na sutileza de nossa alma, o despertar da Mãe em Cristo.
Tia Neiva
Vale do Amanhecer, 07/09/77
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Chico Xavier
"O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que
as pessoas escalassem o Everest ou fizessem
grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos
amássemos uns aos outros."
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Eu sei mas não devia
Eu sei, mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma. Marina Colasanti nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil.
O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.
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