terça-feira, 12 de junho de 2012

Os 3 Reinos da minha Natureza


Os Três Reinos de minha Natureza; Personalidade e Individualidade; Alma e Espírito; e outros.

Existem alguns conceitos básicos em nossa Doutrina que devem ser claramente compreendidos já nos primeiros passos. Porém, muitos, envolvidos pela rapidez com que desenvolvemos as técnicas doutrinárias, acabam ficam com idéias não muito claras a respeito.

Os Três Reinos de minha NaturezaConsideremos o ser humano encarnado um ser “tríplice”, ou seja formado por três “plexos”. Para que possamos compreender bem este conceito é necessário analisar separadamente cada um destes três plexos:

O Plexo físicoEste é simples de explicar! É o seu corpo. Pura e simplesmente o corpo que seu espírito ocupa nesta encarnação. Não “é” você, mas faz parte de você. Ele tem um tempo de vida útil que irá se esgotar e morrer, mas você não morre com ele, por que ele apenas é um terço do que o ser humano encarnado representa.

O Plexo MentalOu sua Psique. Neste ponto é que começam algumas dúvidas, pois normalmente conceituamos que alma é espírito são a mesma coisa, certo? Errado!!! Em nossa Doutrina distinguimos bem “alma” de “espírito”. Consideramos como “alma” o quê hoje você representa nesta encarnação. O José, João ou Maria... É a sua encarnação atual! Sua Personalidade.

O Plexo Mental é representado pela sua alma. É você hoje, sem considerar outras encarnações. Chamamos “Mental”, porque é controlado pela sua mente, pelos seus desejos e fruto de sua atual experiência. Reflete a maneira como foi criado, os bons e maus princípios que aprendeu nesta vida, e o quê pensa e age com reflexo. Ao morrer o Plexo Físico (o corpo), as lembranças de sua mente nesta encarnação (Plexo Mental) irão agregar-se ao seu Plexo Espiritual... Ao seu Espírito. Por tanto, a alma é apenas uma personalidade transitória que agora você está vivendo e registrando em sua mente. Muito diferente do seu Espírito!

O Plexo EspiritualConsiderando que já compreendemos que a alma é apenas “você hoje”, sua personalidade e lembranças de sua vida atual, fica mais fácil compreender a diferença clara quando vamos falar em espírito. O espírito é o seu EU verdadeiro! Este é você! Não é apenas o José, João ou Maria! É a soma de tudo o quê você já viveu nesta e nas outras encarnações. Com a morte do corpo, a alma passa a ser apenas uma lembrança a mais na sua memória espiritual. Como espírito você é a soma de suas muitas passagens por este e outros planos!

O primeiro questionamento neste ponto é sobre o “despertar”. “Quer dizer que quando eu desencarnar vou perder minha personalidade de Kazagrande e imediatamente passar a ser um espírito carregando a lembrança desta última “atuação no palco da vida terrestre”?”

Bem... Cada caso é um caso! Sim, existem aqueles que já estão preparados para recordar de suas outras passagens quase que de imediato. Mas a maioria precisa de um tempo de adaptação de retorno a sua condição espiritual. Vai desligando-se dos apegos da última passagem e tomando consciência, aos poucos, de sua real condição.

A capacidade de, ao retornar ao mundo espiritual, desprender-se dos apegos materiais da alma e dos desejos do corpo, é que determinam seu tempo de adaptação.

Quanto mais claramente compreendermos que não somos apenas um corpo, ou apenas a personalidade que atualmente vivemos, mais rapidamente poderemos estar em contato com o espírito, grande motivo de nossa mediunização.

Pai João de Enoque - mensagem


Filhos Jaguares,

Não usem o nome de vossa Mãe Koatay 108 em vão!

Não saiam justificando suas decisões intolerantes sob uma pretensa preservação do que ela deixou, pois o quê Neiva verdadeiramente deixou foi um exemplo de tolerância!

Quem dentre os que conviveram com ela poderia dizer que ela expulsava, maltratava, impunha ou exigia alguma coisa? Vocês receberam um exemplo de amor! Um exemplo de mãe que ama aos filhos incondicionalmente! Não importava de onde vinha, quem era ou o quê fazia. Não era assim?

Meus filhos, a Lei dos Rituais não pode e não deve ser modificada, pois em tudo existe uma contagem. Cada um é preparado espiritualmente para cumprir esta missão em sua individualidade e jamais, vou repetir, jamais um Jaguar deve entrar na faixa do outro, interferindo em sua jornada. Estou vendo muitos se perdendo por que passaram a carregar o quê não lhes pertence, ao impedir que o outro carregue o próprio fardo... E não é porque tem dó do outro, é porque se metem onde não devem! Impedir um Mestre de trabalhar é assumir os espíritos que a ele estavam destinados. Vocês conseguem ver se têm bônus para tanto?

Salve Deus! Meus filhos, cobrar a conduta doutrinaria não pode ser matar as ilusões. Vossa mãe quantas vezes explicou que não se pode destruir o sonho dos outros. Cada um é responsável por si, até o momento que outro se interpõe e interrompe sua jornada.

Deixem os filhos de Seta Branca trabalhar, cumprir suas missões! Se existem responsabilidades que lhe competem, responda por elas, mas não interfira na atitude do outro.

Como podem ocultar os bons ensinamentos e impor as regras? A conduta doutrinária, as regras, e até mesmo as Leis, são para os quê adquiriram a consciência. Aos outros é perdoado!

Pela razão que represento eu vos afirmo que nenhuma atitude de intolerância é facilmente esquecida. Uma energia é emitida, uma vibração despertada, e uma consequência virá! Não precisa de fiscalização, o fiscal é seu padrão vibratório, quando ele baixa, pimba! Entra a negatividade semeada e despertada pelos próprios irmãos.

Tenham em mente que o Amor está acima de todas as Leis e que a vaidade está por trás de toda intolerância.

Aprendam a compreender, mesmo que não aceitem as atitudes. Olhe no espelho e veja o próximo, sinta-se em seus sapatos e poderá compreender as atitudes incialmente julgadas como insanas. Por isso, não julgue, seja o outro por alguns instantes e compreenda, mesmo que não aceite. Isso é a tolerância.

O espírito do Jaguar é líder por natureza, não é subserviente, não é domado. Pode conquistar a humildade, mas se perde se for humilhado. Quantos grandes comandantes precisarão cair por terem sido humilhados?

O poder sempre foi a perdição desta tribo... Terão vocês que reencarnar escravos, também, para domar a vaidade do poder? Salve Deus! Possuem tudo em suas mãos... Não deixem a oportunidade doce passar, precisarão de outra, e esta pode demorar para chegar, ou chegar amarga, sem as bênçãos da mediunidade.

Em Cristo Jesus, sigam o exemplo de vossa Mãe, o exemplo de humildade, de luta, disciplina, mas principalmente de tolerância.

Pai João de Enoque
Junho de 2012

domingo, 10 de junho de 2012

Siucidio


O suicídio é um ato condenado em quase a totalidade das religiões e doutrinas, uma vez que a vida não pode ser interrompida pela vontade da própria pessoa. Isso inclui a eutanásia, que é a morte provocada para evitar sofrimentos de doenças fatais e incuráveis.
Sob o ponto de vista de nossa Doutrina, há alguns aspectos a considerar.
O primeiro, que compreende a eutanásia (*), mostra o desconhecimento da Lei do Carma, e corta as oportunidades que aquele espírito oferece a si mesmo e aos que estão ao seu redor para reajustes transcendentais, às vezes os mais importantes para o plano reencarnatório daquele espírito. Em seu leito de dor, dependendo do carinho e cuidados dos outros, aquele espírito se reajusta e alivia seu carma e oferece condições para que seus cobradores também possam se reajustar.
Com a morte abreviada por métodos científicos, ele corta esse quadro, mergulhando geralmente no desespero de uma obra inacabada. Isso caracteriza uma violação das leis dos planos etéricos.
Existe, também, aquela pessoa que sabe que não pode fazer algumas coisas, sob risco de morte, e as faz continuadamente, tal como fumar, beber ou ingerir drogas. No fundo, existe uma forte vontade de autodestruição, um suicídio a médio ou longo prazo.
Um outro aspecto do suicídio é aquele que dá a vida para salvar outra. São muitos os casos assim caracterizados, um sacrifício que provoca infindáveis discussões, sem que se consiga uma resposta adequada, uma vez que são usadas as mais variadas formas de julgamento.
O que sabemos é que a ninguém é facultado morrer ou não, pois temos um plano reencarnatório para ser cumprido, onde escolhemos quando e como desencarnar.
Quando, abatido pelo desânimo, alguém decide abandonar a vida, está agravando seus sofrimentos ao invés de se aliviar. Quem pensa que pode se livrar de situações angustiosas e do sofrimento pelo suicídio vai ver que, após a morte de seu corpo físico, continuará vivo e terá que arcar com as conseqüências do seu desvario.
Todavia, há condições extremas de tensões emocionais que podem levar ao total desequilíbrio do sistema nervoso do Homem, levando-o à privação de sentidos que o levam a matar, inclusive a si mesmo!
Um importante fator a ser levado em consideração, em qualquer situação que leve a um suicídio, é a obsessão exercida por um espírito desencarnado e que, muitas vezes, conduz uma pessoa a esse gesto extremo.
Neste caso, a espiritualidade sabe que aquela ação não foi cometida fria e premeditadamente, e a aceita e dá uma nova oportunidade àquele espírito, que deverá cumprir outro tempo na Terra, reencarnando pelo tempo necessário ao cumprimento do que fora planejado.

  • Estava na minha frente, para ser consultada, uma bela senhora de cerca de 40 anos, recentemente viúva de um suicida. Junto com ela estavam sua sogra, um jovem aparentando 18 anos - um belo rapaz com um futuro prometedor - e uma jovenzinha me parecendo leviana, porém de bom aspecto. Vi que se tratava de uma família.
- Veja o que pode fazer pela minha sogra, Tia Neiva. Vim para consolá-la, porque Lúcio se suicidou e ela está sofrendo muito (Lúcio era filho da anciã). Ela está me dando muito trabalho. Vê se a faz esquecer, faça qualquer coisa que me dê sossego!
- Sim, - disse a anciã - a minha maior dor é saber que meu filho não tem salvação. Foi tão bom!... Não sei como pode fazer isso!
A viúva arrematou depressa e com desprezo pelo marido:
- Deixou-nos na pior situação. Enfim, traumatizou todo mundo!
Disse o rapaz:
- Sim, Tia Neiva, pelo amor que meu pai tinha por nós não é fácil entender o que ele fez e nem tampouco para mim e minha pobre mãe viver sem ele. Foi horrível o que passei, pois, no fim, ele mostrou que não gostava mesmo era da gente, Tia Neiva. Minha avó, coitada, pensa no quanto ele irá penar. Nisso eu não acredito muito, pois sei que Deus não irá deixar, porque ele era bacana mesmo, compreendia a mim mais do que todo o mundo. Quando eu não estava satisfeito com as coisas da mãe, ele sempre me dizia que o filho que não gosta da mãe nunca se realiza. Era bacana mesmo... Não sei como foi tão fraco!
Depois, ficamos calados, só ouvindo os soluços da vovozinha.
- São os restos do carma, logo a senhora estará com ele - disse eu com tranqüilidade e falando com carinho à pobre sogra.
A viúva começou a tagarelar sem parar e sem qualquer sentimento de amor.
- Como, Tia Neiva? - falou a anciã - A senhora não entendeu que ele se suicidou? Deu um tiro nos miolos, e agora só Deus sabe por onde anda meu filho!... Meu pobre Lúcio! Não sei. Um homem tão culto... Quis ser médico, e foi. Quis seguir a mesma profissão do pai, pobre pai, pobre marido meu, que Deus o tenha também em bom lugar. Era como Lúcio, seu filho, um homem bom. Morreu do coração. Foi um golpe duro para mim, porém não tão duro como este do meu filho. Sim, Tia Neiva, o meu mal foi ter me casado com outro. Não dei satisfações ao meu Lúcio e este atual marido não combinava com ele. Por causa deste infeliz, Lúcio estava afastado de mim. Lúcio saiu de casa e só voltou quando ele foi embora. Será, Tia Neiva, que foi por isso que ele se suicidou? Guardou toda a vida esta mágoa?
- Será que não foi pelos atritos com Lúcio Júnior? - perguntei.
- Não, - respondeu a anciã - ele até queria a grande herança de meu marido. Lúcio, coitado, ficou decepcionado comigo. Sempre que podia, me falava: o Homem nunca pode pensar nos defeitos da mãe. Mas ele sempre me beijava, ria e ficava por isso mesmo. Acredito que era só da boca para fora.
Terminado o diálogo, vi que o pobre suicida se fora para evitar desgraça maior, pois o quadro daquela gente era o pior possível! Somente o jovem sofria, pois perdera o pai para se salvar.
Chamei o Tiago e recomendei um trabalho. Fiquei observando se Lúcio se manifestava por ali, porém ele não veio. Obsessor? pensei. Fui, então, encontrá-lo no Canal Vermelho.
Aproximei-me dele e disse:
- Estive com sua família, seu filho e sua filha, seus dois filhos.
- Só tenho Fernando e Fernanda. O que Fernando pensa de mim? A senhora sabe?
- Sei - respondi - bem como também sei o que o levou ao suicídio.
- Falou com ele? - perguntou-me desesperado.
- Não, tenho um juramento na Terra que me obriga a respeitar os sentimentos dos outros e seria incapaz de denunciar alguém.
- Fui suicida e, no entanto, aqui, ninguém me condenou por isso.
- Sim - disse eu - foi aquilo que eu aprendi: a respeitar os outros.
- E minha mãe?
- Sua mãe, Lúcio, sentiu e sente a maior dor!
- Meu Deus!” gemeu Lúcio.
- Lúcio, sua mãe optou pelo homem que amou, quando você partiu pela primeira vez, e a mãe não tem porque optar senão pelo próprio filho.
- Sim, Tia Neiva, foi horrível no dia que meu padrasto me esbofeteou, na frente de minha mãe, dizendo que ele ou eu ficaria naquela casa, e minha mãe disse que ia me levar para a casa de minha avó, mãe do meu falecido pai. Tive uma decepção tão triste que nunca mais me recuperei, apesar de todo o carinho de minha avó. Minha mãe não me quis, preferiu ficar ao lado do homem a quem amava. Mesmo traumatizado e cheio de tristeza, casei-me. Minha esposa parecia me amar muito. Tivemos dois filhos maravilhosos, Fernando e Fernanda. Tudo corria aparentemente bem. Foi então que entrando na casa de Marcelo, meu maior amigo, ouvi a voz de Edna, minha esposa. Marcelo veio ao meu encontro e perguntei de quem era aquela voz. Ele gaguejou e disse que não era ninguém. Desci e fiquei em frente à casa, até que saíssem. E quem saiu foi ela, a própria Edna! Fiz uma viagem, porém aquilo não saía de minha cabeça, pensando em tudo que um homem traído em seu casamento pode pensar. Ela não se modificou e Marcelo também persistiu no erro. Eu não quis mais ver o que estava acontecendo. Tive vontade de matar os dois, porém decepcionar Fernando com sua própria mãe não era possível. Se eu morresse, ele nunca ficaria sabendo da sua traição. Pensei comigo: se tudo estiver bem para Fernando, espero aqui o que Deus quiser. Deus há de me perdoar por minha pobre incompreensão. Tenho certeza de que, um dia, Deus me perdoará!
É verdade, pensei. Fernando estava sem complexos, vivendo sua vida e amando ainda mais sua mãe. Estávamos bem, quando ouvimos a campainha da chamada.
- Está vendo para onde irei? - perguntou-me Lúcio.
- Você vai para o outro lado deste Canal - respondi.
Ele partiu, e soube que tinha ido para reencarnar e pagar na carne o seu erro de se suicidar. E qual a sua pena? Voltará com uma forma de disritmia.
Perguntei quem seria sua mãe. Sua mãe será novamente a mesma velhinha, porque rejeitou o direito de criá-lo, fazendo assim seu primeiro trauma, por ter preferido o homem que amava, deixando que ele fosse para a casa de sua avó.
O desequilíbrio de uma mãe desajusta uma família.
No outro sábado, aquela família voltou para falar comigo e, vendo-os sentados à minha frente, tive vontade de dizer tudo: que tinha me encontrado com Lúcio no Canal Vermelho e que era ela a única responsável pela sua morte.
Como sempre me limito, apenas, a proteger, porque entreguei meus olhos a Jesus para nunca escravizar ninguém com palavras ou por insinuações, e muito menos por julgamento.
Fico frustrada pensando nas palavras de Pai Seta Branca: ajudar, comunicar sem participar, não dividir nem tomar partido das pessoas!” (Tia Neiva, dez/79)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

O Pagamento


Um médium não pode cobrar e nem receber coisa alguma como pagamento de seu trabalho na nossa Doutrina. Nem, sequer, um simples agradecimento, porquanto tudo o que faz, que realiza, é pelas energias que os Planos Espirituais lhe concedem, sendo ele apenas um instrumento dessa grandeza.
Deve evitar, quando se desloca a lares e escritórios para a realização de um trabalho especial, lanches e refeições.
O seu trabalho já é plenamente recompensado pelo que recebe da Espiritualidade, suavizando seu carma.
Jamais devemos afrontar um Espírito de Luz com a tão usada frase “Deus lhe pague!”, porque a Espiritualidade trabalha com amor, dedicada na caridade e na misericórdia, sendo, também, instrumento do poder de Deus Pai Todo Poderoso, cuja Força e Luz se propagam através dessas Entidades, chegando até nós e se colocando ao nosso dispor para a ajuda aos nossos irmãos encarnados e desencarnados.
Não há pagamentos – só amor, amor incondicional, que jamais poderá estar ligado a qualquer forma de pagamento, nem na Terra, nem no Céu.

  • Pai Juvêncio e Zefa eram os únicos que tinham coragem de ir até a um lugarejo por nome Abóbora.
Certa vez, chegando na entrada da cidadezinha, encontraram uma menina, meio desacordada, nos braços da mãe.
Pai Juvêncio chamou Zefa e cochicharam nos ouvidos da menina e a benzeram, retirando aquele espírito, e a menina ficou boa.
Tânia, a mãe da menina, deu algumas frutas como pagamento da cura, pedindo desculpas por não ter mais nada.
Pai Juvêncio e Zefa comeram as frutas, trataram de negócios em Abóbora, e voltaram para a fazenda.
Felizes, chegaram em casa, mas, ao atravessar a soleira da sua porta, suas barrigas começaram a doer, a doer tanto que chamaram Vovó Cambina da Bahia. Mas nada fazia passar aquela dor.
Uma porção de conjecturas: seria veneno? As desinterias pioravam e as dores aumentavam.
Pobrezinhos - dizia Pai João -. Resolveram tantas coisas boas para nós! Deve ser alguma provação, Deus testando seus corações...”
Todos já estavam ao redor da fogueira, aguardando que melhorassem, quando Jurema, que estava ao lado de Pai Zé Pedro, se levantou bruscamente. Apontando para os dois, que estavam abaixadinhos na roda da fogueira, gemendo de dor, disse:
- Eles comeram prenda ganha pela sua caridade! Pena Branca não quer que a gente ganhe nada em troca do que se faz na Doutrina. Vovô Agripino lhes disse que a gente só aprende com o espinho fincando na carne. É, Pai João, todos nós temos um espinho na carne!...
- Oh, meu Deus! - gritaram os dois em uma só voz - Sim, estamos conscientes!
Vovó Cambina já estava chegando com uma cuia de chá. Eles tomaram e contaram o que havia se passado em Abóbora.
Todos abraçaram os dois por sua ação, mas entenderam a lição: Juvêncio e Zefa haviam comido prenda pela caridade que fizeram... Sim, receberam pagamento e Pena Branca não gosta nem de presentes e nem que se cobre pela caridade que se faz!
Zefa e Juvêncio passaram mais três dias com dor de barriga. Tudo foi alegre, e passou.
Eufrásio, que agora era conselheiro do grupo, achou muito importantes dois fatos: primeiro, Pena Branca não aceitar pagamento pelo trabalho mediúnico e, segundo, a denúncia de Jurema que, em sua clarividência, viu o que se passou. O pobre casal fora lesado por suas mentes preguiçosas.” (Tia Neiva, 7.3.80)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Sintonia - Apará

Para haver incorporação fiel é imprescindível que se estabeleça a sintonia da mente do médium com a mente do espírito. O mecanismo das comunicações espirituais é regido de acordo com o tipo de mediunidade e o estado psíquico dos agentes - ativo e passivo - valores espirituais, etc.

Estabelecida a sintonia entre entidade e médium, o pensamento do primeiro se exterioriza através do campo físico do segundo, em forma de mensagens e manipulação. Na incorporação, o Apará cede o corpo à entidade, mas, de acordo com os seus próprios recursos, pode comandar a comunicação, fiscalizando os pensamentos, disciplinando os gestos e controlando o vocabulário do Espírito.

O pensamento do Espírito, antes de chegar ao cérebro físico do médium, passa pela consciência espiritual, com isso pode, pela sua consciência Iniciática, fazer ou não fazer o que a entidade pretende.

Sintonia é entendimento, harmonia, compreensão, ressonância ou equivalência. Portanto, na incorporação, é um fenômeno de harmonia psíquica, funcionando naturalmente, a base de vibrações. Duas entidades, o encarnado e o espírito, estarão com as mentes perfeitamente entrosadas, formando uma ponte magnética a vinculá-las, imantando-as profundamente. Estarão vibrando na mesma faixa, intimamente associadas.

Observem o grande amor e desprendimento de nossos Mentores ao se disporem a realizar a caridade! São espíritos de Luz, vibram em um padrão muito, mas muito mais elevado que o nosso. E se revestem de uma roupagem simples, como a de um Preto Velho, para “densificar” sua Luz, para terem condições de serem compreendidos e para vibrarem na mesma faixa de um encarnado.

Nas incorporações de sofredores é triste quando um Apará se deixa sugestionar, permitindo que extravasem seus desequilíbrios, entrando em um padrão mais baixo. Isso normalmente acontece quando o médium desconsidera sua grande responsabilidade na incorporação.

Controlar as manifestações mediúnicas, evitando, sempre que possível, respirações ofegantes, gemidos, gritos e contorções, batimento de mãos e pés ou gestos desafiadores. É normal “sentir vontade” de fazer tudo isso, pois é a expressão do sofrimento do irmãozinho, mas cabe ao Apará se opor a estas sugestões, moderando com sua consciência.

Na Mesa, ou nos Tronos, como um irmãozinho poderia aproveitar melhor a Doutrina e a energia empregada pelo Doutrinador? Através de um Médium com quem se identifica e dá vazão aos desequilíbrios, ou através de um médium que naturalmente irradia vibrações de paz e harmonia, auxiliando o Doutrinador a envolvê-lo com Luz e energia?

Praticamos a Cura desobsessiva, não é? A desobsessão é obra de reequilíbrio, refazimento, nunca de agitação e teatralidade.
Claro que existem situações difíceis de controlar, o Apará não é uma máquina, é um humano carregado de todas as emoções, e estas emoções as vezes encontram identificação com as do sofredor. Mas cabe o alerta! Tem que estar bem, pronto para o trabalho! Pois se colocou o uniforme está para servir, para praticar a caridade, e ninguém pode dar o que não tem.

A Mesa Evangélica é para a passagem de espíritos recém-desencarnados que necessitam de uma energia magnética animal para seguir viagem. São trazidos pelos seus Mentores, recebem um esclarecimento, a energia e seguem!

Mesas Especiais, para Centuriões, o Trino Araken realizava pelas condições que lhe foram confiadas.

Fazer uma “puxada”, em um dia de Retiro, sob total responsabilidade do Presidente e do Comandante, pode até acontecer.

Mas no “dia a dia”, a Mesa não pode ser uma fonte de desequilíbrio e desarmonia.

Ficamos com esta pequena introdução, ainda teremos que aprofundar sobre a Mesa e chegar aos Tronos, e abordar a sintonia do Doutrinador.

Kazagrande

Texto baseado no texto enviado pelo Mestre Jorge Gouvêa.
“A mente permanece na base de todos os fenômenos mediúnicos”.
“Em mediunidade não podemos descuidar do problema da sintonia”.

terça-feira, 5 de junho de 2012

O Lider Espiritual


Ser um líder espiritual não é fácil. Assumir a missão como Sacerdote, Pastor, Bispo, Guia Espiritual, Dirigente Espírita, ou Adjunto de Povo em nossa Doutrina, significa que toda a sua vida será observada, suas menores ações e reações, serão tomadas como exemplo e muitas vezes julgadas com olhos apenas humanos.

Porém, o líder espiritual encarnado, é humano! Tem emoções, sofre, chora, ri e se entristece! Não é fácil sufocar todos os sentimentos que invadem a alma, a personalidade, quando se precisa “dar o exemplo”... Tia Neiva nos mostrou isso claramente em várias das suas tentativas de diário e em algumas cartas.

Hoje vou relatar uma passagem de Pai João de Enoque com um destes líderes espirituais encarnados. Um homem justo, que conduz um povo ao Amor de Deus e a Deus, porém, que como todo ser encarnado, tem seus momentos de fraqueza, de questionamento, de profunda dor!

Vamos chamá-lo de Teófilo. Teófilo tinha um filho a quem acreditava ser um grande missionário, seu substituto a conduzir seu povo. Seu amor de pai o levava a uma ligação de interdependência, como se sua vida também dependesse da vida do filho.

Mas nos enredos kármicos, que não temos acesso pela bênção do esquecimento, o destino dos dois deveria ser separado.
Seu filho veio a desencarnar em dolorosas condições, as quais não me atrevo a relatar, pois a penosa situação traria vibrações distantes de nosso objetivo.

Ao receber a notícia, Teófilo entrou em desespero! Sua dor era a maior do mundo e deve ser respeitada como tal. Não lembrava mais de sua própria missão, estava à beira da blasfêmia e da negação do Amor de Deus, que com tanto fervor sempre pregara.

Afastado da missão, em total depressão, com tristes idéias sugestionadas pelos que se aproveitam nesta hora para manifestarem as mais nefastas formas de cobrança, teve uma proteção especial, de seus bônus acumulados ao longo da jornada.

Lembrou de um humilde Templo do Amanhecer, em que certa vez visitara por questões de esclarecimento de ação.
Lembrou de Pai João de Enoque! O nome vinha claro em sua mente. Lembrava que sentado naquele humilde banquinho recebera uma prova incontestável da presença
de uma Entidade de Luz.
Decidiu dar a si mesmo uma última chance de recuperar a fé. Se ali estava um emissário de Deus, que Ele o salvasse!
Acompanhado de um grupo de preocupados seguidores, procurou como realizar este contato. De joelhos, literalmente, pedia a oportunidade deste resgate.
Não cabe relatar o quanto foi difícil acomodar a situação desta realização excepcional.

O Templo, mergulhado em profundo silêncio, trazia a recordação do Trino Araken, o executivo encarnado de nossa Doutrina e que detinha o “Dom do Silêncio”, ao iniciar suas palestras.
O Hino de Pai João rompeu o silêncio trazendo a harmonia necessária.

Teófilo visivelmente abatido desabou ao lado de Pai João, chorou alguns instantes e perguntou:
O senhor lembra-se de mim? Sabe quem eu sou? Salve Deus! Meu filho, eu sei de sua dor, e te esperava aqui. Nosso primeiro encontro foi para que tivesse aonde voltar na hora precisa. Escute-me primeiro filho, pois tenho algo para lhe dizer, antes de qualquer coisa: Jesus um dia caminhou entre nós e sentiu nossas dores físicas e emocionais. Conheceu profundamente o que vivemos
encarnados, nossas dores e fraquezas. Seu olhar transmitia a beleza, sua voz era sempre ouvida em oração, e sua oração soava como a mais doce melodia. Só falava de amor, e cada gesto transmitia a paz que emanava de seu coração e inundava seus ouvintes. Jesus trouxe de volta a Luz que nos direciona ao nosso Verdadeiro Lar! E esta Luz resplandeceu no coração de quem o compreendeu
ou venha a compreender.

Para voltar para casa temos que estar com o coração iluminado e somente uma oportunidade não nos basta. O perdão de Deus é infinito e para muitas vidas. Ao terminar de cumprir nossa jornada, partimos para uma das muitas moradas, que o céu abriga.

Existe uma vida além da vida. E morrer, não é jamais o fim, é renascer na verdadeira vida, para os que cumpriram sua missão.

Os atentos ouvintes daquelas palavras somente podiam emanar o amor! E Pai João, após uma pausa, esperando Teófilo recuperar-se do pranto, continuou:
- Meu filho, meu irmão! Você ainda tem uma grande missão a cumprir! Seu filho terminou a dele, mas a você cabe conduzir a todos estes que lhe foram confiados. Volte ao seu Templo! Seu filho já esteve lá e foi onde mais chorou por não lhe encontrar. Por não ouvir suas palavras de fé e esperança que aprendeu a admirar desde pequeno.
Haverá um dia em que irão se reencontrar, e se abraçar com certeza da missão cumprida.
Nada mais lhe posso dizer, além de pedir que fique em Paz! Vá em Paz, pois sua fraqueza lhe é perdoada! Levante-se, não olhe para traz, encaminha teu povo e cumpre tua jornada.

Teófilo tentava traduzir seu agradecimento, mas neste mesmo momento Pai João ergueu a mão e disse: Não! Não agradeça, pois foram seus bônus, seus anos de trabalho que permitiram este reencontro.
Vá em paz!

Que cada um receba o esclarecimento desta mensagem de acordo com sua sintonia e merecimento.
Kazagrande
(Baseado em fatos reais)

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Acordo


O acordo!
Dois anos depois, em princípios de 1960, recebi de Pai Seta Branca a minha primeira missão. Eram seis horas da tarde e eu, mais do que nunca, sentia uma grande saudade. Dessa vez, porém, era algo diferente, mais fino, alguma coisa que eu não conhecia. Fui me sentar no alto do morro, e Pai Seta Branca chegou, começando a me mostrar meu roteiro e por tudo que eu teria que passar na missão, traçando, então, o meu sacerdócio, ao lado de Humarran. Senti forte dor de cabeça e pesada sensação de mal-estar. Quando dei conta de mim, estava diante de um velho oriental, de barba longa e trajando uma vestimenta com capuz e mangas largas, que me disse:
- Salve Deus! De hoje em diante você terá a força de uma raiz!...
A partir de então, tudo ficou difícil. Às 4 horas da tarde eu me sentia como se estivesse com uns 38 graus de febre, com a cabeça rodando, a ponto de não me aguentar de pé. Mas, deitada, as tonteiras se acentuavam e, numa espécie de sonho, sentia que me desprendia do corpo, com perfeita consciência. A cada dia, eu melhorava o meu padrão vibratório, consciente do meu trabalho. Recebi de Pai Seta Branca novas instruções: para entrar no plano iniciático eu teria que fazer as pazes com todos aqueles que se diziam meus inimigos...
Então, já no terceiro ano de conhecimentos ao lado de Humarran, segui até as cavernas, com a missão de pedir paz e amor aos reis dos submundos. Humildemente, me transportava até cada um deles, e lhes pedia que firmássemos um acordo de paz, pois nossa lei não admitia demandas. Fui à presença de sete reis, que me trataram com maior ou menor ferocidade, mas aos quais tratei com amor e muita timidez, recebendo a concordância para o acordo proposto. No caso de Sete Montanhas, recebi até uma grande proposta para ficar em sua corte: ele me compraria de Pai Seta Branca, e eu lhe prometi que cuidaria do assunto. Fiz as minhas negociações e prossegui demonstrando tranquilidade, apesar do meu tremendo pavor...
Era um período em que eu andava sobressaltada. Naquela tarde, o sol não aparecia, tornando tristes os meus pensamentos. Havia muito o que fazer, mas resolvi, por me sentir um pouco sem forças, ir me recostar no meu velho pequizeiro. Adormeci e iniciei um transporte. Entrei em um suntuoso castelo, onde tudo era luxuoso, e logo fui presa por dois homens grandes, com pequenos chifres, que me seguraram pelos braços e me conduziram à presença de seu poderoso rei: Exu Sete Flechas.
Ele me encarou, zombeteiro, e vociferou:
- Ela é inofensiva! Tragam-na até aqui! Já tenho conhecimento de seus contatos.
Eu me aproximei e ele me falou:
- Sua pretensão é muito grande em querer fazer um acordo comigo, pois não tem sequer um povo para defender!
- Vou levantar um poder iniciático – respondi, temerosa – e só quero fazer isso após firmarmos um acordo, para que seu povo não penetre em minha área.
- Já sei muito sobre suas intenções! – disse ele – Eu me comprometo a não penetrar em sua área, mas, antes, vou fazer um teste com você, para lhe fazer sentir a minha força.

- Salve Deus! – eu só murmurei.
- Quero ver o tipo de proteção que você tem. – voltou ele – Quero ver se ela vai livrá-la de mim! Amanhã, às três horas da tarde, vou arrancar todo o telhado de sua casa. Quero testar a sua força...
Voltei ao meu corpo, sentindo o sabor desagradável daquela viagem.
Entretanto, a ameaça não se concretizou.
Tornei a voltar onde ele estava, porém em outro local, em outro salão. Ele fez o acordo, e jurou que, em verdade, jamais tocaria em meus filhos – os Doutrinadores. Mas afirmou que só se realizaria quando dividisse sua força comigo, e reforçou sua ameaça anterior.
Três anos se passaram, e nada aconteceu. Até que um dia – eu já estava em Taguatinga – tive a sensação de perigo e me decidi a ir falar com ele. Pela terceira vez, ali estava eu, diante dele, que me recebeu com risos e deboches, e me afirmou que, às três horas daquela tarde, arrancaria o telhado de minha casa.
Desafiadora, pensei:
- Ora, não tenho o que temer! Se ele, até hoje, não arrancou o telhado de minha casa, não arrancará mais.
Voltei, confiante, ao meu corpo.
Por volta de duas horas da tarde, uma velha me procurou, pessoa dessas que vivem fazendo suas cobrancinhas, e começou sua obra:
- Oh, irmã Neiva, como vai? Eu precisava tanto falar com você! Mas, dizem, e estou vendo que é verdade, que você não fala com os pobres...
Eu fiquei possessa com a velha, por sua ousadia em me falar daquela forma, e, assim, baixei minha vibração! Foi o suficiente: ouvimos o estrondo do telhado e foi tudo pelo ar!
Pensei:
- Neiva, fracassastes depois de tantas instruções!...
Voltei há três anos, e entendi que aquilo era mais uma experiência. Salve Deus! Ficara decepcionada com o Exu Sete Flechas e estava sempre preparada para seu ataque, mas falhara. Passei, então, a fazer uma preparação, quase um ritual, para entrar em uma caverna. Tia Neiva em “Minha Vida, Meus Amores”
Ainda dentro deste tema podemos encontrar outras passagens:
A Lei Negra é uma espécie de máfia, um grupo imenso de malfeitores, do mundo invisível, e, como sua similar no plano físico da Terra, ela escraviza seus membros, que ficam quase sem possibilidades de libertação.
Suas falanges são alimentadas e crescem, à custa dos espíritos nômades e sem protetores. E tudo isso acontece por opção do próprio espírito, guiado por seu livre arbítrio.
Sempre que um espírito termina seu estágio na Pedra Branca, onde ele tem a oportunidade de conhecer a verdade sobre si mesmo, seus Mentores lhe dão toda a assistência e lhe mostram o verdadeiro caminho. Mas a decisão é dele, e sua chance permanece até o último instante. Se ele tomar a decisão errada, acaba por se tornar vítima da Lei Negra.
Existem uns espíritos no submundo invisível que se chamam Exus Caçadores. Eles ficam à espreita e aguardam as decisões dos espíritos recém desencarnados. Assim que os Mentores desistem, eles entram em ação. Aproximam-se do espírito, seduzem-no, e o levam para suas cavernas. Lá, esses espíritos são submetidos a todas as sevícias e começam pesado treinamento naqueles costumes, até se tornarem exus. Tia Neiva em “Manoel Truncado”
Como você sabe, Neiva, os exus são um pouco produto da ganância dos seres humanos. As invocações e chamadas só fazem aumentar suas forças. O médium que os invoca lhes dá oportunidade de se afirmarem nas suas metas, e isso nada tem a ver com a Umbanda! Mestre Amanto, sem data
Não há qualquer espírito que passe por nossos trabalhos do qual não se faça a entrega obrigatória! Nosso trabalho é exclusivamente de Doutrina! Não aceitamos, em hipótese alguma, palestras, nos Tronos deste Templo do Amanhecer, de Doutrinadores com entidades que não sejam os nossos Mentores, espíritos doutrinários!
Mesmo fora do Templo, consta-me que os Doutrinadores que palestraram com exus, etc., atrasaram suas vidas, pois eles não se afastaram de seus caminhos. A obrigação do Doutrinador é fazer a doutrina, conversando amigavelmente com o espírito, procurando esclarecê-lo, continuar seu amigo, porém fazer sua entrega obrigatoriamente, com o que ressalva sua responsabilidade perante os Mentores.
Outros Doutrinadores estão com suas vidas atrasadas simplesmente por sua irreverência com os Mentores, acendendo para estes duas velas, saindo fora de seu padrão doutrinário. Entre eu e os exus há um laço de compreensão e respeito mútuo. Porém, um Doutrinador, por não ser clarividente, não está em condições de dialogar com eles, exceto no âmbito da Doutrina. Tia Neiva,em 07 de maio de 1974
Ora, um exu é um espírito como outro qualquer, geralmente um homem de bem, um pai de família que desencarnou normalmente. O que os torna diferentes no mundo dos espíritos é que são cultos, cientistas, doutores, enfim, pessoas de posição.
Desencarnam irrealizados, cheios de pretensões, agnósticos, descrentes das leis do Cristo. Como não crêem em coisa alguma, não aceitam as coisas simples. Tão pronto desencarnam, são atraídos para a companhia de entidades experientes na manipulação de forças.
Não existem forças do mal ou forças do bem. Existem, simplesmente, forças, que são empregadas no bem ou no mal. Depende de quem as controla, e como as controla.
Depende do plano de trabalho, da camada onde eles operam. Geralmente, esses espíritos não conseguem atingir mais que um plano inferior, próximo da superfície terrestre, onde as forças são densas, animalizadas. Não aceitando o Cristo, a Lei do Amor e do Perdão, não sintonizam com as forças do astral. A não ser aqueles que lidam com a Magia Negra, que manipulam forças extraordinárias – às vezes com a bênção de Deus – a maioria deles trabalha mesmo é com o magnético animal – ectoplasma humano, mediunidade. Tia Neiva em “Sob os Olhos da Clarividente”.