segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O Padrinho - Tia Neiva


                                                      PADRINHO

Quando um espírito se compromete com outro como padrinho, ele tem a responsabilidade de levar o amor e a evolução àquele afilhado, principalmente pela harmonia e dedicação nos trabalhos da Doutrina do Amanhecer.
Tia Neiva dizia ser a mãe do Doutrinador, logo, como pai, com a polaridade positiva, está, neste planeta, o padrinho, cuja principal função é a de substituir a figura paterna, tornando-se um espelho para aquele que lhe coube como afilhado, dando exemplo dignificante por sua conduta doutrinária.
Não sofre qualquer interferência dos espíritos das Trevas aquele que está sob a guarda de seu padrinho, porque é formada uma proteção magnética que permite o total isolamento dos dois, juntando seus campos magnéticos e vibrando o amor luminoso, em harmonia como seus Ministros e Cavaleiros.
O padrinho completa o grande feixe de forças necessárias para a evolução e condução de um espírito a caminho de Deus.
O padrinho de um Arcano deve ser do mesmo Adjunto de origem. Caso não o seja, deixará de emitir com o Ministro anterior e passará a emitir no Ministro do afilhado.
• “As lutas, as constantes guerras dos exus, eguns, são terríveis. Existem espíritos que já subiram para o sono cultural, isto é, tiveram a graça de serem retirados das Trevas por um padrinho. Sim, quando estamos em dificuldade, chamamos por nosso padrinho e ele, somente ele, pela graça de Deus, pode colocar seu afilhado no grau de sua evolução. Devemos admitir, então, que entre o afilhado e ser padrinho tudo pode acontecer. Tudo, inclusive uma mudança estrutural benéfica.” (Tia Neiva, 14.8.84)

domingo, 2 de novembro de 2014

Prioridades


Prioridades

Uma das grandes dificuldades que encontramos para exercitar nossa tolerância é compreender as prioridades dos outros.

As pessoas ao nosso redor, por mais próximas que sejam, possuem suas próprias prioridades e não temos o direito de julgar fúteis ou tentar “enfiar” em suas cabeças as nossas prioridades, por mais que pareça claro aos nossos olhos que deveriam ter uma atitude diferente.

Não podemos avaliar seus pensamentos, devemos apenas aceitar o nível de compreensão que cada um possui. Claro que aceitar, compreender, é muito diferente de concordar!

Podemos discordar, considerar que tudo poderia ser diferente, mas temos, pela nossa consciência, a obrigação de compreender as diferenças nas prioridades de cada um. Aquilo considerado fútil para nós, pode ser verdadeiramente importante para o outro, e ponto! É importante para a pessoa, devemos respeitar.

Às vezes isso é muito difícil... Pois agiríamos de maneira completamente diferente, falaríamos, sentiríamos... Mas cada um é cada um e sequer podemos exigir que sejamos compreendidos. Compreender antes de ser compreendido! Esta é a máxima!

Evolução não é algo que podemos impor aos outros com nossas palavras e justificativas. Não vamos mudar os pensamentos e convicções por conta de nossos discursos e justificativas. A evolução é muito individual, e tão particular que sequer podemos avaliar quem é mais evoluído: se nós com nossas certezas e boas intenções, ou o outro com seus rompantes que também são certezas pessoais.

Nos magoamos inutilmente por pensar que os outros poderiam pensar ou agir de maneira diferente, principalmente quando estamos diretamente envolvidos. E, a grande verdade, é que não podemos exigir que compreendam nossas mágoas... Não podemos querer mudar os outros, pois quem deve mudar somos nós!

Recordemos sempre que o sofrimento é uma escolha e que qualquer mágoa inicial pode ser manipulada com a tolerância e a compreensão.

Nem sempre conversar adianta! Pois na maioria das conversas  um dos lados tenta prevalecer, e quando existe mágoa, esta mágoa não poderá ser sanada com a imposição das ideias ou justificativas dos fatos. Mágoa é sentimento, e sentimento não some por um bom discurso.

Respeitemos ao outro! Compreendamos as prioridades de cada um! Aprendamos a nos magoar menos e principalmente buscar a compreensão (mesmo sem a concordância) para não mantermos a mágoa e transforma-la em ressentimento.

Kazagrande

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Trinta Moedas


TRINTA MOEDAS
Salve Deus!
Então um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi falar com os chefes dos sacerdotes. Ele disse: - Quanto vocês me pagam para eu lhes entregar Jesus? E eles lhe pagaram trinta moedas de prata. E daí em diante Judas ficou procurando uma oportunidade para entregar Jesus. (Evangelho segundo Mateus)
Por trinta moedas de prata Judas entregou Jesus aos chefes dos sacerdotes. Visto sob o ponto de vista literal é realmente algo muito triste. Mas, espiritualmente, Judas pode ter sido o instrumento para o cumprimento e complementação da missão de Nosso senhor Jesus Cristo.
Tia Neiva no trilhar da sua missão para a implantação e edificação da Doutrina do Amanhecer também foi “vendida” várias vezes por seus seguidores. Para quantos, e quantas vezes, ela estendeu a mão, preparou, colocou o homem a caminho de Deus, e no entanto foi traída.
Quantas vezes, nós outros que nos intitulamos seus seguidores traímos, acima de tudo nosso compromisso, aquele que não nos obrigaram a fazer, mas, no entanto, sem razões que justifiquem, ou quebramos, e por muito menos que trinta moedas de pratas, o traímos.
Em nossa Doutrina o médium faz poucos juramentos, em alguns deles, faz a si mesmo, mas, mesmo assim, no meio de sua caminhada, abandona seu compromisso espiritual, volta-se contra aquele que deu tudo para que ele tornasse um Mestre, vira as costas, e parte para outros caminhos.
Trinta moedas... Hoje, por muito menos os valores espirituais estão sendo substituídos por posições hierárquicas que, na verdade, podem até valer diante dos homens, mas que no mundo espiritual não existem.
Nossas Consagrações têm valor espiritual, são heranças transcendentais! Quando um médium é classificado por direito de conquista, ele brilha como um farol na noite escura.
Tia Neiva abdicou de sua vida para a criação da Doutrina do Amanhecer, escolheu viver em um barraco de tábua até os últimos dias de sua existência.
Deixou todo um sistema técnico espiritual baseado em Leis e Rituais que movimentam forças, e estas formam a Cabala de Nosso Senhor Jesus Cristo. Um poder de forças que só consegue movimentá-lo aquele é fiel aos desígnios dessa Doutrina.
Em trinta de outubro de mil novecentos e oitenta e cinco, quando foram lhe entregar flores, data de seu aniversário Tia Neiva disse: “De que me valem essas flores? Meus filhos, eu quero vê-los em harmonia!”.
Hoje querem estabelecer e dizer que há dois reinos, e não pode haver de forma alguma. Certa vez também ela disse: "Eu não divido meus filhos”. E as trintas moedas continuam ainda presentes em nosso sacerdócio, principalmente quando há Consagrações que são feitas sem nenhuma preocupação com o Princípio Divino, com a hierarquia que a Clarividente deixou. Somente um iniciado pode conduzir outro a uma Iniciação, nos disse o Primeiro Mestre Sol Trino Tumuchy. Um Trino Presidente que enverga todos os poderes conferidos pela Clarividente e tem poderes para tal... Por que então, grandes mestres, tomam para si poderes que não lhe foram confiados? ... Trinta moedas...
E Jesus disse: Pai perdoai-os, porque não sabem o que fazem! Mas em nossa Doutrina existem homens que tem o pleno conhecimento do bem e do mal, se outorgam Mestres de um sacerdócio cujos poderes vão além de nossa compreensão... Nós sabemos o que fazemos! Como pedir perdão?
Trinta moedas... E depois, o que fazer delas? De que vale uma Consagração que não pode ser ouvida nos Planos Espirituais?
Trinta moedas hoje representam o não cumprimento de um juramento realizado na Pira com o gume de uma espada apontado para o próprio peito.
Lembrando Tia Neiva:
Eu me ajoelhei todos os anos, e pedi a Jesus que arrancasse os meus olhos no dia em que eu deixasse de amar... Que Jesus arrancasse os meus olhos no dia em que eu dissesse alguma coisa que não fosse verdadeira, por vaidade ou por qualquer pretensão.
Dececionar os outros é o mesmo que assassinar, matar as ilusões, os sentimentos dos que acreditam em nós!
Quando chego no Templo ou nas horas de trabalho, esqueço de Neiva e passo a viver somente Tia Neiva.
Só conhecemos que estamos evoluídos quando não estamos nos preocupando com os erros dos nossos vizinhos!
A mente enferma produz o constante desequilíbrio.
Vamos equilibrar os três reinos de nossa natureza e pagar com amor o que destruímos por não saber amar.
É preciso pensar! Refletir... Trinta moedas valem a pena? –

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Francisco de Assis e Clara de Assis

        São Francisco de Assis (Pai Seta Branca) e Santa Clara (Mãe Yara)

O Primeiro Amor de Santa Clara
A menina Clara, mesmo vivendo em um ambiente de riqueza e ostentação, aos poucos foi cultivando a vida piedosa e simples, uma característica que mais tarde ficaria evidente como mulher consagrada a Deus.
Quando estava próxima de completar 18 anos, os pais já começaram a pensar no seu casamento. Clara não concordava com a ideia de se casar tão jovem e estava sempre adiando a decisão. Na realidade, ela começava a se interessar pelo projeto de vida de um jovem de Assis: Francisco. Tomás de Celano explica assim: “Quando ouviu falar do então famoso Francisco que, como homem novo, renovava com novas virtudes o caminho da perfeição, tão apagado no mundo, quis logo vê-lo e ouvi-lo, movida pelo Pai dos espíritos, de quem, embora de modo diferente, tinham recebido os primeiros impulsos”.
Clara sempre esteve bem informada sobre os passos de Francisco em Assis, isso porque Frei Rufino e Frei Silvestre eram seus parentes. Não poucas vezes ela escutou as pregações de Francisco, que costumava falar na Igreja de São Rufino ou na Catedral de São Jorge.
A pregação de Francisco impressionava porque era diferente dos “sermões”. Em suas palavras e em seu modo de ser havia alguma coisa nova. Era certamente a força do Evangelho que transparecia. Francisco se apresentava vestido com muita simplicidade, sem aparato nem ostentação. Suas palavras são inflamadas de amor a Deus. Clara fica sabendo que a vida dos irmãos é extremamente pobre.
Segundo Celano, Francisco a visitou, e ela o fez mais vezes ainda, moderando a frequência dos encontros para evitar que aquela busca divina fosse notada pelas pessoas e mal interpretada por boatos.
“A moça saía de casa levando uma só companheira e frequentava os encontros secretos com o homem de Deus. Suas palavras pareciam flamejantes e considerava suas ações sobre-humanas”. A companheira de Clara nos encontros com Francisco foi Bona de Guelfúcio, testemunha em seu Processo e irmã de Pacífica de Guelfúcio, uma das primeiras religiosas de São Damião. Já com 18 anos, Clara tinha consciência de que não seria compreendida por seus pais quando desse passo decisivo. Havia confiado a Francisco como desejava realizar sua vocação e ele a guiaria para cumprir os desígnios de Deus. “Então se submeteu toda ao conselho de Francisco, tomando-o como condutor de seu caminho, depois de Deus. Por isso, sua alma ficou pendente de suas santas exortações, e a acolhia num coração caloroso tudo que ele lhe ensinava sobre o bom Jesus.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

INCORPORAÇÃO MEDIUNICA


INCORPORAÇÃO MEDIUNICA

Atualizado
SALVE DEUS.....
Incorporação

A incorporação é o fenómeno pelo qual uma entidade utiliza um médium em toda sua totalidade, isto é, seu cérebro, sua coordenação motora, sua voz, seus gestos, para se comunicar. Tanto pode ser um Espírito de Luz como uma poderosa entidade das Trevas, um sofredor ou um obsessor. Nos trabalhos do Templo, as incorporações são controladas pela força de IFAN (*), o Cavaleiro Ligeiro.
A energia de incorporação se projeta no plexo solar ou Sol Interior (*) do médium Apará e se escoa pelos chackras umerais (*), onde se aplica o passe magnético para eliminação de resíduos após uma incorporação.
Existe muita discussão em torno da veracidade desse fenómeno, principalmente por parte de pessoas que se dizem doutoras em Bíblia e alegam não ser esta uma manifestação dos santos espíritos.
Como poderíamos interpretar, então, o que descreve Isaías (XX, 2): “Naquele tempo, falou o Senhor por intermédio de Isaías, filho de Amós” e, também, Ezequiel (II, 2): “E o espírito entrou em mim, depois que me falou e me pôs em pé, e ouvi o que ele dizia” senão como puros exemplos de incorporações?
Na nossa Doutrina, o médium de incorporação é o Apará (*), que pode ser consciente ou semiconsciente. É muito difícil, raro mesmo, aquele que é inconsciente.
A faculdade mediúnica é força própria, individual, e cada um a pratica à sua própria maneira, sendo responsável pelos seus atos mediúnicos e sabendo que seu corpo lhe pertence. Nenhum espírito - de Luz ou Inluz - usará o corpo de um médium sem a permissão deste. Mesmo em casos aparentemente sem o conhecimento do médium, uma permissão é dada pelo seu subconsciente, movido pelo amor incondicional, para acontecer a manifestação.
A percepção do médium, sua sensibilidade e seu magnético animal controlam sua incorporação e isso ocorre de forma tão refinada e discreta em alguns casos que é confundida com inconsciência.
A incorporação é acompanhada da vibração do espírito que incorpora, e por ela o Doutrinador sente como deve agir, e caso se trate de um irmão Inluz, como fazer a sua doutrina e o momento preciso de fazer sua elevação. Da mesma forma que Deus permite as comunicações de espíritos elevados, para nos orientarem e instruir, permite aquelas de espíritos sem Luz, que procuram nos induzir aos erros e às mentiras, testando nosso amor e nossa confiança na Doutrina. Em muitas ocasiões, nos Tronos, um espírito Inluz incorpora e passa a agir e falar como se fosse um Mentor. O Doutrinador, atento e harmonizado, vai sentir a diferença, e só lhe cabe fazer a elevação daquele espírito.
Na 1a. Epístola de João (IV, 1) nos é dito: “Caríssimos, não creiais a todo espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus, porque são muitos os falsos profetas que se levantam no mundo!” Com isso, nos alerta para que, especialmente os Doutrinadores, devidamente mediunizados, possam estar certos de com quem estão lidando. Por ação de irmãos das Trevas podem ocorrer mistificações, o que geralmente é alheio à vontade ou controle do médium de incorporação. Por isso o Doutrinador deve estar mediunizado e alerta para lidar com espíritos dessa natureza, com caridade e compreendendo que aquele irmão deve ser tratado com muita sinceridade e muito amor, aplicando-lhe uma doutrina equilibrada e emanando paz e compreensão, até sentir o momento preciso para fazer a elevação.
Existem muitos casos de incorporações descontroladas, pois é um fenómeno milenar e poucos os que se preocupam em aprimorar suas faculdades mediúnicas, disciplinando a manifestação dos espíritos.
A maioria de brigas e violências são frutos de incorporações descontroladas, ação de espíritos das Trevas que se manifestam em condições propícias em bares, presídios, festividades e movimentos que envolvem muitas pessoas, descontrolando seus participantes e os envolvendo em sangrentos conflitos, de onde aqueles espíritos sugam o fluido magnético animal que os alimenta e dá força.
O Apará - médium com seu plexo iniciático -, por seu amor, por sua Doutrina, por sua consciência, age de acordo com sua força mediúnica, mas temos que considerar que também é influenciado pelas vibrações do ambiente em que está, com sua percepção captando desequilíbrios da mente do Doutrinador e de outras pessoas presentes, e tudo isso é que lhe dará as condições de sua incorporação. Sabemos que essas condições variam de momento a momento, e não podem ser aferidas a não ser quando se efetiva a incorporação. O Apará sabe, sente, as nuanças da incorporação. Cabe ao Doutrinador aprender, também, diferenciar entre as comunicações puras, a Voz Direta, ou mesmo os sinais do estado do espírito incorporado, daquelas que expressam apenas o espírito do próprio Apará.
Tia Neiva nos ensinou que o Doutrinador é o único responsável pela interferência numa comunicação de um Apará, pois tem que estar sempre alerta para evitar as mensagens truncadas que possam ser atribuídas a um Preto Velho, gerando sofrimentos e angústias.
Na I Epístola aos Tessalonicenses (V, 20 e 22), Paulo adverte: “Não desprezeis as profecias. Examinai tudo: abraçai o que é bom. Guardai-vos de toda aparência de mal.” Em nossa Doutrina aprendemos a não confiar nas comunicações (*) até termos a certeza da verdadeira natureza daquele espírito incorporado, e os perigos das previsões (*).
No Trono Milenar podemos exercitar nosso amor, nossa doutrina e nossa sensibilidade aprende a diferença entre as vibrações de um espírito de Luz e as de nossos irmãos das Trevas. Isso é válido tanto para o Apará como para o Doutrinador, para irem sabendo a diferença das incorporações.
Um grande exemplo dessa variação vibratória das incorporações é a de Pai Seta Branca. O Apará, mesmo veterano e equilibrado, precisa passar por uma preparação, que denominamos cultura, para que seu plexo vá se preparando para tornar seu ectoplasma refinado, a fim de receber a poderosa energia, evitando, assim, choques e desequilíbrios decorrentes desta grandeza, tornado-o apto ao trabalho no Oráculo e na Bênção.
Os médiuns Aparás, de 16 aos 18 anos, não podem trabalhar em locais onde haja comunicação (Tronos, Alabá, Angical, etc.).
Para facilitar nosso estudo, fizemos, em separado, observações sobre interferências, obsessor, cobrador, Pretos Velhos, Povo das Águas, Caboclos, etc.

• “Forçar a incorporação de um médium é virar uma página e limitar a sua lição. A faculdade mediúnica é força própria, individual. Cada um a acumula à sua maneira. O médium que não dá sua própria mensagem é um falso profeta!” (Tia Neiva, s/d)

• “Não é justo, filho, depois da incorporação, ficar em dúvida: Será que incorporei? Será que foi o Preto Velho ou o Caboclo? Não foi somente uma impressão minha? Isso é triste para os nossos Mentores, que se apressam para que saia tudo com a precisão do Espírito da Verdade.
Trata-se de um conjunto, de um ritmo de aparência de encantos, de energia.
Não podemos designar este sentimento de amor. É o coroamento das virtudes, é muito mais científico do que pensamos.
Quando solicitada uma incorporação, uma enorme e complexa força se faz em nós.
Seriam bastantes os cruzamentos destas forças para a cura desobsessiva, quanto mais que sabemos da presença de Caboclos e Pretos Velhos.” (Tia Neiva, 8.4.79)

Estamos de Volta

Salve Deus,
Com a passagem da Bendita Corte que veio do Templo Mãe, e com as Consagrações alcançadas por este Povo Bendito, este blogue esteve parado.
Informamos que estamos de volta dando continuidade, à Missão que nos foi confiada.
A todos os nossos leitores, queremos agradecer, e vos dizer que estamos de volta.
A todos o nosso muito obrigado
Graças a Deus

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A visão Interplanetária - Trino Tumuchy


A visão do planeta Capela foi a abertura de um curso interplanetário, paralelo à missão da Clarividente Neiva. Desde então, ela foi aperfeiçoando sua carreira sideral, vivendo simultaneamente em três planos vibracionais: na matéria densa, no mundo etérico e no plano espiritual.

Na concentração física, na sua personalidade, ela tem sido submetida a todas as provas da sua faixa cármica, vivendo a vida de relação com intensidade. No plano intermediário, na física etérica, ela foi aperfeiçoando seu contacto com a matriz da Terra, o planeta-mãe, também conhecido pelo nome de Capela. No plano mais alto, o plano espiritual, ela se submeteu aos rigores da missão crística, com todos os percalços do Caminho da Cruz, do Evangelho e das lições que recebe dos Grandes Mestres.

A vida é contínua e a lei que rege seu todo é uma lei única, que costumamos chamar de Deus. Porém, para cada manifestação, para cada plano existencial, a lei se manifesta de acordo com Ele. Passamos, então, a falar em termos de “leis”. Existem, portanto, as leis que regem as várias gradações do plano físico, as que regem o plano etérico, as que regem o plano astral e as que regem planos desconhecidos, fora do nosso alcance.

No ser humano normal, a maior porção da consciência se concentra no plano físico, na vida de relação com o ambiente. Sua consciência dos outros planos é parcial e esporádica. Mediante exercícios, práticas iniciáticas e infinitas situações anormais do plano físico, o ser humano muda o foco de sua consciência, seu estado consciencional.

Sempre que isso acontece, ele fica submetido, parcialmente, às leis do plano em que se concentra. Um bom exemplo dessa situação nos é mostrado pela vida monástica. O indivíduo se retira da vida de relação normal, submete seu organismo e sua alma aos rigores das leis que regem seu espírito. O descumprimento das leis que regem o plano físico produz atrofias e deficits que  o afastam das relações normais com os outros seres. É impossível, por exemplo, ser um monge tibetano e, ao mesmo tempo, um atleta ou um bom comerciante. Nunca, porém, é conseguida uma vivência perfeita em tal situação.

Os reclamos das leis produzem efeitos dolorosos. O ser humano, nesta situação, procura, então, minimizar as dores, através de artifícios que lhe permitam manter-se nessa anormalidade, como um pássaro em voo. Um dos artifícios mais comuns é a organização em grupo. Para que uns poucos possam se manter em “voo espiritual”, outros executam as tarefas de relação. A isso não escapam nem os anacoretas das mais rigorosas iniciações. As lendas nos dizem que, em atitudes extremadas, certos místicos da Índia são sustentados por animais, que lhes levam o parco alimento.

O único ser humano que escapa, com maior perfeição, dessa situação, é o clarividente. Difícil, senão impossível, é saber como se forma um clarividente e o porquê da sua existência. O fato é que são seres raros, e aparecem, vez ou outra, na história deste planeta.

A palavra “clarividente” – “ver com clareza” – confunde-se com a palavra “vidente”- “ver o que não existe”. Confunde-se, também, com “vidência ampliada”. O termo, como se vê, não faz jus às qualidades do clarividente. Mas não se cunhou, ainda, um termo mais apropriado.

O que distingue um clarividente dos seres humanos comuns é o que poderíamos chamar de “consciência simultânea”, a capacidade de viver a vida de relação em planos diferentes, sem prejuízo das leis que regem cada plano, e sua possibilidade de se comunicar, ao mesmo tempo, pelos meios normais, a cada um desses planos.

No segundo contacto de Neiva com os Capelinos, que será relatado mais adiante, ela estava vivendo normalmente no mundo físico, consciente do solo, do céu, do mundo vegetal e do seu próprio corpo; psicologicamente, estava consciente da sua subordinação à instrutora terrena, Mãe Neném, e de suas obrigações com seus semelhantes; ao mesmo tempo, ela ouvia e via um casal Capelino, e penetrava na vivência psicológica dele; o terceiro plano, o plano espiritual, se fazia presente na consciência da sua missão e dos seus votos crísticos. Tudo ao mesmo tempo!

Essa complexa vivência resulta, em nosso plano, de várias maneiras: na manipulação de forças das outras dimensões, ela cura, retifica situações anormais e livra os seres que a procuram de suas angústias; do contacto com os outros mundos, ela nos dá as notícias mais urgentes, de nosso futuro imediato; do aprendizado com os espíritos superiores, ela nos traz os ensinamentos crísticos e as profecias.

A finalidade precípua deste livro é, aproveitando as qualidades da Clarividente Neiva, divulgar essas notícias e esses ensinamentos. Essa tarefa, entretanto, seria impossível se não déssemos, simultaneamente, explicações do mecanismo de contacto, dos seres envolvidos e as implicações resultantes.

O ser revelador – a Clarividente – é, ao mesmo tempo, um ser humano normal. A gente confunde, muitas vezes, sua personalidade com sua individualidade, e com as coisas que comunica.

Fonte: Mário Sassi, 2000 – A Conjunção de dois Planos – pág. 17.