quinta-feira, 18 de abril de 2013

Carta de Tia Neiva de 24/06/77


SALVE DEUS!

Fui preparada nos Planos Etéricos, na natureza terrestre, porém, somente do Céu me afirmei! Nos fluídos da vida, vão se manifestando, manipulando de modo à adaptação, ou adaptações da época ou dos carmas, das necessidades, os Plexos influenciam o ritmo da vida psíquica, podendo, contudo, haver desolações, modificações funcionais, ação sobre o sistema direto individual, isto é, para cada um que surge é uma solução, uma reação, uma resposta especial que vem do cérebro para o ponto ou Centro Coronário.
Digamos, um homem que tem um Elítrio no braço, só atingirá o Centro Coronário se o mesmo não tiver seu ponto de partida espiritual, seu Deus.
Sim, se o Elítrio é no braço, no braço esquerdo ou direito, digo, o homem recebe as atrações, sofre, porém, em seus gemidos surdos, desse modo o Centro Coronário registra automaticamente a atuação manifestada, fixando as responsabilidades e marcando no próprio homem as conseqüências felizes ou infelizes.
Já disse, ou no campo do destino cármico, trazido irreparável pelos Elítrios, de maneira que a reação ou ação do seu Plexo são duas forças ou dois Poderes distintos.
Se eu afirmo que um Elítrio é um espírito concentrado pelo ódio e que o mesmo é fruto dos nossos desentendimentos, e afirmo as três condições do corpo no Centro Coronário, podemos analisar o homem Elítrio ou o homem nas formas de Elítrio.
É claro que teríamos de ser como somos: Preparados, Seres Angelicais, perfeitos e Divinos.
O fundamental é saber assimilar sempre a força que temos dentro...
Quando a razão te fala, não siga imediato, preste bem atenção nas causas ou projetos, quanto não sentir perfeito ao teu redor, considerando que a razão que te guia é a mesma que te condena, procure se conhecer bem para saberes e sentir, estar só... Só, vibrando, pensando nos seus poderes, só, digo só...
Muitas vezes os nossos impulsos são tirados pela nossa razão. Não somos suficientemente preparados, tudo que expomos terá que ser cuidadosamente examinado, e por nós mesmos. Falamos em consciência!
Para fazer um exame de consciência devemos meditar e devagar, expelindo com a respiração para expulsar os nossos maus fluídos ou energia cármica, e até sentir a nossa Energia Extra Cósmica, que tal energia nos cria, nos evolui, nos pontos vitais eurofísicos. Eurofísico é toda energia impregnada do corpo físico, ritmo da Lei de Auxílio.
Salve Deus! Meus filhos!
É preciso que conheças os Pontos Cardeais do perfeito homem, o seu destino, para melhor conheceres o mais alto Culto da Ciência Mãe, ou Magia Giradora, o teu Aledá, o teu Aladê, desculpem...
O Culto Secreto que é a Cabala de Ariano, conforme já previmos naquele Mundo Iniciático de Pai Zé Pedro e Pai João, que deram o nome de ARIANO, que nos quer dizer Raízes do Céu. Desconhecido, perdeu todo o seu real significado, agora chamado Linha Máter.
Desde a chegada de Cisman de Ireshim, quando tudo foi ocultado, somente... Somente as raças africanas, por seus Sacerdotes Iniciados, guardaram sua origem, seus valores, de pontos principais, de coisas iniciáticas ou iniciaticamente que ainda não vos foi dito.
Porém, ao transcorrer séculos, foram dominados, os seus antepassados que guardavam a Chave Mestra do Trino desapareceu deixando uma porta velada e a outra alterada, onde me perco muitas vezes, a ponto de...
Nas grandes... Nas grandes tarefas da Alta Magia, muitas vezes preciso ainda de Guias, por esta... descuidada dos nossos antepassados, que se perderam inclusive no fetichismo.
O Povo que lhe foi dado... Eis o grande perigo de saber demais as coisas da Alta Magia.
Daí para cá é que tudo cresceu demasiado e descambou também demasiado, também como nós crescemos e hoje precisamos de força, forças alteradas, que somente a Lei de Auxílio não nos satisfaz, não nos satisfaz mais!
Ficou assim formada a Corrente no Astral Africano e foi formada no Brasil, Pai Zé Pedro e Pai João, com a Missão precipitada de agir dentro desse Povo.
Sim, Pai Zé Pedro e Pai João com a Missão precipitada de agir dentro deste Povo Africano sem sair das suas normas, e com muito cuidado, porque as Linhas Africanas veladas alterou, onde foi preciso Pai Zé Pedro e Pai João levantarem o Adjunto de Jurema!
E ainda são os únicos que se pode, que se pode traduzir. É a Lei que coordena no limitado Cósmico: Adjunto de Jurema!
Primeiro vamos qualificar como Culto Africano e todo o Sistema Religioso que os nossos antepassados trouxeram para o Brasil, mesmo com essas alterações feitas por Pai Zé Pedro e Pai João. Eis a exclusão desses Orixás com seus respectivos...
Vou discriminar sete posições ritualísticas para serem usadas nos Trabalhos de Contagem.
Porém, antes de tudo quero que cada filho conheça o seu Centro Coronário em suas formas, em tudo que gera. Temos que patentear os conceitos africanos, porque para seguir as linhas honestamente é preciso conhecer fundamentalmente as Linhas da Ciência do Amanhecer.
Sabemos que isso é um assunto complexo, porém, não podemos fugir desses fenômenos. Sabemos que, por saber que o Apará, no seu... Na sua primeira fase de semi-inconsciência ou incorporação é levado para a Linha Olorum, predominância de Nagô.
Então, como podemos fugir às Linhas, à Ciência Africana? Nagô! Dividimos o Doutrinador e o Apará. Entretanto na sua Linha Mestra que é Olorum, vamos individualizar o Apará na sua semi-inconsciência.
O Apará, não digo qualquer Médium fora do Templo do Amanhecer, o Apará, ele entra na Linha Mestra de Olorum!
Vamos individualizar o Doutrinador e o Apará. Doutrinador Tapir, Apará Olorum quer dizer Espírito de Deus..
A falta de meditação é mais prejudicial ao Apará do que a própria, do que a própria consciência no Médium.
Vejo Médiuns que têm uma consciência, que têm uma consciência...
Ou não têm princípios doutrinários e, no entanto, são magníficas suas incorporações.
Mas se tem uma meditação perfeita e sabe assimilar ou ter honestidade ou respeito às pessoas que necessitam de suas manifestações por intermédio dos Espíritos, a capacidade é máxima!
Muitas vezes vemos coisas, um Médium magnífico, com linhas magníficas, luminosas, incoerente à consciência dele...
Porque o homem que quiser demorar-se nas investigações do seu ego, encontrará para sua descoberta o raciocínio, as convicções, e conclui, pois só chegamos a um acordo quando entramos em harmonia com o nosso Centro Coronário, mesmo não sendo esse Centro Iniciático, em linhas normais, animal.
Vê-se, pois, que a força fundamental predominante do Reino Central Coronário, a força da vida física é a mesma força animal.
As expressões que eu emprego... Vamos penetrar além de muitos conhecimentos teóricos, porém, os nomes, a minha expressão aqui, Salve Deus!
É relativa às minhas dificuldades de exprimir.
Porém, positivamente, em nome de Jesus, por mais que o Ser Humano se eleva para conhecer, por mais que estuda, pouco poderá atingir os fenômenos extra físicos, porém, a extensão infinita do espaço, a mente ou a Clarividência avança até um certo ponto, mas sempre na dependência de valores mediúnicos, de extra evolução, porém, nada se perde, tudo já está criado.
Então a mente do homem segue às vezes pesquisas desconhecidas, mas em algo que já está criado. O homem não tem capacidade fora da Mediunidade, de sua vida, ou desta filosofia espírita, criar...
Porque em meus Olhos de Clarividente, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vejo coisas um palmo adiante do nariz de grandes cientistas e que passa despercebido, ele não cria, não conhece, é cego e não vê! Somente as transformações da matéria, a evolução das forças, mesmo assim na combinação, em sintonia.
Sim, as energias extra etéricas nos átomos são cientificamente combinados para formar as células no corpo, compor. Se aninhando no Reino Central Coronário, no Plexo, para um recurso de átomos, existem os Amacês, portais de desintegração, reintegração e integração.
Os pontos são os pontos perigosos mesmo a nós da Corrente, a nós da Corrente nos carreiros terrestres físicos, perigos físicos!
Onde está situada uma Amacê estamos sempre à beira de um abismo, como, por exemplo, no Triângulo das Bermudas, pelos grandes portais atravessam também as nossas necessidades reencarnatórias que é a energia extra etérica.
As Amacês são transitórias, elas são... Elas são guardadas pelos grandes Alufás. São também os nossos Iniciados no Reino Físico, Mestre Sol, Mestre Lua do Amanhecer ou Alufás de Mayanty, na representação dos seus Regentes.
Quando eu falo em átomos, falo em três forças. Átomo é uma força que cientificamente... Sim, vamos repetir: Quando eu falo em átomos, falo em três forças. Átomo é uma força que cientificamente se divide.
Sim. Isto! Continuamos com os mesmos nomes da ciência da Terra: Íon, Cátion, Neutrom. Neutrom, eu conheço como neutrom, pela ciência é Nêutron, mas eu falo como neutrom.
A força utilizando-se da matéria começa a sua evolução na estrutura do átomo, passando depois na composição, formando as células de uma ação construtiva, criando uma nova ordem no constante agregar e desagregar o impulso dos corpos no Centro Coronário.
E, conforme a Conduta Doutrinária, a inteligência da força que desagrega, aumentando a vitalidade com maior vibração de vida, fazendo progredir o seu grau de inteligência, fortalecendo os três corpos, Plexo Físico Vital, Micro Plexo – Alma, Plexo Etérico – Perispírito.
O corpo físico ou Plexo tem por obrigação de emitir vitalidade. O Micro Etérico, o Plexo Físico, o Centro Coronário tem por obrigação alimentar o Reino Central Coronário, que são: Perispírito, Alma e Plexo Vital, que distribui as células vitais que compõem no homem a inteligência, o poder na vida física.
Se o homem se descuida de suas funções físicas vital, também deteriora seu Centro Coronário, descoberto se desliga pelas influências do macro cósmico... Macro cósmico.
O nêutron neutraliza o Físico do Etérico. O nêutron é uma luz, um átomo que separa, neutraliza o Físico do Etérico. Há uma grande dificuldade das materializações, dos fenômenos extra etéricos pela neutralização deste átomo, formando essa grande barreira intransponível da luz solar ao Etérico, dividindo o Segundo Plano do primeiro, onde atinge formas diversas, inclusive fora do Sistema Crístico.
Como Clarividente, agradeço o nêutron essa separação do Físico ao Etérico. Essas formas diversas são... São terríveis, e graças a ele, muitas vezes a minha Clarividência não atinge, ele neutraliza qualquer magnético, qualquer força que eu possa emitir. Sim, fora do Sistema Crístico a vida é horrível, e talvez eu não suportaria tanta dor, tanta anormalidade!
Enquanto o homem não adquirir o pleno conhecimento de si mesmo, nenhuma filosofia alcançará o seu objetivo. A vida, os conhecimentos, são inesgotáveis. Aos poucos quero descrever algo mais que sei. Esse esclarecimento que eu estou lhes trazendo é uma preparação para sentirem e melhor compreenderem as forças dos Sete Raios Iniciáticos que pertencem aos Mestres Sol, ao Mestre Sol desta casa!
Na explanação desta Doutrina encontramos o que desejamos no conhecimento, o que eu afirmo aqui em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, os Lhamas são conscientes, como a Igreja Católica é consciente da Reencarnação!
O Centro Vital é o princípio de tudo e de todos e de todas as coisas, Terra e fora da matéria.
Salve Deus!
Espero uma concentração firme, e continuo à espera de alguma coisa que eu não soube talvez me exprimir, ou me fazer compreender nesta gravação.
Nesse instante agradeço a JESUS tudo o que me confiou, devolvendo-me à Terra com os dotes precisos para esta missão: O Doutrinador!

SALVE DEUS!

(Tia Neiva, 24-06-77)

quarta-feira, 17 de abril de 2013

PRESERVAÇÃO DOUTRINÁRIA


Temos um claro compromisso de fidelidade com o quê nossa Mãe Clarividente nos ensinou. Acreditamos em sua Clarividência e, portanto, sabemos que o quê nos foi deixado veio originalmente dos Planos Espirituais.

Nossos Trabalhos, Leis e Chaves, posturas, e até mesmo a elegância, devem ser respeitadas e os “invencionismos” e valores agregados de outras seitas e correntes, abandonados. O quê poderia ser compartilhado em comum já foi claramente agregado na formação do Mestrado e na formação de nossos Símbolos Doutrinários.

Adaptações e acomodações de conveniência, em vãs tentativas de conseguir-se adeptos, caracteriza um proselitismo totalmente contrário ao nosso princípio de atração magnética. Quem deve chegar a Doutrina, chega por atração! O seu crescimento deve ser fruto exclusivo da emanação do local e dos médiuns que fazem parte de um Templo.

Exemplos explícitos do funcionamento real desta “lei” podem ser notados nas diferenças em Templos de mesma idade de fundação, com características similares, mas desenvolvimentos contrários.

Também não podemos aceitar com naturalidade que se tenha necessidade de reformular conceitos para acompanhar modismos e modernismos, a pretexto de adaptá-la aos caprichos dos que já chegam com vertentes pré-adquiridas.

As tentativas de enxerto de idéias e convenções, práticas inconvenientes e comportamentos que não encontram guarida na sua rígida contextura doutrinal, acabam por provocar desvios, atraindo incautos e desconhecedores dos fundamentos básicos de Nossa Doutrina.

Acreditar que precisamos de complementos para nossos Trabalhos é considerar que a Clarividente falhou, deixando lacunas a serem preenchidas com outras filosofias similares e manipulações energéticas de outras correntes.

Com certeza o estudo de outras técnicas tem um ponto positivo: Leva-nos a compreender melhor nossas próprias técnicas. Pois analisando comparativamente vemos o quanto temos nas mãos e o quanto nossa Doutrina é completa!

Porém, enxertar técnicas complementares, por mais delicadas que sejam, fere a integridade, porque o Vale do Amanhecer, embora seja dinâmico, possui uma base inalterável, trazida diretamente dos planos espirituais, que não dispõe de espaço para adaptações, nem acréscimos que difiram da sua estrutura básica.

Torna-se indispensável, portanto, a vigilância de todos verdadeiramente comprometidos com a fidelidade doutrinária, para que a diversidade seitista e sutil da invasão de teses estranhas não predomine no seu campo de ação, terminando por asfixiar a planta boa, cuja mensagem dispensa as propostas reformadoras, caracterizadas pela precipitação e pelo desconhecimento dos seus ensinamentos.

Preservar a Doutrina de perigosas inovações da “Nova Era” é ter a segurança de que Tia Neiva não falhou! Deixou um sistema completo, dinâmico, mas com bases sólidas, fortes e completas.


terça-feira, 16 de abril de 2013

As nossas vidas são conquistas de Reencarnações atravez do Amor


Salve Deus!
Peço permissão para entrar em seu coração!
As nossas vidas são conquistas de reencarnações movidas através do sentimento, do amor, mas principalmente da razão incondicional que rege esta faixa terrestre. Conforme vamos aprendendo a nos comportar diante da nossa natureza cármica vamos ganhando o direito a nossa libertação que resulta na aproximação do verbo divino na sua estrutura biológica e espiritual.
Eu sei que para muito ainda é difícil compreender aqui na terra a sua dor, porque os seus sentimentos ainda não se afinaram para Deus e isso dificulta na reformulação do contexto evolutivo da nova era. Eu posso ser bom, eu posso fazer caridade, eu posso tudo, mas se não mudar a índole da minha jura transcendental de nada valerá esta evolução. A evolução pode ser terrena também, como a conquista da materialidade, mas a dispendiosa falta de sintonia com o invisível plano acoberta silenciosamente a sua estrutura existencial.
Hoje eu digo que sou bom, mas e o ontem como direi no futuro!
É muito complexa a nossa vida, ela é cheia de altos de baixos, porque se uma hora eu estou de bem em alguns segundos já estou distorcendo a realidade com baixo padrão do pensamento. Vemos isso diretamente no comportamento humano e em várias situações que se empregue o coração. Mudar de sentimento não é tão fácil assim não, porque envolve a transformação da couraça blindada pelas dezanove reencarnações que formaram uma estrutura imbatível por onde a luz não penetra. Graças a Deus que hoje já temos indícios dela penetrar nos vales negros da incompreensão.
Você já sabe o que é os vales negros da incompreensão!
Eu pedi licença ao meu sol interior para servir ao meu sacerdócio de todas as maneiras e formas possíveis, mas em contrapartida tenho no meu alicerce a minha divida cármica que me cobra a ficar com os pés no chão. Vejam que quando alguém começa a sublimar, pensando ser santo, logo vem às pauladas do destino recompondo seus pensamentos e direito de escolha. É assim que o mundo espiritual garante nossa permanência neste planeta, a dor resulta num calmante necessário ao bem espiritual.
Eu estive recebendo aqui esta noite uma visita pela qual poderia até dizer, foi uma aula doutrinária. Este espírito veio com ideias afins de métodos tradicionais que estudara em sua caminhada, mas tudo apagado, tudo trancado a sete chaves. De nada valerá o seu conhecimento sem que ele manipule as forças do seu coração. A obsessão pela ideia fixa de aprender e não desenvolver a sua mediunidade trás ao seres humanos doenças gravíssimas que elevam sua taxa de compromissos consigo mesmos, alterando a sua formação religiosa, e muitas vezes até perdendo sua crença em determinada fé. Isso é indicio de perturbação emocional, o que requer a desintegração das ondas cerebrais por meio de choques da consciência com a inconsciência. Eu vejo que tudo se altera e tudo pode mudar de lado, porque nada sem faz sem que tenhamos condição para isso.
Viver nesta faixa perigosa de compromissos além terra é viver o seu mundo astral diretamente na sua formação espiritual. Eu digo que ainda sou um sofredor buscando a minha paz interior. Nunca irei contradizer a minha missão pelo fato de ir ou vir, mas sei que ainda preso pelo calcanhar eu sofro as minhas dores milenares. Mas e porque eu faço isso, irão me perguntar! Pelo simples fato da missão do jaguar não morrer na praia. Temos que ir buscar entendimento para as novas reações de evolução, sim, porque não podemos parar estacionar e ficar pedindo o pão nosso de cada dia sem ao menos merecer. O trabalho mediúnico é como um passaporte para chegar ao além, muito além da conceção mental física. Muitos me julgam pelo simples fato de trazer, de mostrar, mas quem em sã consciência faz isso agora. Tia Neiva reencarnou para novamente formar seu canto neste encanto e assim voltar a ensinar o evangelho de Jesus. Esquecemos dela por enquanto para que sua luz não seja alcançada e assim quando for chegada à hora tudo irá se renovar.
Se Lembrem, meus mestres, ela já está entre nós e vamos poder testemunhar a sua força espiritual nesta nova era. O silêncio do mundo espiritual está preparando o seu retorno ao nosso convívio. Seta Branca nosso Pai é quem ordena a cada um o seu compromisso espiritual.
Eu estou rodeado pelo espírito santo na força de Sabá e do povo de Iara que se desloca como um arco íris levando os eflúvios luminosos da sua elevação. Iara, meus mestres, é como um lindo arco íris de Deus, um rosário de luzes que enfeita o nosso aledá. Ela se projeta diretamente sobre seus filhos trazendo a esperança e o amor incondicional.
UM ARCO IRIS DE DEUS! Salve Deus Iara de Deus, de Jesus e Seta Branca nosso Pai!
Graças a Deus que temos esta mãe em nosso coração!
Salve Deus!
Adjunto Apure

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Prana


Na Linha Oriental, o prana é o fluido ou energia cósmica prima, universal, fora do espectro eletromagnético, existindo no plano subtil e se constitui na força vital do Universo. O termo significa sopro ou hálito, e foi usado pelos Vedas para designar as várias manifestações da vida ou das energias vitais.
Compondo o corpo subtil do indivíduo, regulando suas relações internas e externas, o prana não é uma forma particular de energia, mas sim a essência última de todas elas. Calor, luz, eletricidade, gravidade, enfim, todas as forças que agem na matéria, em suas múltiplas atividades, são expressões do prana.
Os gregos denominavam-no “éter”, e os pesquisadores modernos o chamam de BIOPLASMA. Envolve e permeia os tecidos mais densos do corpo, agindo de forma inteligente e propositada, controlando a atividade de cada molécula da matéria viva, transportando o princípio da vida de um lugar para outro. Energiza, supervisiona e purifica os neurónios, sustentando a área subtil e vivificante do mesmo modo que o plasma sanguíneo sustenta a parte mais densa.
Além do prana único, existem energias prânicas particulares, geradas pela sua diversificação, que atuam em todas as funções orgânicas e psíquicas do Homem - pensamentos, sentimentos, perceção e movimento.
O prana tem sua sede na cabeça e governa todas as atividades cerebrais superiores, tais como as da mente, da memória, do pensamento e das emoções. O prana regula o funcionamento fisiológico do coração, penetrando no sangue e controlando a oxigenação de tecidos e órgãos vitais. O sistema nervoso extrai o prana de um tecido envolvente, uma essência bioquímica de natureza altamente delicada, que existe em nível molecular ou sub-molecular, localizada especialmente nos órgãos, que estão interligados com o cérebro através de conexões medulares, na espinha dorsal.
Esta ligação é ativada e equilibrada pela ação da Kundalini(*).
O prana tem polaridade, podendo ser acumulado, transformado e conduzido. É absorvido de diversas fontes, principalmente do Sol, do ar e dos alimentos, atuando através de um mecanismo cujo ritmo coincide com o da respiração pulmonar. Quando inspiramos, absorvemos prana; ao expirar o distribuímos pelos vários órgãos do corpo subtil, pelos nervos sutis - chamados nadis - e ele é armazenado nos chacra, para que, conforme as necessidades, seja liberado para todo o organismo psíquico.
A quantidade de prana absorvida pelo organismo é variável e determina a capacidade energética do Homem. Em ambientes tranquilos, sem poluição, ensolarados, criam-se condições para maior absorção do prana.
Nos momentos em que se consegue harmonia mental, através da mentalização(*) também se obtém maior quantidade desta maravilhosa energia.
Assim, o prana não é, em si mesmo, consciência. É uma fina essência biológica que nutre o sistema recetivo da nossa consciência, que é o sistema nervoso, nosso contacto com a consciência universal. Ele é ativado pela Kundalini numa ação altamente energizante.
A corrente prânica é afetada pelas paixões e emoções, pela comida e pela bebida, pelos ambientes e pelo modo de vida; pelo desejo e pela ambição, pela conduta e pelo comportamento. Na realidade, depende de um sem número de estímulos, desde os mais fracos até os mais fortes, que acontecem ao Homem desde que nasce até o seu desencarne.
De acordo com nosso merecimento, às 6 horas da manhã recebemos uma grande projeção de prana, vindo do espaço, que nos fortalece para nossa jornada do dia e da noite.
Por isso se faz necessário ter-se uma vida moral e equilibrada, dentro da conduta doutrinária, em ambientes saudáveis, não por preceitos religiosos, mas, sim, por um imperativo biológico diretamente ligado ao prana.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Uma História contada por Tia Neiva


Ao ver a foto da Tia, me lembrei do Nestor em uma das suas aulas dadas as quintas-feiras em sua casa a um grupo reservado de Aparas.
Ele começa assim!
Jaguares, o que vou cotar á vocês, me foi contado pela Tia.
Não estou inventando nada do que vocês vão ouvir.
A flor da honestidade.
Pai João, conta que certa vez, houve uma reunião pedida pelo Pai Seta Branca no anfiteatro de Capela, onde seriam recebidos os doutrinadores adjuntos de povos, interessados em se consagrar arcanos. E para terem acesso ao anfiteatro foi distribuída uma sementinha de uma flor muito rara, que os jaguares deveriam plantar em um vaso, e só então, depois de nascida, cada um deveria trazê-la para a reunião. Passaram seis meses e todos os doutrinadores que receberam a semente estavam com seus vasos nas mãos, com as mais lindas flores até então nunca visto. La no fim da fila, estava um adjunto com seu vazo sem nenhuma flor. Os demais, o olhavam com certo desprezo e muitos até riam do vazo sem flor que ele conduzia. Após se acomodarem nos seus lugares, o Pai Seta Branca, entra no recinto em companhia do Pai João, e sentam-se silenciosamente. Então, Pai João, levanta-se e chama pelo nome (não vou falar o nome a pedido da Tia), o doutrinador com o vazo sem a flor e o conduz até ao Simiromba que lhe consagra Arcano. Todos os demais baixaram a cabeça ao ouvir que as sementes distribuídas eram estéreis, e que portando, não dariam nenhuma flor. Portando, só um de todo o grupo, tinha sido honesto e vindo a reunião com seu vazo vazio, exercendo assim a conduta doutrinaria da honestidade, o que lhe deu o direito da consagração que foi feita pelo Pai Seta Branca naquele momento. E ordenou Pai João, que todos os demais, deveriam sair do recinto com seus vasos e suas flores, e regressarem aos seus templos e informando ao seu povo o ocorrido na reunião. 
Sabe quantos fizeram isso? 
Nenhum...   

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Raiz Egea


A RAIZ EGEA

Uma poderosa raiz se baseou na região da Egea, terra que ficava entre a Turquia e a Grécia, tendo sido submersa pelas águas do mar Egeu, formando as ilhas gregas, e dando origem a três linhas que influenciaram profundamente a civilização da Terra: Gregos, Egípcios e Hebreus.

GRÉCIA
Um dos três troncos da Egea, foi o grupo que desenvolveu mais rapidamente tudo que dizia respeito ao Homem e à sua vida em sociedade, não só em seus aspectos positivos como, também, negativos. As ruínas de Thira, mostram que a região da Egea abrigava  uma civilização adiantada, que muitos confundem como sendo a Atlântida, sem registro de guerras ou violência, que foi destruída por uma grande erupção que provocou a submersão de grande parte da Egea e formou as ilhas gregas das Cíclades e do Dodecaneso, Creta e o Peloponeso, ao sul da Grécia.

Os deuses se concentraram, então, no monte Olimpo, de onde se envolveram nas grandes aventuras relatadas na Mitologia grega. Era a história da queda dos Capelinos, uma fase vital para muitos espíritos, quando tantos chegaram ao fim da existência, já que foram desintegrados, isto é, deixaram de existir.

Na Egea surgiram poderosas forças e um povo missionário, que iria levar o Homem à idade da Razão, mas também foi um ponto de reinicio de nossa jornada de volta às nossas origens, embora fosse  o final para aqueles que se deixaram levar pelo desamor e pela violência, como os que se concentraram em Esparta, onde esses espíritos caíram o mais fundo que lhes foi permitido. Para muitos de nós, foi dada uma nova oportunidade.

Em Esparta tivemos a última experiência com um núcleo onde o amor não existia, nem a misericórdia e nem a caridade. Vivia-se por instintos e não por sensibilidade, transformando aqueles que um dia foram deuses em seres mais perigosos que os animais.

Em Atenas, destruída pelos persas, surge a grande figura de Péricles (495 a 430 AC), cuja missão era reunir aquela plêiade de espíritos  vindos da Egea, estabelecendo os caminhos para o Deus Único, invisível e indivisível, desconhecido.

Aceitando as divindades do Olimpo, reconstruiu Atenas, de forma até hoje admirada por todos, não só na parte material como, também, nas raízes que deixou. Ergueu o principal  templo da cidade dedicado a Atena e, com sua visão e inteligência, dedicou-se à política voltada para a comunidade, prestigiando as Artes e as Letras em tal dimensão que sua época ficou conhecida como “o Século de Péricles”.

Cercada por muralhas, Atenas se concentrava em torno do Acrópole e dispunha de locais preparados para as reuniões com os grandes mestres que ali iniciavam a Era da Razão, como a Assembléia – Pnix -, o teatro de Dionísio e, fora dos muros, a Academia de Platão e o Liceu de Aristóteles. Na guerra do Peloponeso, Atenas foi derrotada por Esparta, logo após a morte de Péricles. Para se ter uma idéia do mundo intelectual grego, as cidades-estados foram campos de atividades dos famosos sábios (ver, no Anexo, maiores informações): Abdera (Demócrito e Pitágoras); Elide (Pirro); Estagiros (Aristóteles); Megara (Euclides); Mileto (Anaximandro, Leucipo e Talles); Samos (Epicuro e Pitágoras); Sinope (Diógenes); e Atenas (Anaxágoras, Antistenes, Aristóteles, Epicuro, Píndaro, Platão, Sócrates, Timon e Zenão).  

Sócrates já revelava a esperança crística quando declarou: “desde a minha infância, graças ao favor celeste, sou seguido por um ser quase divino, cuja voz me impele a esta ou aquela ação”. Em Éfeso, região da atual Turquia, Heráclito proclamava que a evolução do mundo se fazia pelos conflitos e desarmonias aparentes que, na verdade, obedeciam a uma ordem superior harmônica que regulava os acontecimentos dentro de determinadas medidas ou proporções.

Com o fogo sendo considerado a substância básica, o mundo estaria em mudança permanente. Assegurava: “A luta é a mãe de tudo!”. E foi na Grécia que tivemos reencarnações marcantes, como as da época da guerra de Tróia, objeto de história contada por Koatay 108 na oportunidade de uma prisão coletiva, onde relatou fatos e personagens ligados a Jaguares de hoje. Eram usados os oráculos, onde sibilas, pítons e pitonisas, pela Voz Direta, faziam previsões e orientavam grande parte dos reis e nobres. Um ponto essencial no mundo grego foi Delfos.

Localizado da Fócida, na Grécia, situada na encosta sul do monte Parnaso, Delfos tornou-se um centro religioso dois mil anos antes de Cristo. O primeiro Oráculo ali instalado foi o de Ge (a Terra), e foi crescendo em importância até que no século VIII antes de Cristo tornou-se enormemente influente com o Templo de Apolo e suas pitonisas, que eram procuradas por reis, nobres e cidadãos comuns vindos das mais distantes regiões, buscando, nas previsões das pitonisas, orientações e decisões para guerras, casos de amor e de negócios, fundação de colônias, novos cultos, purificação de criminosos e outros variados assuntos.

As respostas eram dadas por uma pitonisa que se preparava fazendo fumigações de louro e cevada, bebendo água da fonte de Cassótis, e sentava em um tripóide, banco de ouro com três pernas, sobre uma pedra redonda, dividida em três, tendo em cada parte uma fenda por onde passava uma fumaça de origem vulcânica, vinda do adyton, parte inferior do Templo de Apolo, que era aspirada pela pitonisa, fazendo com que entrasse em êxtase mediúnico. Os oráculos proferidos pela pitonisa eram então, se necessário, interpretados pelos sacerdotes.

Para que aguardassem serem atendidos, os reis construíram vários minipalácios no caminho para o Templo de Apolo - a Via Sagrada -, erguendo monumentos e depositando tesouros que, com o tempo, se perderam. Até hoje existem as ruínas do Templo, a pedra circular, ruínas dos palácios, sendo o mais conservado o dos Atenienses. Existe o anfiteatro onde se faziam os julgamentos das pitonisas novatas, pois, como o poder delas era muito grande, quando desconfiavam que estavam diante de uma mistificação, submetiam-nas ao julgamento.

Se não conseguissem provar seus poderes, eram imediatamente atiradas a uma corrente de água que caía pelo despenhadeiro. Foi num desses julgamentos que Pytia, encarnação de Tia Neiva, produziu, pela primeira vez, o fenômeno do rufar dos tambores. Entre a entrada do Templo e o anfiteatro existe um caminho, onde os guardas se postavam com tambores.

A cada passo que a pitonisa a ser julgada percorria, rufava um tambor onde ela passava, de modo que o povo reunido no anfiteatro percebia sua aproximação. Quando Pytia estava diante de seus juizes, provou sua força fazendo com que, independentemente dos soldados, todos os tambores rufassem ao mesmo tempo, sendo, então, reconhecidos seus poderes. Esse fenômeno ela reproduziu em Atenas, quando comprovou seus poderes a Leônidas, para libertar a Rainha Exilada, como se revive no Turigano.

O culto a Apolo era interrompido no Inverno, quando Apolo ia para os Hiperbóreos, ficando em seu lugar Dionísio. De Delfos, Pytia organizou as Falanges Missionárias de Yuricy, Jaçanãs, Muruaicys e Dharman Oxinto, após a instalação da Cruz do Caminho no Delta do Nilo, colocando, sob nova projeção, a Iniciação de Osiris, que passou à Iniciação Dharman Oxinto, até hoje usada em nossos Templos do Amanhecer.

Segundo os historiadores, havia em Delfos uma grande pedra - omphalos -, que marcava o centro do mundo, que desapareceu. Com o passar dos séculos, pela ação destruidora de terremotos e saqueadores, pouco resta do antigo esplendor de Delfos. 

No Templo estavam escritas sentenças dos Sete Sábios - Tales de Mileto, Pitaco de Metilene, Brias de Priene, Sólon, Cleóbulo de Lindos, Míson de Cene e Chilone de Lacedemônia -, os sábios gregos que possuíam no mais alto grau o que os gregos chamavam de Sabedoria. Entre as sentenças gravadas, destacam-se “Conhece-te a ti mesmo” e “Nada em excesso”.

Dentro da missão de preparar o caminho para Jesus, as pitonisas ou sibilas de Delfos se entregaram às suas funções com amor e muito zelo. Levavam uma vida de castidade e orações, e muitas predisseram a futura chegada de Jesus, sendo famosas Ciméria (“Num século surgirá o dia em que o Rei dos Reis habitará conosco.

Três reis do Oriente, guiados pela luz de um astro rutilante, que ilumina a jornada, irão adorá-lo e, humildes, prosternados, Lhe oferecerão ouro, incenso e mirra!”) e Daphne (“Depois que alguns anos passarem, o Deus, de uma virgem nascido, fará reluzir aos homens aflitos a esperança da redenção e, conquanto tudo possa – e quão alto está o Seu trono! – ele sofrerá a morte para, da morte, resgatar seus povos...”). De modo geral, eram recrutadas entre as sacerdotisas de Apolo. Com o advento do cristianismo, Delfos foi perdendo seu poder, e a última mensagem do Oráculo dizia: “Chorai, trípodes! Apolo é mortal... E ele sente morrer sua chama passageira...

O fogo sagrado do Eterno eclipsa sua débil luz!...” Estava cumprida a missão, pois o Sistema Crístico já estava estabelecido pelo Divino e Amado Mestre Jesus. Porém, é em Esparta nosso último degrau da decadência espiritual. Formamos uma civilização militarista e insensível, violenta e sem amor, espíritos oriundos de Egea eram responsabilidade do estado desde a sua gestação, criados longe dos pais, e se apresentassem alguma fraqueza ou deficiência eram imediatamente eliminados.

Daí, partimos em busca de podermos retornar a Capela, e essa é a força que nos impulsiona – a dos Cavaleiros Verdes – que vamos buscar no passado remoto. A figura de Leônidas se destaca nesta época, sendo esta raiz invocada no Turigano. Pelo seu nível elevado, a Grécia, embora sob o poder romano, influenciou profundamente a raiz que se formou em Roma. Vale destacar uma linha, a de Hermes Trimegisto e o Hermetismo. Hermes é o deus grego que corresponde a Mercúrio romano, mensageiro dos deuses, representado carregando um bastão ao redor do qual se enrosca uma serpente, simbolizando a sabedoria.

É uma figura originária do Grande Toth, oráculo de sabedoria filosófica e religiosa, que significou a unificação das linhas da Mesopotâmia e da Egea, expressa em um conjunto de 17 livros, escritos anônimos muito divulgados no século I DC, sob o título de Poimandres. O conjunto de ensinamentos de Hermes – Summa Hermetica – é dividido em duas categorias: a) o Hermetismo Popular, com textos mais antigos, datando, em média, de 300 AC, versando sobre Astrologia, Medicina, Alquimia, Magia e simpatias, com revelações secretas dos laços secretos que existem em diversas partes do Universo que não têm, aparentemente, qualquer ligação entre si; e b) o Hermetismo Sábio, com textos mais recentes, após Jesus, sob o título de Corpus Hermeticum, que traduzem a helenização das antigas religiões da Mesopotâmia, fazendo frente à racionalização da Grécia, que impunha, com Roma, pesada responsabilidade a todos. Com as revelações baseadas em Hermes, pensadores europeus formaram uma nova ordem em que adaptaram elementos de diversas doutrinas anti-racionalistas e foram estruturadas diferentes linhas filosóficas com base na Astrologia, na Alquimia e na Magia.

A influência de astros e de minerais na configuração energética do corpo, os poderes da meditação,  as instruções para refinamento do espírito a fim de que possa se assemelhar a Deus (que seria a Pedra Filosofal pesquisada na Alquimia), as bases da Gnose e toda a unificação das bases da Mesopotâmia e da Egea deram tal projeção ao Hermetismo que ele se manteve por muitos séculos, influenciando até mesmo grandes católicos, como Santo Agostinho, e se tornando ponto de referência no Renascimento e nos movimentos da Gnose até os tempos atuais, como, por exemplo, na Teosofia.

Na Idade Média, deu-se a Hermes, Moisés e Zaratustra o título de nobres pagãos, por terem conseguido, em suas obras, unificar as linhas que confluíram para o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Atualmente, Hermetismo é sinônimo de Esoterismo, e abriga mistérios sagrados, ciências ocultas, conhecimentos da Cabala, templários, rosa-cruzes e alquimistas, tendo como base a Tabula Smaragdina (Tábua Esmeralda), que surgiu no Ocidente durante o século XII, traduzida do árabe (século X), que havia sido traduzida do egípcio para grego (século IV), e contendo o Simbolismo, a Mitologia, a Magia, a Alquimia e a Astrologia. A Tábua Esmeralda teria sido encontrada no Egito por Alexandre Magno, texto gravado em uma grande esmeralda, que teria, entre outras, a seguinte tradução:

É verdade, sem ficção, é certo e muito verdadeiro, que o que está embaixo é como aquilo que está em cima, e que o que está em cima é como o que está embaixo, para que se cumpram os milagres de uma única coisa. E como todas as coisas vêm do Ser Único por sua própria mediação, assim todas as coisas nascem Dele, por adaptação. Seu pai é o Sol e sua mãe é a Lua. O Vento o levou em seu ventre e a Terra foi sua nutriz. Este é o Pai do thelesma de todo o mundo. Sua força é poderosa quando se converte em telúrica. Poderás separar a Terra do Fogo, o sutil do espesso, delicadamente, com muita prudência e critério. Irás subir da Terra ao Céu e tornarás à Terra, recolhendo as forças dos seres superiores e dos inferiores. Poderás ter, assim, toda a glória do mundo, e toda a escuridão se afastará de ti. Este poder é maior do que a própria força, porque vencerá tudo o que é sutil e penetrará em tudo quanto é sólido! Assim foi criado o mundo e disso se fizeram incríveis adaptações, cujo segredo está contido aqui. Por isso fui chamado Hermes Trimegisto, o conhecedor das três filosofias do mundo. “ 


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Ectoplasma - Rompendo a Fronteira Física


No mundo das manifestações espirituais, vários fatos e fenómenos compõem um vasto conjunto de provas da existência de uma realidade espiritual e de como essas energias conscientes entram em contacto com o mundo físico. Uma das mais impressionantes manifestações é a formação do ectoplasma, um fenómeno que ainda aguarda uma investigação mais efetiva.

No fim do século 19 e início do século 20, houve uma intensa busca para se compreender os fenómenos espirituais que tomavam conta dos salões onde ocorriam os chamados fenómenos espirituais. Evidentemente, a base desses encontros eram os contactos com entidades espirituais, mas também significavam divertimento – algo de novo sendo introduzido numa sociedade que começava a se preparar para encarar essa nova realidade. A intensa utilização de médiuns e os fenómenos que eles apresentavam, também levaram a uma vulgarização dos acontecimentos do "mundo do além", especialmente devido à grande quantidade de fraudes, muitas delas desmascaradas pelos cientistas que pesquisavam o assunto.

A intensidade dos fenómenos e a profusão dos "poderes" dos médiuns – que passaram a surgir em cada esquina – originaram uma grande quantidade de estudos sobre tais fenómenos, desenvolvidos por cientistas credenciados. O resultado foi a elaboração de vários trabalhos e documentos que atestavam a existência de eventos parapsicológicos legítimos, como a clarividência, a materialização, a comunicação com os mortos, etc.

De todos os fenómenos estudados, um dos mais impressionantes, atraindo inúmeras pessoas e os jornais sensacionalistas, foi a ectoplasmia ou materialização. Centenas de casos, devidamente comprovados, foram fotografados e medidos por diversos pesquisadores que relataram detalhadamente as manifestações e produziram uma base científico-espiritualista para compreender a produção nos mais diversos ambientes e condições da "matéria espiritual".

Como sempre ocorre com os fenómenos espirituais, os enganadores tentaram se aproveitar da credulidade e da fé das pessoas, muitos deles sendo desmascarados como fraudes. Alguns faziam uso de luvas, vapores e de ilusionismo para enganar a plateia que ia ver os "espíritos". Essa situação acabou por gerar uma grande dose de desconfiança e a perda de prestígio dos fenómenos parapsicológicos na comunidade científica de forma geral (que, em grande parte, se mantém cética até os dias atuais, apesar das evidências reunidas).

Contudo, existiam médiuns que produziam eventos legítimos de materialização que podiam ser devidamente comprovados como reais e incontestáveis. Muitos pesquisadores, mesmo contra as opiniões contrárias, continuaram pesquisando e descobrindo as peças que formavam o quebra-cabeça das materializações.

As ideias apresentadas nos trabalhos de diversos estudiosos, levaram à aceitação de que o ectoplasma é gerado mediante uma notável interação entre diversos planos físicos e espirituais, durante a qual as vibrações etéricas acumulariam matéria das pessoas envolvidas nas manifestações e reproduziriam as intenções do espírito manifestado de uma forma consistente e material.

Os estudiosos concluíram que, na verdade, existe um número reduzido de pessoas capazes de produzir casos autênticos de ectoplasmia, mesmo sem ter de recorrer a ritos específicos ou realizar as chamadas "sessões". Acredita-se que os médiuns aproveitam as energias etéricas, magnéticas e do seu envolvimento com o mundo espiritual, somadas às vibrações emanadas das pessoas presentes ao experimento, e assim produzem as energias e condições necessárias para a manifestação.

No Oriente, essa ideia já foi muito discutida e difundida, além de experimentada, ao longo de milhares de anos. Aqueles que possuem tais poderes (siddhas) não são necessariamente sábios (rishis, pessoas de conduta irrepreensível e de profundo saber espiritual); na verdade, muitos deles fazem uso de suas capacidades para ganhar a vida, como se fossem pianistas, desenhistas ou qualquer profissão que exigisse algum dom especial.

O Médium

A manifestação de ectoplasma causa esgotamento físico nos médiuns, pois eles cedem parte de sua "energia vital" para produzir e enriquecer a materialização periespiritual. Isso foi devidamente comprovado por uma série de investigações realizadas por W. J. Crawford, professor de Engenharia Mecânica da Queens University, de Belfast. Ele se dedicou a estudar uma médium famosa na Irlanda, conhecida como Goligher, e descobriu que, durante as sessões (quando surgia o ectoplasma), tanto a médium quanto seus assistentes perdiam peso. Com um conjunto complexo de medidas, ele determinou que, nas manifestações de ectoplasma (quando ele saía pela boca da médium), ela perdia cerca de vinte e seis quilos (algo considerável para qualquer ser humano), e ainda anotou em seus estudos que a perda de peso de massa era evidente no corpo da médium, pois ela definhava a olhos vistos.

O professor Crawford, segundo foi relatado por várias pessoas próximas, estabeleceu uma teoria coerente para explicar o surgimento e a materialização do ectoplasma, plausível tanto para os cientistas quanto para os espíritas; só que essa teoria nunca chegou ao conhecimento do público, pois ele nunca a revelou a quem quer que fosse. Desde então, surgiram vários boatos, mas nada foi revelado, nem mesmo após a sua morte.

Um trabalho notável no que diz respeito à comprovação científica da ectoplasmia foi desenvolvido pelo barão von Schrenk-Notzing. Ele conseguiu obter um pedaço de ectoplasma e realizou mais de uma centena de exames laboratoriais. Descobriu-se a presença de leucócitos (células do sistema imunológico humano) e células epiteliais (pele, a primeira camada celular), colocando em cena os possíveis mecanismos psicofísicos da ectoplasmia.

Essa análise corroborava a ideia de que os médiuns contribuem ativamente com a sua própria "matéria" para a formação das materializações. O barão von Schrenk-Notzing ampliou as definições existentes sobre o ectoplasma, afirmando: "É uma matéria inicialmente semifluida, que possui determinadas propriedades da matéria viva, especialmente a capacidade de mutação de movimentos e de tomar diversas formas". Como podemos perceber, o barão tinha a ideia de que o ectoplasma era algum tipo de interação orgânica entre o médium e as forças espirituais.

Os cientistas e outros pesquisadores também coletaram centenas de fotografias das sessões de materialização; elas mostram imagens com formas e estruturas variadas. Geralmente, surgem em torno do médium das mais diversas maneiras: às vezes, de forma difusa, outras, de maneira bastante nítida. Formam rostos, fios translúcidos, pedaços de corpos, mãos e outras estruturas não-identificáveis.

Algumas das materializações mais surpreendentes da época foram produzidas pelas médiuns Eva Carrière e Eusapia Palladino. Mesmo com um histórico polémico quanto à autenticidade de suas manifestações, a produção de ectoplasmia das médiuns foi fotografada e analisada.

Um evento notável em sua extensão e nas consequência científico-espirituais, foi o ocorrido em 1913, durante uma convenção espírita em Moscovo. Nela, um grupo de investigadores perguntou a um espírito materializado se havia algum problema em se realizar uma intervenção cirúrgica em seus antebraços ectoplasmáticos, para que pudessem ver a substância da qual eram compostos. Ele aceitou, impondo como condição que ele iria se preparar para que o médium nada sofresse no processo. Após cinco meses, os investigadores e o médium voltaram a se reunir, e a operação foi realizada. Em um dos antebraços os pesquisadores encontraram uma constituição perfeitamente humana (ossos, nervos, sangue, etc,), enquanto o outro era formado por uma substância gelatinosa, clássica nos casos de ectoplasmia, e sem definição de partes constituintes.

Esse fato contribuiu para colocar a materialização ectoplasmática novamente sob um prisma científico. Alguns experimentos chegaram a extremos, como no caso de médiuns colocados em cadeiras e equipamentos especialmente projetados para evitar fraudes e, ainda assim, os eventos ocorreram e foram detetados por aparelhos sensíveis , deixando de lado qualquer dúvida sobre a autenticidade do fenómeno.

Explicando o Ectoplasma

As teorias que procuram explicar a ectoplasmia partem de um ponto comum: a existência de uma forma energético-espiritual, denominada perispírito. Essa substância preencheria o corpo material enquanto encarnado, servindo como recetáculo da consciência durante a estada do ser no mundo físico-espiritual. É pela interação entre os perispíritos desencarnados e as energias espirituais dos encarnados que médium e espírito podem, então, romper os limites mentais e as fronteiras físicas, produzindo o ectoplasma.

Esse perispírito foi relatado por vários médiuns, que o descreveram das mais variadas formas. Geralmente, é visto como um vapor branco-azulado que se desprende dos corpos de pessoas mortas, saindo pela região do chacra coronário (alto da cabeça). Essa "matéria" teria uma existência intermediária entre as formas densa (atómica) e espiritual (etérea).

Segundo alguns estudiosos, isso também é comprovado por meio das fotografias Kirlian, que mostram uma estrutura energética envolvendo os mais diversos objetos e, em específico nos seres humanos, mostram uma profusão de cores e linhas que lembram os "caminhos de luz" descritos nos antigos textos orientais sobre a acupuntura, quando falam a respeito das linhas energéticas.

Segundo o que se conhece atualmente dos mecanismos da ectoplasmia, o médium usa seu perispírito para interagir com o perispírito do desencarnado; cedendo material orgânico e energético, gera o ectoplasma e auxilia, com sua carga cultural e imaginativa, para construir a materialização.

Não há qualquer dúvida quanto à razão da ectoplasmia atrair tanta atenção: é uma manifestação visível, palpável, muitas vezes mensurável. Ao contrário de outros fenómenos espirituais, ou parapsicológicos, se preferirem, causa um impacto mais imediato. E não são poucos os que se dedicam ao seu estudo que afirmam ser a ectoplasmia o fenómeno parapsicológico que apresenta o maior número de provas. Além disso, permite que os pesquisadores possam comprovar, de forma relativamente simples, se é uma manifestação verdadeira ou fraudulenta.

Não se sabe muito bem em que ponto se encontram as pesquisas científicas com relação ao assunto. Cientistas que não estão ligados ao espiritismo pouco ou nada falam sobre o assunto, ou então rechaçam completamente o fenómeno, entendendo que ele jamais foi devidamente comprovado, apesar das inúmeras evidências coletadas.

O que se sabe ao certo é que o fenómeno continua a ocorrer, e a ser registado, em muitos centros espíritas e em locais que nada tenham a ver com a doutrina. Resta esperar que pesquisas mais afirmativas e profundas sejam realizadas.

Pesquisas Recentes

Quando se fala sobre o fenómeno da ectoplasmia, geralmente são apresentados documentos e fotos antigas. A verdade é que esses casos foram muito examinados nos primórdios das pesquisas parapsicológicas, fotografados e registados com o rigor científico possível na época. Depois, a impressão que se tem é de que as pesquisas foram um tanto esquecidas.

No entanto, existem grupos de pesquisa, espíritas ou não, que continuam procurando obter registos cientificamente válidos para o fenómeno, e muitas vezes com êxito. As pesquisas não são muito divulgadas: o que se ouve dizer é que os pesquisadores preferem realizar suas experiências sem grande alarde, mantendo os resultados conhecidos apenas de um pequeno grupo de interessados, evitando o escárnio que geralmente ocorre quando se fala sobre certos assuntos.

Nas pesquisas do dr. João Alberto Fiorini, que deverão ser publicadas em livro, ele informa que o ectoplasma é sensível à ação da luz comum (branca) e reage ao pensamento. Por outro lado, suporta bem as radiações pouco energéticas do espectro da luz, como o vermelho e o infravermelho. A temperatura é um pouco inferior à do ambiente em que se encontra o médium, e sua cor pode ser acinzentada, branca, amarelada, malhada ou negra. Também se encontra em todos os estados, ou seja, invisível, visível, gasoso, plasmático, tangível, morfo, foculoso, filamentoso, sólido e estruturado.

Esperamos, em breve, poder apresentar algumas imagens e documentos obtidos a partir de pesquisas do género, no Brasil, assim como conversar com cientistas envolvidos na pesquisa parapsicológica, para que eles apresentem seus depoimentos a respeito e, quem sabe, algumas pesquisas científicas. (GS)

Fenómenos de Ectoplasmia

Ectoplasma: O ectoplasma pode exteriorizar-se em qualquer parte do corpo do médium, ao qual está vinculado estreitamente. Dirigido pelas forças presentes, o ectoplasma pode causar o fenómeno da telecinesia, que é a movimentação de objetos. Em alguns casos, foi comprovado que o ectoplasma saía do corpo do médium e, apoiando-se no chão, formava uma espécie de alavanca, conseguindo assim erguer objetos bem mais pesados do que o médium.

Ectoplasmia: Do grego ectós, "fora"; plasma, "coisa formada". Ectoplasmia designa o fenómeno; ectoplasma designa a substância.

Ectocoloplasmia: Termo que foi utilizado para definir a "modelagem" do ectoplasma para formar membros ou partes de pessoas, animais ou objetos.

Fantasmogênese: A produção ectoplasmática de um fantasma de pessoa, animal ou coisa, pelo menos aparentemente inteiro.

Transfiguração: A transformação do próprio corpo do médium por meio do ectoplasma.